Depois de muitas voltas, convocatórias eleitorais, patos de governo, debates e muita crispação, já temos um presidente na Moncloa. Não foi sem tempo. Pedro Sánchez tomou posse sem Bíblia nem crucifixo e segundo o previsto, não jurou. Pelo regular, só os conservadores são quem juram na sua posse sobre uma Bíblia que não leram. Se a lessem saberiam que no Evangelhos segundo Mateus 5:34-37 diz: “Eu, porém, vos digo: não jurem de forma alguma: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o estrado de seus pés… Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’…”. Com isto, não posso afirmar de que os que prometem tenham lido a Bíblia; contudo, penso que chega com a Constituição se ao final, é o que se cumpre, se se cumpre.
Noutro apartado importante está também a ausência, ou melhor dito, a retirada do crucifixo. Nesta altura, representar ao protagonista do cristianismo, cravado num madeiro, sofrendo e mesmo representando a morte, não parece muito de acordo com o texto Bíblico. Com bom critério cantava António Machado num dos seu poemas: “no puedo cantar ni quiero a ese Jesús del Madero, sino el que anduvo en la mar”. Dentro das interpretações que façam os especialistas, quero escolher a que fala dum Jesus vivo, que segundo as profecias bíblicas ressuscitou, está vivo, e há voltar quando ninguém conte com Ele.
