José Carlos da Silva – O Grupo de Trabalho sobre a Diversidade Linguística (GTDL), criado em 2006 e que tem como objetivo levantar informações detalhadas a respeito dos diferentes idiomas falados no Brasil e criar o Livro de Registro das Línguas Brasileiras ganhou um fôlego extra, devendo concluir seus trabalhos em julho de 2010.
O relatório técnico do Grupo apontou a existência de 200 idiomas falados atualmente no Brasil, sendo 180 indígenas e outros 30 praticados em comunidades de descendentes de imigrantes. Somam-se a estes, as línguas de sinais das comunidades de pessoas suras e variações lingüísticas das comunidades quilombolas.
Tamanha é a dimensão do país e pluralidade étnica, que o Grupo identificou a existência de variações na língua portuguesa falada no Brasil, com diferenciações por classe social e região geográfica.
Nesta fase final dos trabalhos serão feitas avaliações junto a três comunidades de línguas indígenas, uma comunidade de imigrantes, uma comunidade que utiliza a linguagem dos sinais e uma comunidade afro-brasileira.
O GTDL é composto por 12 representantes de diversas instituições governamentais e não governamentais – dentre as quais a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) -, e coordenado pela diretora de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC), Márcia Sant’Anna.
A decisão de prorrogar a data de entrega foi oficializada por Luiz Fernando de Almeida, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC).
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