Há poucos dias que se iniciaram para os estudantes e para as crianças as férias do verão, que devemos aproveitar para dinamizar de forma positiva esse tempo de lazer das nossas crianças, e fomentar em elas afeições positivas. Para as crianças, depois de comer, jogar é a atividade mais importante. Quando os nenos jogam põem em funcionamento todas as suas capacidades físicas, mentais, psicomotoras, criativas, sociais e mesmo afetivas, que têm muito que ver com os sentimentos. Se um neno joga e desfruta jogando é que está são. Esta ideia da importância do jogo teria que estar muito mais estendida entre os cidadãos e entre os dirigentes políticos. E assim, por exemplo, a Galiza não seria uma das comunidades sem uma rede de ludotecas ou brinquedotecas. No jogo as crianças aprendem também habilidades sociais, aprendem a conviver, a passar o tempo de forma agradável e positiva. E, o que é muito importante, aproveitam este tempo de lazer para descobrir e despertar em eles mesmos passatempos positivos. Que serão logo preciosos para que na juventude, idade adulta e terceira idade saibam como ocupar os tempos livres ou de lazer. Desenvolvendo tarefas criativas, plásticas, musicais, lúdicas, ecológicas, sociais e de voluntariado e ajuda aos demais. Que são tão importantes para a nossa sociedade como para o próprio desenvolvimento pessoal dos que são hoje rapazes e jovens e amanhã adultos.
O meu excelente professor na Complutense Mariano Yela, dizia aquilo tão acertado de que “educar é liberar, e liberar é educar”. A verdade é que não se pode educar se não se fomenta nas crianças o uso adequado da autonomia e da liberdade. Mas, tão-pouco se ensina a fazer bom uso da liberdade, se não se educa desde pequenos a nenas e nenos. Liberdade e educação, por tanto, vão sempre unidas. Ou devem ir. Para lograr isto, ademais da importância fulcral que tem a família e o fogar como primeira escola (Froebel e Pestalozzi, com grande senso, chamavam-na escola maternal), há que ensinar as crianças à jogar e à criar. Na infância, já o tenho dito muitas vezes e o assinalei antes, depois da comida – que deve ser sempre sana – está o jogo. Quando o neno joga põe em funcionamento todas as suas capacidades psicofísicas. Não existe atividade mais educativa e mais completa. É muito importante criar redes de espaços lúdicos e artísticos, em bairros das cidades, comarcas e vilas, onde as crianças aprendam a jogar, desenvolvam a sua criatividade e, o que é mais importante, possam adquirir afeições positivas, para ocupar os seus tempos livres ou de lazer, na atualidade e no futuro, nas suas etapas de jovens e adultos. Existem várias comunidades autónomas, cujos dirigentes acreditam no que estou a dizer, e valoram o jogo das crianças como atividade fundamental das mesmas, mantendo uma rede de ludotecas ou brinquedotecas. E, em algumas, como Catalunha, já desde os anos setenta.
Sem abafar as crianças – que às vezes também caímos em isso muitas mães e pais – é muito importante fomentar nelas, de acordo com os seus gostos e preferências, aprendizagens para saber fazer bom uso dos tempos livres, muito especialmente nos períodos de férias, mediante atividades artísticas e lúdicas variadas. Nenas e nenos que aprendem a jogar, nomeadamente entre iguais, e que desenvolvem a sua criatividade, elaborando algum pequeno projeto artístico, hão saber logo fazer um uso positivo do seu tempo de lazer. Será ademais muito difícil que nenas e nenos, que desfrutaram com jogos educativos e que desenvolveram o seu talento artístico e a sua criatividade nos campos mais acordes com as suas aptidões (música, plástica, teatro, natureza, desportos…), terminem por cair na drogadição ou no funesto botelhão. Porque, ao ter afeições positivas, como desenhar, modelar, pintar, recortar, representar teatro, ler como passatempo, passear em méio da natureza, cantar, tocar um instrumento musical, ver cinema de qualidade, escutar boa música, elaborar um jornal, colecionar selos, cromos e postais, praticar desportos e jogar com os amigos, hão fazer bom uso do seu tempo livre. Disfrutarão, serão felizes (que importante é isso!), adquirirão valores humanos, aprenderão à respeitar aos demais e o entorno. E todo isto será muito bom para eles mesmos e para a sociedade em que estão. A melhor inversão que existe, ademais de para a educação, é a de fomentar nas crianças o jogo e a criatividade. Pedagogos como João Bosco e Tagore tinham isto muito claro e nas suas escolas davam-lhe a muita importância que tem. Durante os últimos 19 anos a ASPGP, com a sua Ludoteca e os seus monitores de tempo de lazer, organizou o denominado programa “Ourense Lúdico”, sempre com grande sucesso nos três meses do verão, a base de atividades artísticas e lúdicas variadas gratuitas, para crianças de 3 a 14 anos.
Para apoiar os comentários deste novo capítulo de As Aulas no Cinema, escolhi esta vez um formoso filme japonês realizado em 1999 por Takeshi Kitano sob o título de O Verão de Kikujiro. O mesmo tem-nos que fazer refletir a educadores, pais e mães, sobre o importante que é ocupar durante as férias do estio o tempo de lazer de crianças e jovens, com atividades artísticas e lúdicas criativas de tipo positivo que fomentem afeições nas gerações novas.
FICHA TÉCNICA DO FILME :
- Título original: Kikujiro no natsu (O Verão de Kikujiro)
- Diretor: Takeshi Kitano (Japão, 1999, 121 min., a cores).
- Roteiro: Takeshi Kitano. Música: Joe Hisaishi. Fotografia: Katsumi Yanagishima.
- Produtoras: Bandai Visual / Tokio FM / Nippon Herald / Office Kitano.
- Prémios: Valhadolid: Prémio da Crítica e ao Melhor ator, em 1999. No mesmo ano no Festival de Cannes foi nominado à Palma de Ouro ao melhor filme.
- Atores: Beat Takeshi (Takeshi Kitano), Yusuke Sekiguchi (Masao, o rapaz), Kayoko Kishimoto, Kazuko Yoshiyuiki, Great Gidayu, Yuuko Daike, Beat Kiyoshi, Akaji Maro, Daigaku Sekine e Makoto Inamiya.
- Argumento: Masao é um rapaz que mora sozinho com a avó em Tóquio. Não tem pai e só conhece a mãe, que se afastou por motivos desconhecidos, através de fotografias. Depois de receber um pacote por ela remetido, Masao decide procurá-la naquela morada, na cidade de Toyohashi, sem nada dizer à avó. No caminho encontra um casal da vizinhança (Kitano e Kishimoto). A mulher sugere ao homem, rude e claramente com pouca simpatia por crianças, que acompanhe o miúdo. Os dois partem em viagem, de táxi ou à boleia, encontrando no percurso algumas personagens marcantes, como um par de motoqueiros ou um aspirante a escritor (o segundo “Beat”, Kiyoshi) que viaja pelo Japão em busca de inspiração. Masao, o miúdo de nove anos vive sozinho com a avó, aproveita as férias de verão para partir à procura da mãe, da qual apenas tem o endereço e a fotografia. A seu lado, estará um cinquentão irresponsável e fanfarrão com pouca vocação para lidar com crianças, e que foi antes um “yakuza” da famosa máfia japonesa do mesmo nome. Impertinente, fala-barato e oportunista, Kikujiro dificilmente parece ser a companhia ideal para o pequeno Masao que está determinado a percorrer um longo caminho para visitar a mãe que nunca conheceu. Uma excursão às corridas de bicicleta é a primeira de uma série de aventuras em que se envolve o insólito par, ao longo de uma jornada de risos e lágrimas em que se vão cruzar com muitas surpresas e personagens estranhos.
UM FILME QUE RESGATA O TEMPO DA INFÂNCIA :
O tema da família volta a ter importância central neste filme de Kitano. É inevitável referir que Kikujiro era o nome do pai do próprio realizador, com o qual não teve uma relação propriamente equilibrada. Para um ocidental poderá ser difícil valorar certos elementos do mesmo modo que a audiência no país de origem. No filme, o momento que se assume determinante para Masao é uma placa com um nome de família. Os percursos da personagem de Kitano e do rapaz são paralelos; este aproveita a viagem para visitar a mãe, internada numa instituição para idosos. A possibilidade dessa visita teria sido provavelmente o que o motivou a iniciar o percurso, decorrendo desta sequência a sugestão de que o adulto viveu uma situação similar, com as visíveis consequências na sua personalidade e comportamento. Daí o seu desejo em compensar Masao. Deste modo, os momentos entre os adultos e a criança constituem muito mais do que gags humorísticos, com fim em si mesmos; tanto o homem rude como a criança têm necessidade de compensar por uma perda irreparável, e de se sentirem parte de uma família mais completa, ainda que fictícia e conscientemente a prazo.
Este formoso filme é um ato de expiação, com Kitano à procura de esquecer demónios que o assombram. Tal como não raras vezes acontece nos filmes deste diretor, a personalidade de Kitano confunde-se com a da sua personagem no filme, alguém que revisita aqui o seu passado através de uma viagem. Uma viagem pacífica pelas estradas japonesas, que serve de pretexto a uma reflexão sobre o Japão contemporâneo, sem deixar de olhar para trás. O filme começa lentamente com uma série de sequências que mostram uma cidade fechada para férias, abandonada. Um rapaz sem projeto de férias decide ir à procura da mãe que fugiu mal ele nasceu, e um vizinho amigo dos seus avós encarrega-se de o acompanhar. As ruas desertas, a que equivalem enquadramentos vazios, comentam a desagregação da família japonesa tradicional, e a personagem de Kitano sofre do mesmo desamparo que o rapaz, mesmo que isso no início não signifique empatia. A personagem de Kitano é antes de mais um miúdo graúdo, de modos rudes, alguém que vive num mundo próprio, pouco preocupado com as consequências das suas ações. Um sinal disso é que após receber dinheiro da sua mulher para a viagem, acaba por perdê-lo imediatamente em apostas, sem reparar no desapontamento do rapaz. Após uma série de episódios menores que relatam o pouco progresso do par na sua viagem, o filme demora-se numa longa sequência numa paragem de autocarro, enquanto os dois ficam abandonados à sua sorte. É aqui que o filme assume a marginalização destas personagens na sociedade, e é também aqui que a personagem de Kitano percebe que a criança que tem acompanhado, é como ele, são o reflexo um do outro: o rapaz, como irá acabar (cínico, envenenado); o homem, como já foi uma vez. A partir daqui fica também claro que os seus companheiros serão outros marginalizados como eles, um poeta nómada e um par de “bikers” inofensivos, preparando a dinâmica para o resto do filme, a caminho da redenção emocional.
A importância da família na sociedade e a sua influência sobre a moral social foram sempre um tema importante no cinema japonês, e ninguém melhor que Ozu capturou isso ao longo do seu legado. Kitano parece inspirar-se nos filmes de Ozu, para chegar à mesma conclusão sobre a esperança em combater o sentimento de exclusão, que passa pela união entre o par central e os desajustados à sua volta, de forma a conseguirem criar, assim, a sua própria família. O rapaz protagonista pelo caminho acontecem-lhe várias coisas bizarras ou fora do comum, o adulto que o acompanha é totalmente irresponsável e briguento e o ele só quer visitar a sua mãe. Há momentos muito engraçados dos dois no hotel, deles tentando conseguir uma carona, tem várias personagens neste caminho que são muito peculiares, como um casal que fica com eles por um instante e parecem ser atores ou trabalham em algum circo ou teatro, um poeta que vive viajando em sua pequena camioneta cheia de livros, encontram também dois motoqueiros que não parecem nada com o estereótipo dos motoqueiros durões, muito pelo contrário, parecem dois fantoches que usam do visual para ter um certo ar de “maldade”. Eles passam por lugares totalmente comuns que se tornam estranhos, como uma paragem de autocarros pela que não passa nenhum, uma festa tradicional japonesa onde o adulto acompanhante arruma uma confusão com as pessoas da comunidade, e muitas outras coisas. Quando eles encontram a casa da mãe do rapaz, não é nada como eles esperavam encontrar, então a viagem deveria acabar ali, mas o adulto vendo a tristeza do rapaz, antes de leva-lo novamente para sua casa em Tóquio resolve dar umas férias divertidas para ele. Forma-se um grupo, composto pelo rapaz, ele mesmo, o Poeta e os dois motoqueiros, ficando o grupo acampado na praia. Para alegrar o rapaz, o grupo começa a fazer diversas brincadeiras para distrair e alegrar a criança, eles contam histórias de horror ao cair da noite, brincam de esconde-esconde, de brincadeiras com fantasias e outras brincadeiras típicas japonesas, tudo muito lúdico, com muita fantasia, algo bem infantil mesmo, ao mesmo tempo em que aquilo alegra o rapaz, as outras pessoas parecem se divertir também, trazendo de volta o lado infantil que há dentro deles. Mas, todas as férias têm um fim e o rapaz e o adulto Kikujiro com carona do poeta voltam para Tóquio.
Estamos perante um filme fantástico, uma aventura para crianças e adultos, é de certa forma uma mistura de filmes de aventura, típico dos anos 80 e 90 com uma mistura de pessimismo típico de Takeshi Kitano que fez algo parecido no filme “Aquiles e a Tartaruga”, porém em “O Verão de Kikujiro” o filme é mais otimista e feliz. Também é muito atrativo por causa das personagens, personagens estranhas em situações que são bizarras, mas que podem muito bem acontecer com as pessoas no dia-a-dia, não é fácil criar esta naturalidade no cinema com o bizarro, porque tudo aquilo que foge do bem comum parece falso e inclusive acabam sendo chamadas de bizarro, estranho, falso, etc. As personagens principais são muito bem construídos psicologicamente, Kikujiro, é um homem de meia-idade que parece não ter tido muito sucesso na vida, é viciado em jogos, em bebidas, vive às custas de uma mulher, vive arrumando confusão, e tudo isso colabora para sua personalidade agressiva e ao mesmo tempo ele tem um lado de compaixão, de querer fazer o bem, mesmo que do seu jeito atrapalhado, há momentos que ele parece muito mais infantil que o próprio rapaz. Em alguns momentos do filme a criança cuida do adulto e os dois se cuidam e tentam viver o que há de melhor naquela viagem, são uma bela companhia um para o outro, são pessoas diferentes e complementares na jornada que estão vivendo. Também as personagens secundárias dão muita vida para a construção das personagens principais, tudo o que acontece no filme ajuda além de contar a história, ajuda a construir as personagens principais.
A parte técnica do filme é muito boa, não há algo mal feito, parece um cinema milimétrico, algo japonês mesmo, se levarmos em consideração o estereótipo de que o japonês é estudioso e metódico, no entanto, sem esquecer que eles também tem uma veia bizarra e muitas vezes extremistas, como no caso de filmes violentos, mas aqui a bizarrice fica por conta das personagens e situações, não há extremismos. Este é o tipo de filme que além de ser um ótimo entretenimento, nos faz conhecer um pouco do modo de vida de um povo muito diferente do nosso, que são os japoneses, que tem costumes às vezes muito diferentes, como as crianças fazerem as coisas sozinhas desde pequenas, ir para a escola sem acompanhantes, comer, ajudar a arrumar a casa e isso faz com que elas, de certa forma, mesmo sem saber o que fazer quando estão numa situação nova, tenham ao menos certa independência geográfica, sabem com maior facilidade como ir para um lugar e voltar sem se perder. Este e outros filmes do cinema nipão mostram como é o dia-a-dia dos japoneses. “O verão de Kikujiro” é um filme divertido recomendado para todas as idades e tipos de pessoas, fantasiar junto com o cinema sempre é prazeroso e divertido e este filme proporciona risadas espontâneas e pode até trazer lembranças da infância e aquele sentimento de divertimento puro, inocente, de leveza interior e brilho nos olhos.
TEMAS PARA REFLETIR, DEBATER E REALIZAR :
Depois de olhar este filme, utilizando a técnica de dinâmica de grupos do “cinema fórum”, debater sobre os aspetos fílmicos do mesmo, o roteiro e a linguagem cinematográfica utilizada pelo diretor japonês Takeshi Kitano, os planos, os movimentos de câmara, os “travellings”, os “flashs backs”, o uso do tempo e do espaço, a montagem e a trilha sonora e outros recursos fílmicos que aparecem nesta interessante obra cinematográfica. Também sobre a psicologia e as atitudes das diferentes personagens que aparecem no mesmo, tanto as principais como as secundárias. Comparar este filme também com outros importantes da cinematografia japonesa e do próprio Kitano.
Dinamizar as férias das nossas crianças, especialmente as mais largas do verão, com atividades artísticas e lúdicas para ocupar adequadamente o seu tempo de lazer, utilizando os espaços abertos como os parques e jardins, os lugares de recreio dos estabelecimentos de ensino, os pavilhões desportivos, as ribeiras dos rios, e lugares fechados como as aulas das escolas, os centros juvenis, os centros paroquiais, as ludotecas onde existam, os centros culturais e recriativos e mesmo os locais das associações de vizinhos. Um Plano de atividades para ocupar o tempo de lazer das crianças durante as férias poderia contemplar, escolhendo as mesmas por gostos e preferências dos rapazes, as seguintes atividades :
- Oficinas pedagógicas: Manualidades, tear, cestaria, papiroflexia, globoflexia, tiruleques ou fantoches, reciclagem, fotografia, recortáveis, desenho, pintura, modelagem, brinquedos, marquetaria, filatelia, colecionismo, cozinha, bordado, pintura de telas, desenho de cartazes e autocolantes, jardinaria, padaria, banda desenhada, etc.
- Clubes de atividades: Desportivo (desportos variados, individuais e coletivos, atletismo, natação), Teatral (fantoches, teatro representado e lido, dramatizações e jogos dramáticos), Literário (recitais poéticos, audições de poesia), Musical (aprendizagem instrumental, canto, canções populares, audições de música instrumental e de canta-autores), Cinema (desenhos animados e cinema infantil e juvenil com cinema fórum), Jornalístico (revistas orais, elaboração de jornais e revistas, leitura de jornais com debates-papo), Rádio (gravações de programas de rádio e visitas a emissoras locais), Conta-contos (aprender a contar contos populares e também escutar a especialistas), Roteiros (na Natureza, visita a monumentos e elementos do património artístico, visitas a museus), Livroforum (leitura de livros escolhidos de comum acordo e debates-papo depois sobre as leituras feitas, de livros de contos, pequenos romances, lendas e outros, e também leituras orais em público), Cómico (anedotas, contar piadas, parrafadas humorísticas, cantares ao desafio).
- Atividades Lúdicas: Jogos de mesa (parchis, oca, damas, dominó, etc.), Jogos musicais, Jogos dramáticos, Jogos literários (lenga-lengas, ditos, coplas, adivinhas), Jogos na natureza e ao ar livre, Jogos aquáticos (na piscina), Jogos cooperativos e Jogos tradicionais e populares galaico-portugueses (roda, corda, bolos, rá ou sapo, bilros, bugalhos, corrida de sacos, as olas, tração à corda ou turra-soga, truque ou macaca, chave, bilharda ou estornela, a viola corrida, o pano, o marro, o saltar a mula, o pilha-pilha, o escondite, a carretinha, os carros romanos, a pita cega, os quatro cantos, os zancos, a comba, as canicas, a procura dos ninhos, a porca, o pião ou trompo, as tabas, etc.). Podem organizar-se encontros lúdicos de jogos populares, nos quais, mais que ganhar o importante é que participem neles as crianças.
Nota: Os 2 objetivos fundamentais do plano antes resenhado teriam que ser, em primeiro lugar, o de ocupar de forma adequada o tempo de lazer durante as férias das nossas crianças, e, em segundo e importante lugar, fomentar o nascimento de afeições positivas entre os rapazes.
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