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Michell Niero: «A Galiza é um território ibérico dos mais importantes para entender o conceito de lusofonia»

PGL – Há apenas uns dias noticiámos a revista cultural O Patifúndio, criada no Brasil mas focada para todo o âmbito lingüístico lusófono, também a Galiza. Conversámos com o criador do site, Michell Niero, para conhecer um bocadinho mais acerca do projeto.

O ambicioso projeto nasceu no Brasil, a partir da ideia de Michell Niero, criador também de Blogagem Coletiva. Segundo o Niero, a ideia é «a de unir povos que a mesma língua ou que possuam fortes laços histórico/culturais em torno das mesmas questões: diversidade cultural, valorizaçom do indivíduo, preservação da memória, das manifestações artísticas e da história de vida dos mais de 220 milhões de falantes da língua portuguesa no mundo».

O projeto começou como um blogue, denominado Descobri a Pólvora, que possuía o mesmo objetivo, mas em Agosto de 2008 estreou-se como revista eletrónica, já com o nome O Patifúndio, o qual conta diariamente com arredor de «20.000 visitas diarias, umhas 500.000 ao mês» segundo Niero.

Conta Niero que O Patifúndio nasceu no Brasil, «mas sem um espaço físico específico, e por isso, sempre tivo vocaçom global pola sua existência apenas no meio virtual». Desta maneira, na atualidade, o site disponibiliza um nutrido conjunto de artigos jornalísticos, de criaçom e opiniom, ordenados nos seus respetivos âmbitos territoriais: África Lusófona (Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Equatorial, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), Brasil, Galiza, Goa, Macau, Portugal, Timor Leste, mais umha seçom conjunta com as novas mais atualizadas.

Segundo Niero, a internet foi um grande canal para procurar os colaboradores. «Passei praticamente um ano em planejamento e na busca de parceiros sem qualquer interesse comercial, apenas envolvido pola causa». Como resultado do trabalho, «hoje som 50 pessoas espalhadas polo mundo lusófono que colaboram ou colaborárom com o projeto ao longo desses mais de dous anos de existência». O perfil é, aliás, heterogéneo, «desde Doutores nas suas determinadas áreas de atuações até leigos interessados em partilhar umha boa história do cotidiano. Essa mistura bagagens culturais e pontos de vista também sempre foi a nossa intençom».

No relacionado com a Galiza, Michell Niero apoia-a como «território soberano, provido de umha cultura específica, de ideais políticos diferentes dos comínios espanhóis», e entende-a «como um território ibérico dos mais importantes para entender o conceito de lusofonia. A participaçom das culturas galegas nas discussões que propomos é importante para demonstrar que as distâncias geográficas e os contornos territoriais dos mapas som invenções incapazes de entender algo que transcende a geopolítica. Podemos ser umha comunidade unida, sim, por um núcleo linguístico comum e pola vontade de compartilhar a sua cultura com o outro».

Assim, O Patifúndio conta com umha seçom específica da Galiza, na qual já se publicárom vários artigos e que está aberta às colaborações procedentes do nosso País

 

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