Partilhar

O povo improvisador de Séchu Sende

o-povo-improvisador-fotoO povo improvisador, o novo livro do Séchu não é um livro de contos habitual como o é a sua República das palavras, mas, no fundo, claro que é um livro de contos, pois narra de perto mil aventuras ao redor da improvisação: desde Amergin (o Bardo de Brigantium), até o urso que se deixou abraçar pela música de um acordeão perdido no Caurel, ou aquela regueifa louca, crua e impossível de tolerar para um ouvido sensível.

Também não é um livro de poesia como era o seu Animais, mas na realidade a poesia invade cada centímetro deste novo livro, pois o que é a regueifa senão poesia? Poesia que nasce e mora no oral, eterna enquanto exista a língua e a vontade de cantar e contar. Uma poesia que não tem necessidade de papel. E nela conhecemos a Nicolasa Anhom, a Angelita de Banho e até uma Rosalia de Castro improvisadora.

E, ainda, podemos viajar por outros tantos estilos como o teatro, nesse Bonus track onde o Reinote se converte num ator do improviso. Ou capítulos mais políticos como o Free Kurdistan! e a luta pela cultura através da improvisação dum povo roto em vários estados. E outros mais históricos como as improvvisattricci italianas que revolucionaram a Europa; e outros de presente e de futuro, como a Nova Regueifa Feminista. E tantos, tantos trajetos por mundos diversos que enchem de caminhos o horizonte, porque O povo improvisador vem carregado de futuro.

E assim é, pois O povo improvisador é a reunião do que somos através da regueifa. Do que somos (reivindicando que tu também podes e deves ser regueifeira) e do que podemos chegar a ser, pois guardamos na língua o germe de um povo cheio de oportunidades através da criatividade que nos abre a improvisação.

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Colóquio sobre Tourists, go home? na Semana do Livro de Compostela (SELIC)

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Pontedeume

Lançamento do livro Begonha Caamanho, na Corunha

Henrique Marques Samyn visita Compostela para falar sobre literatura negra brasileira

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Colóquio sobre Tourists, go home? na Semana do Livro de Compostela (SELIC)

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Pontedeume