Otto Leopoldo Winck, velho amigo da Galiza, apresenta estes dias o ensaio Minha Pátria é Minha Língua: Identidade e Sistema Literário na Galiza. A obra debruça-se sobre a noção de identidade cultural detendo-se sobre o conceito de “comunidade imaginada” de Benedict Anderson. Daí, depois de um mergulho na história da Galiza e nas origens de seu nacionalismo, problematiza, à luz da Teoria dos Polissistemas, o conceito de sistema literário e sua aplicabilidade à literatura produzida na Galiza e em galego. Oferecendo em conjunto um olhar brasileiro da “célula matricial da lusofonia” que procura analisar algumas particularidades da história da literatura galega e os problemas concernentes a sua língua e sua relação com o português.
ISBN: 978-85-473-0380-8
Número de páginas: 343
Edição: 1ª
Ano da Edição: 2017
Disponibilidade em livro impresso e eletrônico.
Da apresentação da editorial:
A Galiza, junto com o norte de Portugal, já foi definida como a “célula matricial da lusofonia”. Foi lá que nasceu a língua que, por meio de Portugal, iria se difundir pelo restante do mundo. Não obstante os laços culturais e linguísticos que nos unem à Galiza, é grande o desconhecimento no Brasil a respeito da cultura, história e literatura galegas. É com o objetivo de começar a suprir essa lacuna que este estudo volta-se para as estratégias de construção da identidade e constituição do sistema literário na Galiza. Para isso, primeiramente, debruça-se sobre a noção de identidade cultural e suas mutações na (pós)modernidade. A seguir, rastreia o surgimento e as transformações dos conceitos de nação e nacionalismo, suas implicações na ascensão dos Estados nacionais modernos e a situação das nações sem Estado, detendo-se sobre o conceito de “comunidade imaginada”, cunhado por Benedict Anderson. A partir daí, depois de um mergulho na história da Galiza e nas origens de seu nacionalismo, problematiza, à luz da Teoria dos Polissistemas, o conceito de sistema literário e sua aplicabilidade à literatura produzida na Galiza e em galego. Então, após um olhar sobre a história da literatura galega e os problemas concernentes a sua língua e sua relação com o português, o trabalho se detém de maneira especial sobre três narrativas: os romances Arredor de si, de Ramón Otero Pedrayo (1930), Periferias, de Carlos Quiroga (1999) – ambos autores galegos –, e o relato de viagens Chão galego, do brasileiro de pai galego Renard Perez (1972). Com efeito, conhecer a Galiza e a sua história, longe de mero diletantismo, é uma viagem de retorno às nossas origens linguístico-culturais, um périplo de volta à fonte onde pela primeira vez soaram as palavras que hoje ouvimos e falamos. E se, como cantou Caetano Veloso, citando Fernando Pessoa, minha pátria é a minha língua, nada melhor para esta odisseia identitária do que partir em busca do solo onde originalmente germinou essa “última flor do Lácio”.
O Autor:
Otto Leopoldo Winck é Doutor em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná, onde atuou como professor substituto. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria da Literatura e Literatura Brasileira.
É escritor; autor do romance Jaboc, vencedor do Prêmio Nacional de Academia de Letras da Bahia de Romance 2005, lançado em 2006 pela editora Garamond. Tem ministrado diversas oficinas de criação literária, círculos de leitura e laboratórios de formação de mediadores de leitura.
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