Manuel Meixide: Todo castelhano-falante da Galiza é um falante potencial de galego



MmeixideManuel Meixide leva a Chantada lá onde vai, os seus avós maternos foram uns mestres para ele e julga que havia que criar aldeias urbanas. Para aderir ao lado obscuro da força ortográfica foi importante a História da Língua em BD e a ação de Jesus Sánchez Sobrado. Para ele reintegracionismo é revolução.

Colaborador do PGL, natural de Chantada e professor no ensino secundário, publicou em Agosto de 2015, sob o modelo de auto-edição na editora Artgerust, um livro intitulado “O mundo nasce em Chantada“.

Professor de francês, julga que se deve promover o português no secundário por se tratar de uma língua estrangeira bem pouco estrangeira. Acha que a chave para manter a nossa língua é a transmissão intergeracional.

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Manuel Meixide nasceu em Chantada. Como se viveu e como se vive em galego num dos epicentros galegos?

Na comarca de Chantada e na vila do Asma, situadas no epicentro da Galiza nortenha, na Galiza profunda, o galego é algo natural e quotidiano no século XXI, a língua habitual da grande parte da população.  Lembrando uma expressão que li no Portal Galego da Língua, da qual gostei muito, na entrevista ao Davi Salgado, eu também pertenço à categoria de paleofalante, com algumas pequenas contradições, tendo o privilégio de ter convivido com os meus avós maternos. Estas duas figuras forjaram profundamente a minha personalidade, incluindo a minha personalidade linguística. De qualquer jeito, e como acontece ao longo da geografia galega, o coração da Galiza não está isento dos problemas gerais do País, nomeadamente o conflito sociolinguístico vila-aldeia no âmbito do ensino. Se o uso habitual do galego na vida quotidiana não é nem foi conflituoso, mesmo nas relações linguísticas entre a maioria galego-falante e a minoria monolingue em espanhol, prevalecendo o galego com frequência, uma outra cousa é o mundo do ensino, ou aquilo que o mundo do ensino foi.

Tenho boas lembranças em geral da escola, mas também há nelas muitos momentos traumáticos relacionados com a língua durante a década de oitenta, durante o antigo E.G.B. O escárnio duma parte da minoria dos castelhano-falantes cara os galego-falantes, era uma prática constante. O desprezo e a mofa eram diretos, face a face, mediante a gargalhada, a imitação do acento ou os comentários ofensivos. Cumpre dizer que nessa altura noventa por cento dos alunos eram rapazes provenientes das freguesias chantadinas, galego-falantes e ajudando já com as vacas e nas tarefas do campo. A grande parte da minoria restante castelhano-falante vivia na vila, filhos de pequenos comerciantes e empresários. Eu chegara de Bilbau, da emigração, e falava bem as duas línguas, segundo o idioma do interlocutor, mas quando usava o galego sentia-me desprezado, ou mais exatamente sentia que éramos desprezados. O único jeito de fugir da perseguição linguística e do seu estigma era usar o castelhano siempre y en todo lugar. A pressão era tão forte que  muitos rapazes de aldeia vinham a usar o castelhano com a minoria branca, renunciando ao seu monolinguismo em galego.

De qualquer jeito, o racismo linguístico e social também existia intra muros. Todos os professores usavam o espanhol nas aulas, e só lembro uma professora de galego a usá-lo, quando se começava a implementar no ensino, fisicamente muito parecida com Rosália de Castro. Os rapazes eram punidos por não levarem as tarefas feitas, tinham que ficar de pé, e os argumentos em galego, sinceros e compreensíveis, ir coas vacas, ajudar na casa… não eram válidos para evitar a humilhação. Obviamente, quando algum castelhano-falante vilego fazia o mesmo, podia ficar tranquilamente sentado. Não havia alusões diretas à língua galega, mas ocultamente do poder político, da cátedra docente, o galego era julgado inferior, uma língua para andar com as vacas. Esta identificação pejorativa, vacas e galego, era um axioma partilhado pelos representantes do poder, os professores e a minoria branca castelhano-falante, quer dizer, era o axioma extra muros e intra muros. O que não sabiam estes doutos ignorantes é que quase todas as línguas nasceram perto de vacas ou de ovelhas, de cabras ou de camelos, engendradas numa aldeia pela arte de um camponês.

Felizmente, hoje a realidade do ensino é muito diferente. Mas os velhos preconceitos, as velhas falácias ainda continuam presentes na população. A tirania política ainda vigente faz com que o espanhol continue a ser a língua de prestígio na Galiza e em todo o Reino de Espanha, desprezando automaticamente o resto das línguas. A realidade sociolinguística parece, porém, que está a mudar, e alguns dos que desprezavam os galego-falantes na sua infância, hoje usam cada vez mais o galego. Lembrando uma ideia do Rodrigo Mora, o fato de uma minoria dominar a maioria é motivo de profunda reflexão.

meixidecasa01Chantada é o bastante importante na tua vida como para teres publicado em 2015 um livro de poesia intitulado O mundo nasce em Chantada. É mesmo assim, o mundo ter nascido lá?

Antes de mais, não tenho palavras para exprimir o que representa Chantada na minha vida. É um sentimento demasiado forte e intenso para o traduzir em palavras. É como a póla na qual o paxaro se pousa para poder cantar. Chantada é a a minha póla. O único lugar do mundo onde posso cantar. Uma comarca essencialmente rural, muito formosa, com um grande património natural e artístico e com uma pequena e linda zona velha na vila. Onde ainda se conservam rasgos linguísticos muito peculiares como il, iles, isse, iste, aquil… muitas carvalheiras, e muito léxico tradicional em desuso no resto da Galiza, por exemplo a palavra livião ou liviau, recuperada pelo grupo de rock chantadino Livião de Marrão. Agora que moro na Estrada, longe da minha terra, ainda amo mais Chantada, aguilhoado pela força da morrinha.

Falei acima dos meus avós maternos, duas pessoas fulcrais na minha vida, e a quem considero verdadeiros mestres. A íntima união que tivemos durante muitos anos e todas as tarefas da casa que fizemos juntos: apanhar as patacas, ir à erva, ajudar na matança, botar as vacas… forneceram-me o conhecimento direto da idiossincrasia galega, esse conhecimento que não se pode estudar, que cumpre mamar. Obviamente, não é o mesmo nascer na cidade de Vigo ou na cidade de A Corunha, na Galiza urbana desgaleguizada, do que nascer numa família labrega da comarca de Chantada, na qual com dez anos eu já estava a ajudar a apanhar as patacas e com quatorze a agarrar o marrão na mesa de matar. Tudo isto deixa uma profunda pegada no caráter, e cria no indivíduo uma cosmovisão muito particular, a cosmovisão dos nossos devanceiros, os das duas Galizas, a rural e a urbana.

O meu livro foi infelizmente publicado fora da Galiza, após tê-lo enviado a uma editorial galega que soube que se achava em processo de dissolução quatro meses depois. Também pensei em enviá-lo à Através Editora, mas não podia esperar mais tempo e decidi publicá-lo sob o modelo de auto-edição. Quanto ao seu título e ao nome de Chantada nele, tudo fica explicado no prólogo. A ideia central é que o mundo nasce para cada um de nós em cada comarca galega natal, como universo particular e único. Se eu tivesse nascido em Riba d´Ávia, o título seria exatamente o mesmo, só mudaria o topónimo. Este nascimento tem um sentido rural, recolhendo a valiosa tradição do nosso País, mas não só a nível geográfico, como também e ainda mais importante, a respeito do convívio.

O livro de poesia nasce nas minhas lembranças de infância e de adolescência numa velha casa de aldeia, nas tarefas do campo, no dia da matança… e é inserido a seguir no seu contexto histórico, o contexto da crise económica causada pelo peak oil. O intuito é a  recuperação e a reivindicação da cultura popular e camponesa como alicerce da cultura de um povo, algo que a Modernidade despreza e que se morresse significaria o falecimento da identidade coletiva. Mas esta recuperação também pode e deve dar-se no mundo urbano, resgatando a essência da Galiza através do cultivo do idioma e da cultura tradicional, criando umas relações humanas diferentes, baseadas na igualdade. Por outras palavras, criando aldeias urbanas.

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Para a tua conversão ao lado obscuro da força, o reintegracionismo, foi importante o movimento reintegracionista na vila do Asma na década de noventa. Que nos podes relatar ao respeito?

Eu converti-me ao reintegracionismo com vinte anos. Lembro bem que no primeiro ano na Faculdade de Filosofia em Compostela, havia um companheiro que escrevia em galego reintegrado, norma AGAL. Eu não compreendia aquele jeito de escrever e mesmo debati com ele ao respeito, ainda me lembro de alguma asneira filológica da minha parte, provocada pelo meu rejeitamento àquela estranha ortografia. Também me lembro de ver a palavra cerveja nas Crechas e de rir-me com um amigo a pronunciar à castelhana o jota (o que não sabe é como o que não vê).

O fato decisivo foi uma História da Língua editada por Meendinho que chegou às minhas mãos por acaso, uma espécie de manual escolar que um professor reintegracionista chamado Jesus Sanches mandara comprar à minha irmã. Aquilo foi uma descoberta maravilhosa, como quando bicas pela primeira vez uma rapariga. Tudo estava ali, bem explicado e ainda por riba em banda desenhada, fazendo rir o leitor. Com aquela leitura decatei-me da verdade da nossa língua, foi como uma formosa luz afastando as nuvens. Mas também havia uma profunda sensação de engano e de fraude. Boa parte do que nos tinham contado no ensino sobre a nossa língua era falso, estava baseado numa determinada conceção política, e não tinha nada a ver com o estudo rigoroso da língua.

Veio a seguir a compra do Estudo Crítico da AGAL, onde as teses da História da Língua ficavam claramente demonstradas, e uma muito importante viagem a Braga, onde experimentei o reintegracionismo na prática, falando uma boa miga com um bracarense no meu galego de Chantada. Quero aproveitar esta entrevista para tornar público o reconhecimento ao enorme trabalho que o professor chantadino de galego Jesus Sanches Sobrado, levou a termo na década de noventa nas vilas de Chantada e Ourense, graças ao que alguns pudemos conhecer o reintegracionismo, e finalmente ficar convencidos. Foi um verdadeiro trabalho evangélico, mas como ninguém é profeta na sua terra, o valente espalhamento da boa nova foi à custa da incompreensão e o rejeitamento do seus compatriotas.

Eu naquela época não conhecia a pessoa que andava a distribuir aquele importante material pedagógico, mas hoje tenho o privilégio e o prazer de partilhar a sua amizade. Sem o trabalho comprometido destes docentes na última década do século passado, organizados numa associação chamada Docentes contra a Repressão Linguística, reivindicando a sua liberdade de cátedra, sem ficar submissos perante a ditadura académica e legalista da administração educativa, o reintegracionismo não teria dado os seus primeiros passos na procura do povo. Cumpre dizer que no ano 2006 nasceu uma associação reintegracionista, Associação Rodrigues Lapa, da que eu fiz parte, que organizou um Curso de Língua  e Cultura Portuguesa na vila de Chantada com grande sucesso. Infelizmente, a associação dissolveu-se por diversas causas nesse mesmo ano.

Finalmente, o reintegracionismo para mim é uma segunda religião, quer dizer, um jeito de vida e uma ética prática, um compromisso com a verdade, uma denúncia da mentira e da opressão, e o intuito de mudar o mundo muito para além da língua, o intuito de mudar a Galiza, criando uma sociedade igualitária, verdadeiramente humana. O reintegracionismo é portanto também revolução. Foi o reintegracionismo o que finalmente puxou por mim para com vinte anos corrigir legalmente o meu apelido castelhanizado, uma ideia prévia que se tornou real graças à força da minha conversão reintegracionista. Hoje os meus filhos levam o apelido Meixide, o apelido dos seus devanceiros.

És professor de francês no ensino secundário. Como julgas a presença do português como Língua Estrangeira no sistema educativo? Como se poderia aumentar?

A presença do português no ensino secundário galego, mesmo como segunda língua estrangeira, é um facto muito positivo. Temos de aproveitar o que pudermos a Lei Paz-Andrade. O português está a aumentar na oferta educativa dos liceus por si próprio. É uma segunda língua estrangeira muito pouco estrangeira, os alunos sabem-no, e começam o seu estudo com uma grande vantagem, o que não acontece com o francês. Isto significa que a concorrência com a língua francesa vai aumentar no futuro.

Estou a ler nas últimas semanas algumas notícias sobre o IES de Vila de Cruzes, em que existe um forte movimento pró-reintegracionista entre os alunos graças ao português como segunda língua estrangeira. A perceção do galego muda, deixa de ser uma língua local e com uma norma castelhanizada, para se transformar numa língua internacional. Uma outra maneira de promover o português no ensino é mediante a inegável similitude linguística com o galego e o potencial da Lusofonia, sem entrar no debate reintegracionista. Cumpre lembrar sempre que o português tem mais falantes no mundo do que o francês.

arvoremeixideQue esfera social pensas que tem mais peso na língua dos miúdos: a escola, os seus iguais, a família, os diferentes formatos de ecrã…?

O mais importante é sempre a família: pais, avós, tios, primos… Se no âmbito familiar se usa o galego, as crianças vão manter geralmente a língua própria como a língua habitual, apesar da espanholização maciça do ensino. A transmissão linguística de pais a filhos é fulcral, e é justamente onde ainda estamos a errar, nomeadamente nas vilas e nas zonas urbanas. A falta de uma política linguística pública que prestigie a língua própria, e a hegemonia do espanhol em todos os âmbitos da vida social, faz com que ainda hoje muitas famílias escolham o espanhol para educarem os seus filhos, mesmo famílias galego-falantes.

Porém, esta lógica do domínio ou lógica colonial não é irreversível, como muito bem demonstra o excelente artigo do Valentim Fagim intitulado Formatando. De uma outra parte, as crianças hoje educadas em espanhol acho que estão longe de um futuro monolinguismo e são perfeitamente recuperáveis para o galego. O jeito de mudar esta velha dinámica é criar consciência linguística. Obviamente, a administração autonómica espanholista não o vai fazer. Ela tratará de normalizar ou dinamizar a língua em todos os âmbitos irrelevantes: económico, académico… O âmbito realmente importante, a transmissão linguística, onde está em jogo o futuro da língua, não existe ou julga-se que é um âmbito privativo onde os pais devem ter liberdade para educar os filhos na língua da sua escolha.

Isto significa que o trabalho é para nós. Nós somos os que devemos não só educar os nossos filhos em galego, mas também realizar campanhas para que os demais façam o mesmo e em geral usem o idioma próprio, tanto faz se são famílias galego-falantes ou não. A filosofia é criar consciência linguística, autoestima, pondo em valor a língua própria, a língua de todos, de uma perspetiva pedagógica, respeitando sempre a decisão final das famílias. Muitas vezes só é preciso tornar visível o problema um bocadinho da própria comunidade, fazendo com que a gente possa pensar, neutralizando a obediência inconsciente que a maquinaria do sistema nos impõe.

Temos de partir da seguinte premissa: todo castelhano-falante da Galiza é um falante potencial de galego. Não usa a língua do seu País, mas poderia fazê-lo com uma mínima correção, tem capacidade para o fazer se quiser. Obviamente, isto não acontece com o euskara. Se o não faz, é essencialmente por uma razão política, embora ele ache que o castelhano é uma língua que ele escolheu livremente. De qualquer jeito, não é preciso pegar no tema da política, e não seria mesmo inteligente. Só é apenas puxar por uma porta que não está fechada, e nesta tarefa o reintegracionismo, como vanguarda do compromisso com o País e com a sua cultura, tem uma grande responsabilidade, tornando patente o seu valor internacional.

Por onde julgas que deve caminhar o reintegracionismo a fim de progredir socialmente?

É uma pergunta muito difícil. Se calhar a resposta já ficou acima, criando consciência linguística, autoestima e compromisso com a cultura do País, espalhando o conhecimento da nossa História, oculta pela tirania política. Tentando sair da situação de marginalidade, mediante a participação em todo o tipo de eventos sociais: festas, música, desporto… O objetivo é tornar visível o reintegracionismo na vida quotidiana, como uma opção válida para o galego, apresentando-o com uma personalidade própria, claramente diferenciada da fisionomia do espanhol.

Que visão tinhas da AGAL, que te motivou a te associares e que esperas da associação?

A AGAL sempre foi para mim uma referência ética e científica, uma associação fundamental para a sociedade galega. Guardo como um tesouro o Estudo Crítico, uma excelente obra, sempre vigente para introduzir-se no reintegracionismo. Quanto a me associar, o meu intuito era tornar-me sócio da Pró-AGLP, mas uma interessante conversa com o Valentim Fagim ajudou pra me decidir. Hoje sou sócio das duas associações. De qualquer jeito, continuo a pensar que  o caminho é o português padrão e que após décadas de existência, a AGAL deveria adotar o Acordo Ortográfico.

Só posso compreender o convívio de duas normas diferentes no reintegracionismo de um ponto de vista democrático, mas não do ponto de vista da coerência interna nem do ponto de vista científico. O convívio deve existir e ser real, baseado no respeito e  na irmandade, mas a dialética da contradição não desaparece. Da Agal espero sempre compromisso com o País alicerçado no Povo, trabalho em prol da normalização linguística, e espalhamento da verdade oculta, o valor internacional da nossa língua.

 Como gostarias que fosse a “fotografia linguística” da Galiza em 2030?

Eu continuo a perceber uma grande vitalidade na nossa língua, apesar do colonialismo espanhol. Quando escuto falar os meus alunos galego-falantes da Estrada, nesse galego tão diferente do galego de Chantada, mas tão autêntico, com um acento tão peculiar para um chantadino, com as vogais muito mais abertas, com a presença contínua e estranha para mim da gheada, penso que a nossa língua por força tem futuro. Se a diversidade e a riqueza da língua ainda se conservam, é que ainda estamos vivos.

Se usamos uma norma linguística nacional ou autónoma, a perceção que temos de nós próprios e do mundo muda, e portanto também muda a nossa identidade coletiva.

A identidade de um povo mora na sua cultura, nomeadamente em redor da língua. Se temos uma norma linguística colonial teremos uma mentalidade colonial, uma mentalidade de colonizado, e a alienação e a subordinação continuarão, também no plano linguístico. Pelo contrário, se usamos uma norma linguística nacional ou autónoma, a perceção que temos de nós próprios  e do mundo muda, e portanto também muda a nossa identidade coletiva. A norma colonial do galego cumpre a função política de um pano nos olhos, oculta a realidade e engana, fazendo com que acreditemos na sua tirania monocromática: o mundo é uma nódoa branca.

Se ultrapassarmos a visão vigente do galego, e estamos a caminhar para o fazer, se calhar em 2030 os Galegos descobrem que a Galiza e o mundo têm múltiplas cores e figuras, uma riqueza quase infinita e uma beleza surpreendente.

Conhecendo Manuel Meixide:
Um sítio web: O Portal Galego da Língua

Um invento: O livro

Uma música: A Grândola, do Zeca Afonso

Um livro: 1984, de George Orwell

Um facto histórico: A expulsão das tropas francesas da Galiza

Um prato na mesa: O caldo de verças

Um desporto: O  basquete

Um filme: Spartacus, de Kubrick

Uma maravilha: A Ribeira Sacra de Chantada

Além de galego/a: Cristão não-ortodoxo

Valentim Fagim

Valentim Fagim

Nasceu em Vigo (1971). Professor de Escola Oficial de Idiomas, licenciado em Filologia Galego-portuguesa pola Universidade de Santiago de Compostela e diplomado em História. Trabalhou e trabalha em diversos âmbitos para a divulgaçom do ideário reintegracionista, nomeadamente através de artigos em diversas publicações, livros como O Galego (im)possível, Do Ñ para o NH (2009) ou O galego é uma oportunidade (2012). Realizou trabalho associativo na AR Bonaval, Assembleia da Língua de Compostela, no local social A Esmorga e na AGAL, onde foi presidente (2009-12) e vice-presidente (2012-15). Co-diretor da Através Editora e coordenador da área de formação. Académico da AGLP.
Valentim Fagim

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  • Ernesto V. Souza

    Magnífica entrevista… uma das melhores que temos publicado nos últimos tempos… grande!

  • Heitor Rodal

    Ai, a ‘História da Língua’ editada por Meendinho, quanto “mal” fez essa BD!! Eu sou mais um afetado por ela. ;D E o certo é que devia ser re-editada e distribuída em todos os centros escolares da Galiza cada ano.

    De resto, concordo absolutamente em tudo, tirado duma cousa: o espanhol não é língua de prestígio em todo o Reino da Espanha. Não na Comunidade Autónoma Basca e tampouco na Catalunha. E por isso é habitual ver casais originalmente hispanófonos a educar os filhos em vasconço ou catalão. Quem nos desse! 😉

    • potanonimomain

      *Catalunya. Os nomes não se traducem.

      • Ernesto V. Souza

        Não é assim… os topónimos e nomes geográficos comportam-se a respeito das tradições de uso consagradas. Os novos, exóticos ou tomados de uma fonte estrangeira não se traduzem mas dependendo de como entraram e quando no idioma… os conhecidos historicamente usam-se conforme aos usos prévios: neste caso Catalunha.

  • Antom Fente Parada

    Extraordinária entrevista, sempre um prazer escutar e ler ao Meixide.

  • jot

    Mais um que compartilha opinião sobre a entrevista: magnífica. Sobre o EGB está tudo por contar e dizer. No meu caso o 100% eramos galegofalantes, e o 100% do professorado castelhanofalante (menos depois de 6°, a de Galego, docente péssima).
    Haverá que conseguir esse livro do Universo Chantada.

    • https://pgl.gal Valentim R. Fagim

      As políticas linguísticas ligadas ao ensino na Galiza foram bombas de explosão remota. O que mais entristece é que em 2016 o sistema basco ou valenciano de vias linguísticas não more na cabeça dos normalizadores/as linguísticos.