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Manifestaçons contra os cortes em ensino

Cedeira mobiliza-se contra os cortes em educação no IES Punta Candieira

No dia 9 de setembro, sexta-feira da semana passada, umha massiva manifestaçom percorreu as ruas de Cedeira para mostrar a sua oposição aos cortes no instituto da vila.

ollaparo.gal

A manifestaçom saiu do IES Punta Candieira atravessando a vila com centos de pessoas, sendo esta a segunda manifestação em apenas uma semana, com a colaboração de grande parte do tecido associativo local.
A convocatória foi lançada pola Plataforma SOS IES Punta Candieira contra os cortes do professorado nesse centro, que passa dum plantel de 78 docentes no curso passado a 63, quando o alunado matriculado baixou apenas em 18 pessoas.

Ante as protestas, a conselharia concedeu mais três vagas de professorado, passando de 63 para 66, mas mesmo assim a Plataforma segue a considerar isto insuficiente. Maria Pernas, portavoz da plataforma sinala: «Isso é o mínimo necessário para poder iniciar o curso, mas nom para garantir um ensino de qualidade. Muitos alunos nom poderám ir aos laboratórios de química e física e também se reduzirám as aulas de apoio de língua castelhana e matemáticas», adverte.

Ante as protestas, a conselharia concedeu mais três vagas de professorado, passando de 63 para 66, mas mesmo assim a Plataforma segue a considerar isto insuficiente.

O professorado alerta da falta de meios e das implicações que repercutem tanto nas condições laborais das e dos professores, como nas oportunidades e serviços para os alunos e alunas. Da CIG-Ensino, o sindicato maioritário no setor, sinalam que os cortes implicam suponhem umha desvatagem, pois “imposibilitam o desenvolvimento, obrigando certas disciplinas, mesmo no ensino médio, a serem ensinadas como disciplinas afins ou com salas de aula saturadas”.

A plataforma agradeceu o apoio vizinhal e exigiu a reunião da corporação local (PSOE, BNG, PP) com o conselheiro de educação, Román Rodríguez.

No site ollaparo.gal há umha completa reportagem audiovisual da mobilizaçom.

Ontem, 11 de setembro, a CUT convocou manifestaçom em Compostela

A Central Unitária de Trabalhadoras e Trabalhadores denuncia a introduçom por parte da Xunta das chamadas “matérias afins” no ensino secundário, um tipo de matérias de outra especialidade que o docente é obrigado a impartir. O qual implica o avance da falta de especializaçom nas aulas e a perda de qualidade, tendo o professorado que ministrar aulas sobre conteúdos para os que nom forom formados e do que nom som especialistas.
Do sindicato também denúnciam a inexistencia dunha Relaçom de Postos de Trabalho (RPT), o que para a CUT permite à Conselharia “andar a brincar cada ano e em cada convocatória e situaçom com as vagas e especialidades como quer.”

A Central Unitária de Trabalhadoras e Trabalhadores denuncia a introduçom por parte da Xunta das chamadas “matérias afins” no ensino secundário, um tipo de matérias de outra especialidade que o docente é obrigado a impartir.

Um exemplo disto é o corte de até 13 docentes no IES da Sangriña da Guarda, ou o que acontece no IES Punta Candieira de Cedeira.
Aliás, da CUT sinalam a situaçom do professorado temporal: “Docentes com 10, 15 e mesmo 20 anos de serviço em vagas vacantes estruturais, cesados a 31/08 sem nenhum tipo de indemnizaçom e a pesar de numerosas sentenças que reconhecem a sua contrataçom em abuso de temporalidade e umha lei estatal que obriga à estabilizaçom em todas as administraçons do pessoal temporal de longa duraçom.”
Ademais, os recortes de pessoal repercutem na carga de trabalho do pessoal docente e polo tanto na qualidade do ensino.
A Cut propom que o professorado interior despedido denuncie o seu cesse em setembro de nom ser adjudicado com vacante no início do curso, para conseguir a nulidade. O sindicato oferece assessoramento neste sentido e orientaçom para esta gestom em cutensino@cutgaliza.org.

 

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