Partilhar

Iago Fernández, de ERGA: «Se se quer ter umha língua saudável há que integrá-la em todos os ámbitos, e o empresarial é um dos mais descuidados»

PGL – Entrevista a Iago Fernández, emprendedor de ERGA, Energia Renovável da Galiza, um projeto empresarial que pretende demostrar que é possivel um novo modelo de produçom energética.

PGL: Iago, quais som as motivaçons que te levam a criar ERGA?

Iago Fernández: Pois penso que umha boa moreia, mas as duas mais importantes som a certeza da necessidade de um tecido industrial galego acorde com os tempos de hoje e a segurança de ter que descentralizar um recurso tam importante como a energia, recurso que deveria controlar o usuário final e nom grandes corporaçons.

PGL: Que papel achas que poderiam jogar as energias renováveis no futuro da Galiza?

IF: Um povo dono da sua própria energia e que nom destrói o meio é umha forma de ganhar controlo de si próprio desde os alicerces.

PGL: Quando nos falam de energias renováveis, tendemos a pensar em grandes campos solares ou eóicos… Há espaço para a produçom doméstica?

IF: Nom só há espaço, desde ERGA pensamos que é a soluçom ótima. Tanto pola independência das companhias, como polas perdas que produzem as redes centralizadas que chegam aos 60% e a especulaçom que dá benefícios para uns poucos de um bem comunitário.

PGL: A nível industrial… podem as energias renováveis gerar potência suficiente e sustentável para mover uma planta de produçom dumha indústria tipo?

IF: Vou responder com um exemplo. Agora mesmo estamos a trabalhar numha soluçom com míni-eólica para umha usina que consome 200.000 Kwh/ano, isso som 6.000€ mensais de luz. O bom das renováveis é que normalmente vam unidas a soluçons passivas como novos isolamentos, uso racional dos tempos de ligaçom de máquinas, etc. Isto fai que se consuma menos, polo que se contamina ainda menos.

PGL: Os painéis fotovoltaicos requerem muito espaço, e os moinhos de vento tenhem um grande impacto visual e auditivo. Podem-se contornar estes inconvenientes?

IF: As soluçons mistas reduzem muito a necessidade de espaço e os novos geradores mini-eólicos produzem 1% de ruído sobre o som ambiente, e isso só nas suas cotas de produçom mais baixas, à velocidade nominal de trabalho nom os escuitas. O problema das renováveis nom é a técnica nem as soluçons, som os instaladores que nom se preocupam do problema no seu conjunto e só vem umha fatura detrás de cada cliente.

PGL: O teu site está em galego, castelhano e inglês. Na versom em galego usas o galego-português. De que maneira crês que influiu a tua opçom normativa nos teus clientes? Tens alguma episódio que gostasses de comentar?

IF: Pois a verdade é que pensaramos que ia ser muito mais complicado e geraria grandes problemas, mas nom recebemos nenguma crítica a respeito. O que sim temos é um estudo estatístico preparado para avaliar o custo, mas para isso precisamos crescer mais.

PGL: É possível ter toda a empresa em galego-português?

IF: De facto temos toda a empresa em galego. Tam só utilizamos outro idioma se o cliente ou o provedor estiverem fora e, tentamos respeitar as suas línguas também, ainda que seja só na saudaçom.

PGL: Quais fôrom os motivos que te levaram a esta escolha?

IF: Pessoais; se se quer ter umha língua saudável há que integrá-la em todos os ámbitos, e o empresarial é um dos mais descuidados.

PGL: Como convencerias a umha pessoa possibilista (“sim, está bem mas…”) para fazer o mesmo?

IF: Pois diria-lhe que os custos nom som assim tam grandes como se pensa ao princípio, e que nós já estamos a preparar o salto para o norte de Portugal, para o qual nom teremos que modificar nengum documento interno, nem de marketing.

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Colóquio sobre Tourists, go home? na Semana do Livro de Compostela (SELIC)

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Pontedeume

Lançamento do livro Begonha Caamanho, na Corunha

Henrique Marques Samyn visita Compostela para falar sobre literatura negra brasileira

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Colóquio sobre Tourists, go home? na Semana do Livro de Compostela (SELIC)

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Pontedeume