José Carlos da Silva – Foi com esta frase de efeito que o músico e ex-Ministro da Cultura Gilberto Gil falou ao público presente no II Seminário Global sobre Diversidade Linguística, Globalização e Desenvolvimento, que aconteceu entre os dias 13 e 14 de dezembro, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
Entre os convidados do evento estavam José Roberto Marinho, presidente da Fundação Roberto Marinho, Vincent Defourny, representante da Unesco no Brasil, Antoni Mir Fullana, diretor da Linguamón – Casa das Línguas de Barcelona, o cantor e compositor Gilberto Gil, além de representantes da BBC, da Televisão da Catalunia, da TV Índia, da Arte TV, da Comissão Europeia, da Biblioteca da Alexandria, do Max Planck Institute, da Universidade Mayor de San Simón – Cochabamba, do Instituto Nacional de Lenguas Indígenas de México (INALI) e da Secretaria de Estado do Amazonas para os Povos Indígenas.
O seminário retomou o debate iniciado no primeiro encontro, realizado em Nova York, em 2008 – Ano Internacional das Línguas pela ONU. Em 2010, o encontro será em Alexandria, Egito, que possui uma das mais antigas bibliotecas do mundo.
Confira trechos do pronunciamento de Gilberto Gil – 14/12/2009
«A diversidade garante a potência da reprodução e da sobrevivência. Tem sido assim no mundo natural e no mundo cultural. Quanto mais diversos os sistemas, mais aptos à duração e ao desenvolvimento. As línguas formam um grande ecossistema cultural. Como a biodiversidade para a natureza, na cultura as línguas representam a garantia da preservação da fala e da escrita, da arte, da ciência, do conhecimento. A diversidade linguística, a diversidade cultural, a semiodiversidade são as florestas, os oceanos e os rios da alma humana. Temos que assinar os protocolos que garantam a sua preservação».
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