O novo conselheiro de educação



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Román Rodríguez, atual conselheiro de Educaçom do governo autonómico.

Nesta nova legislatura de Feijoo, quiçais a mais cheia de incertezas pola Covid-19, vem de mudar as conselharias de sanidade e educação. E do novo conselheiro de educação quero falar-lhes hoje, pois começa com uma herdança que muitos quiseram rejeitar.

Se começamos polo princípio observamos que, desde a equipa de trabalho da Conselharia de Educação, quiseram artelhar um protocolo que estivesse avalado por expertos em sanidade. E isso está muito bem. O que não foram capazes foi de chamarem os professionais do ensino para ver se essas normas eram viáveis. A anterior conselheira não escuitou os interlocutores sociais e tirou para adiante sem rumo. Prova disso é que no pleno do conselho escolar da Galiza, os sindicatos, os movimentos de renovação pedagógica, associações de mães e pais, o ensino concertado entre outros, afirmaram com rotundidade que esse protocolo não estava consensuado.

A convocatória com carácter de urgência do conselho escolar da Galiza, à que assistiu também o conselheiro de sanidade,  foi uma boa estratégia para tentar deixar os sindicatos do ensino sós. Mas os ecos de greve no ensino já ressoavam nos ouvidos de todos, e o medo que gera a suposta insegurança nos centros, fez que ninguém calara ante um conselheiro que trazia um discurso triunfalista cheio de parabéns para as equipas diretivas dos centros, e para o professorado em geral. Durante as quatro horas que durou o pleno, o conselheiro não foi capaz de contestar a nenguma pergunta em concreto, e fez um esforço por buscar pontos de coincidência com os membros do conselho. Era impossível contestar a todos, certo, mas seguimos sem saber se porá em marcha os mecanismos que até hoje tem na sua mão. Estou a referir-me às comissões criadas no próprio conselho, que há anos que não querem que funcionem. Quando numa parte do seu discurso Román pedia colaboração e ajuda neste tempo de crise sanitaria, muitos não podíamos acreditar que desde dezembro de 2019 o conselho não fosse convocado. Desde os movimentos de renovação pedagógica se lhes enviou uma carta oferecendo colaboração, mas uma vez mais o vice-presidente fez caso omisso.

Durante as quatro horas que durou o pleno, o conselheiro não foi capaz de contestar a nenguma pergunta em concreto, e fez um esforço por buscar pontos de coincidência com os membros do conselho.

O conselheiro anunciou a criação dum comité de expertos para desenvolver temas tão complicados como revisar os currículos. Haverá que esperar se seguem mudando protocolos por via de urgência, ou faz uso dum órgão colegiado de carácter consultivo que recolhe o sentir da maioria da comunidade educativa. As cousas não se arranjam com uma carta enviada aos docentes, dando miles de parabéns e deixando cair nela uma gralha tipográfica, a modo de que um conselheiro também é um ser humano com pequenos erros. Seguimos cheios de incógnitas e os mestres e professores seguirão dando tudo polos seus alunos, polo que a Junta só reagirá com protestas e manifestações públicas ante decisões unilaterais e com pouco sentidinho. O mesmo que nos pedem aos demais.

José Luís Fernández Carnicero

José Luís Fernández Carnicero

Nasci o 9 de Março de 1967 em Ourense. Estudei Educação por Ciências e sou especialista em Música por concurso público. Ademais acabei a Licenciatura em Ciências Matemáticas com a especialidade de Estatística e Investigação Operativa na UNED. Como curso de mestrado tenho o título de experto Universitário em Modelização de Riscos em Entidades Financieiras. Escrevo em vários diários da Galiza. Sou mestre de Educação Musical no CEIP Calvo Sotelo (Carbalinho) e membro da Junta Diretiva da Sociedade Cultural O Liceo de Ourense.
José Luís Fernández Carnicero

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  • Ernesto Vazquez Souza

    foto nova, conto velho…