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O Colexio de Xornalistas lembra que o jornalismo também é essencial para a sobrevivência do galego

A Xunta de Goberno do Colexio Profesional de Xornalistas da Galiza manifesta a sua preocupaçom polos dados recentes sobre o uso do galego e reclama medidas corajosas de normalizaçom para garantir que os medios cumpram com o papel que lhes corresponde no sustento da língua, assim como umha aposta polo jornalismo de proximidade.

Com motivo da celebraçom deste ano do Dia dos Meios em Galego, resulta inevitável fazer referência aos dados publicados recentemente polo Instituto Galego de Estatística sobre o uso da língua. Passados cinco anos do último estudo, o inquérito estrutural a fogares sobre o conhecimento e uso do galego confirma a preocupante situaçom para a qual vinha apontando a série histórica. O galego já nom é a língua predominante em Galiza e o seu coñecimento e comprensión está claramente a recuar. Mesmo o tanto por cento de populaçom que se considera capacitada para escrever em galego, que aumentara progressivamente nos inquéritos anteriores, sofre um retrocesso neste último.

Perante estes dados, a Junta de Governo do Colegio Profissional lembra que o jornalismo em galego tem também um papel fundamental para a sobrevivência da língua. De facto, estes números tornam-se ainda mais preocupantes quando olhamos o consumo de meios: o 55,38% da populaçom só lê imprensa em castelhano, o 43,74% só ouve a rádio em castelhano e o 34,41% só ve a televisom em castelhano. Se somarmos os datos daquelas pessoas que dizem consumir os medios mais em castelhano que em galego, as percentagens sobem até o 95,46%, 84,87% e 81,42%, respetivamente.

Estes dados, porém, nom podem surpreender num ecosistema mediático que, contra a realidade histórica da Galicza, tem-se desenvolvido em grande parte em castelhano. Para que os mios de comunicaçom galegos se pareçam mais linguisticamente à sociedade que querem reflectir, som necessárias políticas corajosas que regulem dumha maneira efetiva as ajudas, e mesmo a concesom de publicidade institucional, para potenciar que o jornalismo em galego seja umha realidade e nom apenas umha anecdota entre as páginas e minutos de informaçom em castelhano. E, claro, que nom se recue em modelos que se demonstraram bem-sucedidos na informaçom em galego.

Por último, o Colégio Profissional lembrar que o desenvolvimento da informaçom em galego está também ligada à informaçom de proximidade, um tipo essencial de jornalismo que periga ante os cortes e as distintas crises no sector da comunicaçom. A identificaçom que boa parte da sociedade galega fai da língua com a sua contorna mais próxima facilita que a informaçom local seja nom apenas um espaço máis propício mas até favorável para o uso do galego. Potenciar os meios locais, as delegações e o emprego de jornalistas nas cidades e vilas é também um maneira de luitar polo uso da língua. E por uns meios que representem melhor a sociedade galega.

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