Os passados dias 27 e 28 de Março, a UVigo e o IGADI celebraram o III Congresso de Estudos Internacionais da Galiza, que aprofundou este ano nos desafios globais que enfrenta a Galiza e a Lusofonia. Semanas depois do evento, as entidades organizadoras fazem públicas as conclusões e os vídeos das sessões.
As ideias tiradas dos encontros foram resumidas num decálogo. Em primeiro lugar, a organização do Congresso considera que as relações de Galiza com os países de língua portuguesa são “uma oportunidade histórica para a paradiplomacia e acção exterior galega”. Também observam que existe cada vez mais uma “relação indivisível entre língua, economia e comunicação” que permite que o galego seja “um ativo chave para os negócios e as relações económicas”.
Além de constatar isto, o Congresso serviu para recapitular sobre os cinco anos de andamento da Lei Paz Andrade, concluindo que existe “um reconhecimento total” à Lei e as suas possibilidades, mas “fortes divergências sobre o rimo e a direção das medidas a desenvolver”. À hora de falar de medidas concretas, as fórmulas debatidas durante as sessões são, principalmente, a introdução massiva da língua portuguesa no ensino galego ou o eventual ingresso da Galiza dentro da CPLP. Os agentes citados para lograr uma aplicação real da Lei são a Junta da Galiza, as Universidades, as Câmaras de Comércio e associações ou clústers económicos e culturais, sem perda da possível criação duma Casa da Lusofonia na Galiza.
Estes pontos e outros mais podem ser consultados aqui. Os vídeos das sessões podem ser visionados na web de UVigo TV.
