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Fracasso de umhas jornadas galegófobas pagas com dinheiro público

Maria Espantoso – As Jornadas Bilingües organizadas pola Deputaçom de Ponte Vedra em colaboraçom com o colectivo Galicia Bilingüe culminárom num completo fracasso de assistência, se bem minimizado pola ampla cobertura de umha imprensa servil.

Possivelmente nunca se tenha dedicado tanto espaço mediático a um acto tam minoritário, ainda que seguramente o financiamento, meios e rede de contactos da Deputaçom de Ponte Vedra tenham contribuído notavelmente para essa cobertura.

No entanto, apesar de tantos meios, tanta propaganda e umha quantidade de dinheiro público desconhecida aí investida, a repercussom em cifras de assistentes foi tirando ao risível, como evidenciam, por exemplo, a fotografia do Xornal de Galicia que reproduzimos abaixo e crónicas independentes que podem ser consultadas na internet.

 

Apesar de que Galicia Bilingüe falou em que assistírom de média 200 pessoas,
esta fotografia de Xornal evidencia o contrário

 

A crónica do diário que dirige o jornalista José Gómez concorda com os relatos independentes de que falámos acima e fala de umha assistência média de 30 pessoas, desmontando assim os dados de público ‘inflacionados’ que difundírom quer a organizaçom do ‘evento’ —supostamente, a Deputaçom de Ponte Vedra—, quer a entidade colaboradora —sobre o papel, Galicia Bilingüe—.

Disidências

Além do fracasso em assistência, nem tudo saíu polo caminho que a organizaçom do evento tinha marcado. Assim, umha das suas conferencistas estrela, a finlandesa Anna-Kaisa Mustaparta assegurava o seguinte numha entrevista ao jornal Faro de Vigo:

Nom sabia nada sobre o caso galego e resultou-me muito surpreendente. Acho que a língua nom é o tema, tem de haver algo mais e estou intentando averiguar o que é. Se nom, o problema seria muito singelo de resolver. Podem lecionar-se umha parte das matérias numha língua e outra parte na outra. Por quê nom? […]

O posicionamento contrasta notavelmente com o defendido por Galicia Bilingüe, pois esta associaçom manifestou-se em inúmeras ocasions contra as percentagens de matérias numha ou outra língua, cerne do ainda vigente decreto sobre o uso do galego no ensino, que marca que ao menos a metade das matérias se lecionem no nosso idioma. Para este colectivo, presidido por umha professora de Vigo, apenas serve a vontade maioritária dos pais para a escolarizaçom na língua mae.

Sucedida homenagem a Castelao

Com muitos menos meios e organizada em menos tempo, a concentraçom em homenagem a Afonso Daniel Rodrigues Castelao atingiu umha convocatória similar, também por volta das três dezenas. O acto, convocado pola Associaçom Cultural Revira, pretendeu ser umha forma inteligente de protesto contra o «uso espúrio» do Museu de Ponte Vedra para acolher estas jornadas. Para a Revira, nom é permissível o uso de umhas instalaçons cuja contruçom impulsou o ilustre galeguista para um acto em defesa da supremazia do castelhano e contra a normalizaçom do galego.

 

 

Vídeo do acto convocado pola Revira e leitura do comunicado de repulsa

 

Grande despregamento policial

Como vem sendo habitual nos actos convocados por Galicia Bilingüe, nas jornadas deste fim-de-semana houvo um importantíssimo despregamento policial. Em valorizaçons para o PGL, da Revira qualificárom-no de «excessivo», pois converte umha instituiçom pública, o Museu, «em refém desta actividade privada». Criticárom também que se gerou alarmismo entre a vizinhança, além de moléstias para o tránsito de peons e automóveis e para os acessos ao estacionamento de veículos.

O dispositivo policial foi também objecto das críticas do colectivo ridiculista Sei o que nos Figestes… nos Últimos 525 Anos, que publicou respeito disto umha charge/artigo muito reveladora que nos serve também para pormos o ponto e final a esta crónica.

 

Desenho humorístico de Sei o que nos Figestes…
[prima aqui para ver em alta resoluçom]

 


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