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Ramón Chao: «Entrei em Radio France porque falava bem o galego e dixem que era português»

PGL – Xornal de Galicia publicou recentemente umha entrevista a Ramón Luís Chao Rego (Vilalva, 1935). Em Paris, lugar de residência do veterano escritor e jornalista, este fala das suas curiosas vivências pessoais, profissionais e familiares, a cavalo entre vários estados e idiomas.

Ramón Chao nasceu no seio de umha família chairega, proprietária de um estabelecimento de hostaleria, no qual já tivo relaçom com algumhas figuras da vida cultural galega Xosé M.ª Castroviejo, Cunqueiro ou Celso Emilio Ferreiro, que passavam pola casa dos Chao.

Emigrou mui novo a Madrid, deixando a sua Galiza natal com tam só 10 anos, para ingressar num internado. A sua infância marcaria posteriormente várias das suas obras, constituindo em conjunto umha sorte de biografia.

Ao chegar a Paris iniciou a etapa mais prolífica da sua vida em Radio France, num ambiente privilegiado em companhia de Alberti, Bacarisse, Vargas Llosa, García Márquez, Onetti, Cortázar ou Benedetti. O curioso de todo isto foi a sua entrada neste meio. Chao assegura que entrou «porque falava galego». Segundo conta, «topara um anúncio em que solicitavam colaborador que souber espanhol, português e música, para ser ilustrador sonoro das emissons.  Ao falar bem o galego dixem que era português, e entrei sem problemas».

Ramón Chao é autor de várias obras baseadas na cultura galega, com um lugar especial para Prisciliano, predicador galego de quem lembra que defendia que «as mulheres oficiem que os cregos podam casar… Há umha parte da Igreja que pensa assim, que amossa preocupaçom real pola pobreza, pero a instituiçom nom».


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