A filosofia da existência



aulas-escolaresSão tantas as mudanças que estamos a viver que o conceito da existência está a trasformar-se de súpeto. Por isso repasso com curiosidade outras etapas históricas e não encontro cousa mais preocupante que o próprio ser humano na sua impossibilidade de resolver pandemias, pestes ou pragas. E desde esta situação surgem multitude de pensamentos e filosofias que fendem as mentes desta sociedade para controlar condutas, consciências e liberdades. Ao falar de existencialismo pensamos quase de imediato no danês Kierkegaard, ou numas obras de Sartre, Kafka ou Albert Camus. Porém, não pretendo falar de ningum deles, senão refletir no tempo que temos por diante, para seguir potenciando um individualismo contingente à nossa sociabilidade existencial e inata. Quando a existência se concebe antes da essência e a liberdade está diretamente relacionada com o pensamento pessoal, a sociedade vem ser uma confluência de indivíduos cheios, supostamente, de responsabilidade e emocionalmente preparados para serem livres. Como atingir este obxetivo? Pois voltemos à realidade com um exemplo prático e falemos do que em concreto nos interessa. Muito temo que agora que nos centros de ensino não podemos nem compartir uma caneta, poderíamos chegar a sermos ilhas volcânicas que aparecem de jeito espontâneo no oceano. E isso vai depender do tempo que permaneçamos neste estado hostil. A nova filosofia da existência terá que determinar se estamos todos trabucados e essa ilha que surde, estava por descobrir e era de origem coralino. Há que ter isto em conta.

Por existência entendemos o dia a dia. Os medos de fazer visitas às pessoas idosas, ainda que precissem da nossa ajuda, cria-nos um novo tipo de ansiedade que era pouco conhecida. Os temores de enviar as crianças à escola, ou a impossibilidade de que joguem juntos nos parques, muda por completo os modelos pedagógicos e faz que possamos escuitar os ecos do “Emílio” de Rousseau. Tudo isso está provocado pola incerteza de ser atacados por um inimigo invisível, um micro-organismo que dinamita as relações humanas e que logra em muitos casos que as depressões sejam cada vez mais comuns.

Os medos de fazer visitas às pessoas idosas, ainda que precissem da nossa ajuda, cria-nos um novo tipo de ansiedade que era pouco conhecida. Os temores de enviar as crianças à escola, ou a impossibilidade de que joguem juntos nos parques, muda por completo os modelos pedagógicos e faz que possamos escuitar os ecos do “Emílio” de Rousseau. 

Por outra parte tudo pode ser uma oportunidade para fazermos essas mudanças necessárias, que o sistema nunca permitiria fazer. Estou a falar dum importante avanço educativo que deixa estacionados os currículos intermináveis, e se ocupa de trabalhar as relações pessoais, sem abraços, nem beijos e com uma segurança e um protocolo para a saúde. Será isto possível sem compartir, e com o grau de individualismo que falávamos antes? Penso que a resposta está em que os mestres e professores dedicarão mais tempo em falar com os seus alunos, para descobrir os seus interesses e afeições. A Junta acedeu aos desdobramentos dalguns cursos numerosos (não foi sem tempo!), mas bem-vindos sejam, e com grupos pequenos, a qualidade do ensino melhorará exponencialmente. Também as famílias notarão as mudanças quando os pais joguem mais com os seus filhos, olhem os seus trabalhos e descubram que o materialismo que parecia imparável, debilitava o engenho e produzia separações.

Não sabemos quanto tempo estaremos nesta situação, mas com a ajuda das novas tecnologias, e conscientes da nova filosofia da existência, podemos transformar a incomodidade e o sofrimento numa sociedade carregada de novos projetos de vida e justiça. A esperança é o último que podemos perder.

José Luís Fernández Carnicero

José Luís Fernández Carnicero

Nasci o 9 de Março de 1967 em Ourense. Estudei Educação por Ciências e sou especialista em Música por concurso público. Ademais acabei a Licenciatura em Ciências Matemáticas com a especialidade de Estatística e Investigação Operativa na UNED. Como curso de mestrado tenho o título de experto Universitário em Modelização de Riscos em Entidades Financieiras. Escrevo em vários diários da Galiza. Sou mestre de Educação Musical no CEIP Calvo Sotelo (Carbalinho) e membro da Junta Diretiva da Sociedade Cultural O Liceo de Ourense.
José Luís Fernández Carnicero

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  • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

    O único «micro-organismo que dinamita as relações humanas» é o medo fabricado polas «elites» (em realidade parasitas) globalistas e os servidores delas, que fabricárom esta falsa e inexistente pandemia. O facto de os docentes ligarem no discurso propagandístico deste maciço programa criminoso de destruiçom da nossa imunidade natural e de escravidom humana é sintomático da gravidade do problema.

    Os centros de ensino tornárom-se, a escala mundial, em centros de propaganda e lavagem cerebral. A única saída a esta crise está nas mãos dos estudantes, da mocidade. Se nom se revelarem a esta ditadura dos adultos acabarám coma eles, escravizados e deshumanizados.

    Por enquanto, as técnicas de controlo mental das persoas conseguem agochar este crime, mas no fundo, na sua essência, velaqui o que se está a passar coa mocidade nos centros de ensino, assi como cos cidadãos na vida em geral:
    https://www.youtube.com/watch?v=a4R98tVTSs8

    • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

      Compre dizer que esses estudantes que fôrom presos no liceu na França tinham destruído e queimado carros e feito outros vandalismos. Justamente o que as elites e os seus servidores descerebrados (a polícia) precisam, como desculpa pra reprimir a protesta (neste caso a dos gilets jaunes do ano passado).

      Conselho aos estudantes: oposiçom firme sem violência, renunciai a pôr a focinheira, a manter on distanciamento. O que querem os criminosos e os seus cúmplices e “useful idiots” é destruir a vosa imunidade natural. Hoje sabemos que vós, mocidade, sodes imunes a este e aos outros conavírus. Mesmo os velhos de mais de cincoenta anos coma mim, com boa saúde porque temos hábitos salutares e nom engolimos os antibiõticos e outras peçonhas que eles fabricam pra nos terem doentes e comprarmos-lhes as suas mencinhas e vacinas, somos imunes a esse virus esfacelado.

      Querem meter-vos a vacina pra umha gripe que só afeta os idosos que estám cum pé já na cova. Querem domear-vos. Coma o gado. Nom lhes deades o vosso futuro em salva.

      • https://descochandoargalhadas.blogspot.com conavirus

        É muito duvidoso que Sócrates quigesse travalhar coma docente numha escola, se lhe tocasse viver nestes tempos. Agradeço imenso ao PGL por permitir a liberdade de expressom e nom censurar as vozes que denuncíam os crimes contra a humanidade.