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[1 de abril] Parecer da AGAL sobre os novos topónimos oficiais

NO 1 DE ABRIL VAM OS BURROS ONDE NOM TENHEM QUE IR

Este artigo é, obviamente, uma brincadeira polo Dia da Mentira (também chamado na Galiza Dia dos Enganos). Se pensavas que era certo… Picache, picache, que tunda levache!

No dia 20 de junho de 2025, a RAG apresentou o Nomenclátor de Galicia 2026, um documento que revisava e modificava centos de nomes de lugar do nosso país. Dous dias atrás, 30 de março de 2026, o Governo Galego ratificou essas formas como as novas formas oficiais. O documento foi divulgado pola própria academia e pode ser consultado no seu sítio web.

Pola sua vez, a Comissom Linguística da AGAL elaborou o correspondente Estudo Crítico do Nomenclátor de Galicia 2026. Este documento é mais uma entrada na vasta coleçom de Estudos Críticos elaborados pola nossa associaçom como resposta aos sucessivos documentos normativos da RAG, que começou em 1983 com a primeira obra editada pola AGAL, o Estudo Crítico das NOMIG. Este novo Estudo Crítico verá a luz nas próximas semanas, publicado polo nosso selo editorial Através Editora, coincidindo também com a publicaçom da versom definitiva da ferramente Topogal. Porém, vista a polémica levantada nestes últimos dous dias, decidimos adiantar neste artigo algumas das nossas críticas aos pontos mais discutidos.

Nos seguintes excertos, aparece o texto literal do ditame da RAG (em galego autonomista) seguido do parecer da AGAL (em galego internacional):


Entre os nomes de concellos con erros do tipo morfosintáctico atopamos no Nomenclátor de 2003 Castro Caldelas, Ponteareas, Ribadeo e Monterroso, que no Nomenclátor de 2026 pasan a ser O Castro de Caldelas, A Ponte de Areas, A Riba de Eo e O Monte de Roso.

Ainda que a Comissom Linguística da AGAL concorda com o fundo da questom aqui apresentada, nom pode senom criticar a falta de coerência. Se com bom critério Castro Caldelas passa a ser O Castro de Caldelas, nom fai sentido que se continue a promover a forma deturpada Ponte Caldelas frente à legítima A Ponte de Caldelas. Portanto, a Comissom Linguística consagra as versões na grafia histórica dos topónimos apontados pola RAG (O Castro de Caldelas, A Ponte de Areias, A Riba de Eu, O Monte de Rosso) e acrescenta à lista A Ponte de Caldelas (<Ponte Caldelas), O Porto de Marim (<Portomarín) e A Riba de Úmia (<Ribadumia).


Debido ás recentes leis promovidas pola Xunta de Galicia que suprimen calquera tipo de oficialidade cara as comarcas, é preciso máis ca nunca fixar os devanditos entes na toponimia dos principais concellos. Esta práctica non é nova, e pode observarse en topónimos xa presentes no Nomenclátor de 2003 como Malpica de Bergantiños, Monforte de Lemos, O Barco de Valdeorras, Salvaterra de Miño ou Xinzo de Limia. Como novidade, no Nomenclátor de 2026 únense a esta lista Carballo de Bergantiños, Castro de Rei de Terra Chá, Cangas de Morrazo, Marín de Morrazo, Vilaboa de Morrazo, A Guarda de Baixo Miño e Quintela de Leirado de Terra de Celanova. Require especial atención o concello de Cee, que pasa tamén a ter artigo, tendo como forma oficial A Cee de Cee.

Neste apartado é observado, mais uma vez, o assaz desleixo que amostra a RAG. A tradiçom linguística galego-portuguesa sempre antepom o artigo aos nomes das comarcas, polo que único admisível é falar de Salvaterra do Minho ou Cangas do Morraço. Conseguintemente, a antedita lista ficaria em galego tradicional da seguinte maneira: Malpica dos Bergantinhos, Monforte dos Lemos, O Barco do Valdeorras, Salvaterra do Minho, Ginzo da Límia, Carvalho dos Bergantinhos, Castro do Rei da Terra Chá, Cangas do Morraço, Marim do Morraço, Vilaboa do Morraço, A Guarda do Baixo Minho e Quintela do Leirado da Terra da Celanova. Mantém-se, ao se tratar de um caso especial, a forma A Cee de Cee coincidente com a promovida pola RAG.


Atopamos tamén entre os concellos varias casos de palatalización castelanizada no Nomenclátor de 2003 que, consecuentemente, despalatalizan no novo Nomenclátor de 2026. Deste modo, A Cañiza, Meaño, Mañón e Moaña pasan a ser A Caniza, Meano, Manón e Moana.

A Comissom Linguística da AGAL nom pode senom notar a falta de um dos principais topónimos da Galiza, o da cidade atualmente conhecida como A Coruña. Supomos que, atendo-se a critérios mais populistas do que linguísticos, a academia optou por nom padronizar a forma despalatalizada A Coruna. Na nossa proposta toponímica, nom cabe mais que a forma legítima Acruna, matatalizando o artigo e despalatalizando o enhe.


Entre os topónimos con formas confusas ou ambiguas, encontramos pares de concellos que son intercambiados con frecuencia, dando problemas nos servizos de xeolocalización. É o caso dos pares que no Nomenclátor de 2003 figuraban cos nomes de Cerdido e Cerdedo, e de Cuntis e Curtis. No primeiro dos casos, logo das fusións entre concellos, atopamos no novo nomenclátor Cerdedo Cotobade, polo que consoantemente se estandariza a forma Cerdido Gatorade para o outro topónimo do par. No segundo dos casos, estandarízanse as formas Cuntis da Curta e Curtis da Cunda.

Mais uma vez, o Seminário de Onomástica da RAG esquece a origem cacofónica do topónimo Cuntis, trazido do inglês pola esquadra do almirante George Rooke durante a batalha de Rande em 1702. Uma análise etimológica amostra claramente a origem anglo-saxoa, derivada de um juramento proferido polo almirante ao perder a batalha (Cunt is!, literalmente É a cona!). É, portanto, inadmisível em galego. Na Comissom Linguística da AGAL propomos, no seu lugar, recuperar a forma galega tradicional encontrada nos documentos anteriores ao s. XVIII, Abaxina.


Varios dos topónimos presentes no Nomenclátor de 2003 presentan formas fragmentadas, reducións da forma orixinal composta. No Nomenclátor de 2026, o criterio asumido pola RAG é a de restituír as formas íntegras atestadas na documentación medieval. Deste modo, Coles, Samos, Pol, Valga e Toques pasan a ser Coles Debruxelas, Samos Arán, Pol Asombra, Valga Mediós e Toques de Cabeza.

A Comissom Linguística da AGAL concorda, grosso modo, com o ditame da RAG. Porém, notamos a faltar nesta lista um topónimo já tratado no apartado das despalatalizações. A RAG deu um passo acertado ao passar de Mañón a Manón, mas ignora, consciente ou inconscientemente, a forma plena. Portanto, a Comissom Linguística da AGAL padroniza a forma íntegra Manom Tropo.


Para rematar coa lista de concellos, facemos uns últimos apuntamentos. Lobios pasa a denominarse Terra de Lobios. Oubear, como todos os topónimos derivados, pasan a ser escritos con v. Deben detallarse tamén os casos de secesión de concellos, polo que na lista de concellos galegos é preciso engadir, a Boimorto, Boiposto. Na mesma liña, a parte superior de Saiáns organízase nun concello propio co nome de Súper Saiáns. Sober engade artigo e pasa a ser O Sober. Non ocupa lugar nesta lista Manzaneda, que é unha forma plenamente galega e normativa.

É sangrante o caso de Manzaneda, que se mantém apesar de ser um flagrante castelhanismo. Mas, a verdade seja dita, a RAG continua a promover topónimos castelhanizados, dos quais reivindicamos as formas galegas tradicionais: Quint-Feir (<Xove), Cadeireda (<Silleda), Frango (<Poio), Quefame (<Cambre), Écans (<Arbo), Melanciás (<Sandiás) e Hífen (<Trazo).

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