Para marcar as comemorações dos 80 anos de fundação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foram lançados os dois volumes do ‘Guia de Pesquisa e Documentação do Inventário Nacional da Diversidade Linguística’ (INDL).
Com o título Patrimônio Cultural e Diversidade Linguística, , o primeiro volume é composto de seis capítulos, e traz uma apresentação geral da Política da Diversidade Linguística; o processo de inclusão de línguas no INDL, além das diferentes dimensões que constituem um inventário linguístico, seus conceitos estruturantes, orientações para organização dos arquivos audiovisuais, incluindo ainda abordagens utilizadas para documentação linguística, como técnicas de pesquisa e de tratamento de dados.
No segundo volume ,denominado Formulário e Roteiro de Pesquisa, estão um roteiro de pesquisa e as regras e informações para preenchimento do inventário. Acompanha ainda o Suplemento Metodológico, contendo ferramentas utilizadas em pesquisas anteriores.
As duas publicações podem ser consultadas no ambiente virtual sobre Diversidade Linguística no Portal do Iphan.
Estas buscam orientar e mudar a visão popular de que o Brasil é monolíngue e só a Língua Portuguesa é a oficial. O Inventário Nacional da Diversidade Linguística elenca seis línguas indígenas e uma de imigração.
Pertencente ao tronco Tupi, da família linguística Tupi-Guarani, a língua Asurini, é falada pelos habitantes da Terra Indígena Trocará, às margens do rio Tocantins, em Tucuruí, no Pará; já a língua Guarani Mbya, é identificada como uma das três variedades modernas da língua Guarani, da família Tupi-Guarani, tronco linguístico Tupi; e as línguas Nahukuá, Matipu, Kuikuro e Kalapalo, de família linguística Karib e que são faladas na região do Alto Xingu/MT.
A língua de imigração é o Talian, uma das autodenominações para a língua de imigração falada no Brasil onde houve ocupação italiana, desde o século XIX, nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo.
A constituição de uma política específica para a salvaguarda da diversidade linguística brasileira foi possível pelo trabalho conjunto entre Ministérios da Cultura (MinC), Educação (MEC), Planejamento e Gestão (MPOG), Justiça (MJ) e Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).
Fonte: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
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