Léxico da Galiza marca presença na nova versão do melhor verificador de textos em língua portuguesa

FLiP 10: Vinte anos depois, continua a dar a volta ao texto

A configuração configuração do novo FLiP 10 permite escolher a ativação do léxico da Galiza



Captura de ecrã do site oficial do FLiP 10

Captura de ecrã do site oficial do FLiP 10

Vinte anos depois do lançamento FLiP original, a Priberam apresenta o FLiP 10, com o qual reforça a sua posição enquanto referência absoluta em termos de correção ortográfica e sintática da língua portuguesa em aplicações de processamento de texto e edição digital. O FLiP 10 inclui ferramentas para 4 línguas e 10 variedades do português (com ou sem Acordo Ortográfico), salientando a hipótese de escolher a ativação do léxico da Galiza, conforme se indica na descrição oficial do produto:

Corrija textos com vocabulário de outras variedades do português

O FLiP inclui léxicos de variedades diferentes do português de Portugal e do português do Brasil, nomeadamente para o português de Angola, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Macau e Timor-Leste.

A presença de vocabulário galego on melhor verificador de textos em língua portuguesa não é novidade. De facto, na anteiror versão, lançada em 2013, já acontecia isto, conforme noticiava na altura o PGL.

A inclusão de Léxico da Galiza responde ao trabalho da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Galega da Língua Portuguesa, formalizado através do protocolo de cooperação assinado com a Priberam em 26 de abril de 2010.

Caraterísticas

FLiP-10Compatível com o Windows 10 e o Office 2016, o FLiP 10 pode ser obtido na loja da Priberam. Inclui um léxico geral e dicionários temáticos totalmente revistos, incorpora uma nova edição do Dicionário Priberam (que passou de cerca de 100.000 para mais de 120.000 entradas) e é ainda compatível com as versões mais recentes das aplicações da Adobe como é o caso do InCopy e do InDesign.

O FLiP tornou-se, ao longo das duas últimas décadas, na ferramenta de eleição dos maiores grupos de média em Portugal e no Brasil, bem como de numerosas instituições, como é o caso da Comissão Europeia ou da Imprensa Nacional Casa da Moeda, entre muitas outras.

Da própria Priberam estimam que o FLiP 10 tem uma capacidade de correção de erros cerca de cinco vezes superior à das ferramentas de correção ortográfica e sintática nativas do Office 2016.


PUBLICIDADE

  • Venâncio

    O FLiP «permite a activação do Léxico da Galiza»? Sim, mas não permite usá-lo. Esse léxico só existe em ‘modo zombie’.

    Um exemplo simples: o FLiP ‘reconhece’ o substantivo abraio e o infinito abraiar, mas não as suas formas, como abraiou, abraiaram, abraiando, abraiasse, etc., etc. E o mesmo acontece com todos os verbos do «Léxico da Galiza».

    Eu fico muito chateado por ser-vos sempre um empata-fodas.

    • Venâncio

      Quero repeti-lo: o «Léxico da Galiza» é um óptimo produto. Mas é uma contrafacção. Os que o produziram não o usam. Serve pois, só, para fazer figura no estrangeiro,

      • Ernesto V. Souza

        era boa…

    • Ernesto V. Souza

      Pois eu, já que quita o tema, ou essa teima sua, considero que é a contrário. Um problema, e vou repetir, um dos grandes problemas do galego desde o século XIX e que não se corrigiu é o EXCESSO de vozes ridiculamente enxebrizantes que abafam o modelo culto, e que servem de talismã para acreditarmos que há um galego culto, mas que contribuíram a reduzir o galego a um uso de símbolo (político nacional) e não lhe permitem imaginar-se como verdadeira língua completa: com registros, usos e níveis.

      Não existiu, nem existe projeto de língua culta por fora do reintegracionismo e isto ainda com esforço, porque não existe outra língua culta na Galiza, desde o século XV que o castelhano. O galego (e entenda-se no galego, todo o galego, este meu, no que estou a escrever por exemplo) e não passa de língua de uso familiar e de trapalhada feita com restos e fragmentos que trata de empregar uma elite, formada em castelhano por gerações… Porque, para usar uma língua de cultura TODOS dependemos do castelhano, que é o que nos aprenderam, no que nos formamos e no que se formaram todas as camadas de escritores em galego anteriores aos anos 90.

      Corrigir isto é um esforço titânico, de décadas de trabalho e de planificação, mas corrigindo o mais do caminho andado desde os anos 50, uma tarefa superior às forças dos galegos.

      • Venâncio

        A quem nada soubesse de ti, Ernesto, não passaria pela cabeça que o «Léxico da Galiza» foi produzido por uma Academia de que és membro numerário. Facto é que ficamos sem saber se, aos teus olhos, o dito «Léxico» pertence ao «modelo culto» do Galego ou, pelo contrário, consta de «vozes ridiculamente enxebrizantes».

        Concedo que formas como abaloufar, aglaiar, alpornar, atanigar (para ficarmos pelos verbos da primeira letra), de facto escassamente representadas na documentação disponível, não sejam de primeira urgência. Mas os confeccionadores do LdG incluíram, além daquelas, dezenas doutras formas, intensamente documentadas em textos galegos dos mais variados géneros. Sejam exemplos, entre todos espectaculares (e ficando só pela primeira letra), abraiar, acair, acougar, adoitar, aldrajar, anovar, apreixar, arelar, argalhar, ateigar, avondar.

        Seria natural que utilizásseis na vossa expressão esses e tantos outros materiais galegos, os promovêsseis, os ‘assumísseis’, não reduzindo a vossa expressão ao ‘internacional’, numa tarefa higienista que seria ridícula em pena brasileira ou portuguesa para materiais correntes que uns e outros não compartilhamos.

        Não se trata de «teima» minha, como sugeres. Trata-se de credibilidade da vossa parte.

        • Ernesto V. Souza

          Pois eu acho que não. Este abuso lêxico-simbólico não deixa ver a língua, não a deixa medrar, é um erro e lamento ser eu quem tenha de dizer.

          O que é necessário e pertinente nestes momentos para garantir que o galego sobreviva e tenha um verdadeiro modelo de língua culta passa pelo contrário fazê-lo passar uma fase de decrescimento de uso desse léxico e à vez centrarmo-nos na construção de um modelo mais coerente e mais lusófono.

          Léxico por outra parte que é ridículo dizer que não usamos. Usamos não apenas avondo quanto em exagero quando o lógico seria fazê-lo de quando em quando quando fosse pertinente ou apenas quando nos pete.

          • Venâncio

            Aceitemos que sim, que a tarefa do Reintegracionismo é o produzir dum Galego soft, expurgado, expressamente desenhado para não estranhar a brasileiros, angolanos, timorenses e portugueses…

            Pergunto só: quem pensas tu que, no vosso meio, tem preparação, tem competência, para esse mister?

            E, por favor, não me digas (costume teu…) que isso se vai fazendo, que a comunidade vai encontrando caminhos. Porque uma coisa te garanto: esse espontaneísmo só produzirá o caos. Com votação de braço levantado, isso sim…

          • Ernesto V. Souza

            Não se trata de um galego soft… Trata-se de uma fase. A gente tem antes de mais de aprender gramática e um bom português (seja brasileiro, português, angolano)… o que ache de mão, depois já haverá tempo para integrar quanto léxico seja preciso.

            E é, sim, uma obra coletiva e provavelmente caótica, dado que NINGUÉM na Galiza tem preparação, ninguém nasceu aprendido e o que nos ensinaram foi o castelhano em castelhano. Não há outro jeito, só pode ser corrigindo-nos entre todos, apanhando materiais e com ajuda de autores, críticos, professores e gente como o senhor, que podem apontar e destacar os erros e desvios.

            E bem-vindo seja o caos, nunca pode ser pior que o que temos.

          • Venâncio

            «Aprender um bom português»? Será, antes, tarefa do Reintegracionismo aumentar a qualidade do galego, incentivá-la, dar o exemplo disso.

            Tendes tanto trabalho útil a fazer nesse campo. Lê-se entre vós tanto galego nitidamente pobre (não estou a falar de ti), sem brilho, sem espessura…

            Acabai de vez com esse servilismo lusomaníaco, esse exibicionismo para-galego-ver. Quanto mais galego for o vosso galego, mais “reintegrado” ele será.

          • Ernesto V. Souza

            Meu caro Fernando, aumentar a qualidade do galego passa justo por aprender português (se bom melhor)… todos imos chegando à mesma conclusão:

            http://www.galiciaconfidencial.com/nova/26536-se-se-conheceportugus-pessoas-veriam-recuperam-galego?pag_com=%201

            Não há servilismo, Fernando, não há. Mesmo no caso dos autores “estilisticamente” mais luseirinhos, trata-se nestes raros casos de pessoal que estudou português, que lê adoito português literário e técnico e que tem inspiração nos modelos que frequenta. Mas não por isso deixam de ser uns apaixonados patriotas.

            Afinal todos somos filhos das nossas leituras.

            O problema que o senhor detecta é por transladar o cenário do português à Galiza. Em Galiza ainda tardará em ser problema a castelhanização léxica e expressiva, porque a fala viva ainda é muito possante e está realmente viva, e invade o castelhano, tanto o oral como o culto escrito.

            O problema está na ausência de um modelo culto, na castelhanização brutal de um modelo elaborado desde o castelhano e contra o castelhano por gerações e por capilaridade desde as leituras e os referentes literários, técnicos, jornalísticos, académicos…

            Isto, Fernando é algo que aprendemos dos seus trabalhos e comentários: a castelhanização, a dependência dos modelos e leituras em castelhano, mais evidentes, aparentemente, justo por esse contraste talvez no reintegracionismo.

            O problema real, para mim, do modelo culto galego é o refúgio, o escudar-se numa acumulação de items identitários, léxico aparentemente enxebre e expressões usadas a toda hora, que perdem valor, propriedade e significado. É vermos a língua de jornalistas, políticos, académicos e escritores… agachados nesses tópicos e exibição, foram criando um galego-símbolo, com que se passeiam e pretendem entrar numa guerra de símbolos com o castelhano… guerra absurda, perdida e o que é pior demorante para a aprendizagem e desenvolvimento de um verdadeiro galego, culto, pleno e lusófono.

            Mas retirem-se os tópicos, o léxico exibido, e os hiperenxebrismos da fala e da escrita da gente, que fica? o castelhano e nos casos mais interessantes o castelhano da Galiza.

            Há efetivamente um problema e uma necessidade e mais vale tarde que nunca termo-nos conscientizado.

            O galego foi a matriz do português, sem dúvida, mas após tempos, agora não passa de um seu aprendiz.

          • Venâncio

            Caro Ernesto,

            Se o “sistema” me der tempo, espero comentar o que acima escreves.

            De momento, destaco na entrevista ao Eduardo Maragoto, que eu já conhecia, isto:

            «Afinal de contas, [AGAL e RAG] compartilhamos o objetivo de dignificar a nossa língua e cultura, ainda que tenhamos diferentes estratégias para o conseguir. Há muitas áreas em que nos podemos ajudar: para nós, o trabalho descritivo do galego que estas instituiçons fam é fulcral e, em sentido contrário, creio que na RAG e no ILG sabem que o conhecimento e contacto com o português é fundamental para preservar o valor comunicativo do galego.»

            Para ler e encaixilhar.

          • Ernesto V. Souza

            Homem… acho que isso que o Eduardo diz hoje leva-mo escutando a mim desde 2006… até estou por dizer que ter popularizado essa parte do discurso é o meu único contributo de valor ao reintegracionismo.

            E o de que há que superar de uma vez esta absurdidade de andar a criticar os outros e mirar mais ou apenas pela qualidadde das cousas que fazemos nós… acho que também…

          • Venâncio

            [Comento o que o Ernesto escreveu há duas horas]

            Vamos, primeiro, a coisas muito comezinhas:

            1. Não se trata de aprenderdes português. Trata-se de aprenderdes bem galego. Se o português vos for nisso proveitoso (e certamente há-de ser), tanto melhor.

            2. Aprender bem galego equivale, frequentemente, a cercear a influência do espanhol. Tomemos o uso do Infinito Pessoal. Já um dia consegui mostrar (e disso me orgulho…) como, na obra de Saramago, o uso do Infinito Pessoal vai diminuindo, substituído pela construção que compartilhamos com o espanhol. Dou só um exemplo entre muitos possíveis. Saramago escreve, num dos últimos livros, este membro de frase: «A possibilidade de que nos apareçam pela frente excepções». Sem o espanhol no ouvido, ele teria provavelmente escrito «A possibilidade de nos aparecerem pela frente excepções». Como falantes de espanhol, os galegos estão dia e noite submetidos a este efeito-Saramago. Tornarem-se conscientes disso (haver quem os torne conscientes disso!) há-de levá-los ao uso dum galego mais genuíno.

            [continua]

          • Ernesto V. Souza

            Há anos um bom filólogo alemão demonstrou-me – para a minha surpresa – que o Infinitivo pessoal era uma forma curiosa dentro da romanística, mais já com carga identitária que funcional e que a lógica das línguas e as tendências a simplificação faria com que terminasse por desaparecer…

            Aprender bem galego culto é impossível. E isto diz quem aprendeu tudo quanto sabe lendo e imitando escritores galegos… mas não se pode aprender o que não existe, sem modelos e sem mestres.

            O português é absolutamente necessário. Não se trata de desbotar o outro, simplesmente de dar prioridade à gramática e a leitura em português.

          • http://www.madeiradeuz.org madeiradeuz

            Fernando, esse tipo de erros só se vão conseguir ultrapassar aprendendo MELHOR PORTUGUÊS. A docência do galego, na Galiza, tem sido péssima; centrada de mais no léxico e ignorando fraseologia, fonética e outros aspetos.

            É uma eiva que vem de velho e ainda não se corrije. As pessoas galego-falantes culminámos o ensino básico com só umas mínimas noções para detetarmos pouquíssimas interferências do castelhano, apenas as mais óbvias (essencialmente fonéticas).

            As pessoas que se dedicam à docência do português são muito mais exaustivas, e digo-o pola minha experiência e a de muitas mais pessoas.

          • Venâncio

            Caro Gerardo,

            Trata-se, pois, duma tomada de consciência de quão útil o conhecimento do português é para o aumento da qualidade do galego.

            Aproveitar o português, eis o caminho, não adoptar o português… o que seria (e nalguns casos parece ser) uma solução de desespero, e de falta de informação.

          • http://www.madeiradeuz.org madeiradeuz

            Não conheço ninguém que o queira «adoptar», nem sequer na AGLP, que nem que fosse o demo! Dominar, para usar em certos contextos e com determinadas finalidades (institucionais, políticas, docentes…), sim.

          • Venâncio

            Sim, acredito que não “conheças”.

          • Venâncio

            [continuando]

            3. Tornar os galegos mais conscientes dos usos genuínos do idioma é uma tarefa exigente e complexa, que só indivíduos preparados podem levar a cabo. O Reintegracionismo precisa urgentemente dum gramático ou, na ocorrência, precisa de dar ouvidos aos gramáticos mais próximos dele, esses que fizeram e fazem «o trabalho descritivo do galego» que o Maragoto tão bem refere.

            [continua, talvez]

          • Ernesto V. Souza

            que não Fernando que não, o reintegracionismo já tem gramáticas de sobra, escritas em Portugal e Brasil…o que precisa é alfabetizar maciçamente em português à população, no ensino… e desde o conhecimento da gramática portuguesa escrever o SEU galego.

            E depois, quando haja CORPUS, que se deveria e poderia escrever essa gramática galega da língua portuguesa.

          • Venâncio

            É absolutamente incrível como ofegais pelo português, e passais ao lado disto:

            http://ilg.usc.es/TILG/?tipo_busca=palabra&pescuda=seren&categoria=Todas&desde=1600&ate=2050

            ou disto

            http://ilg.usc.es/TILG/?tipo_busca=palabra&pescuda=teren&categoria=Todas&desde=1600&ate=2050

            E existe mais, e mais, e mais. Queres ainda mais “corpus” do que esse, Ernesto? 😉

          • Ernesto V. Souza

            sim, Fernando… incrível mesmo, ainda que justo exemplifica o que digo… os infinitivos conjugados como outros items não deixam ver o bosco… ou a fraga…

          • http://www.madeiradeuz.org madeiradeuz

            Já agora, o TILG, como o TMILG, é uma magnífica ferramenta. Se nós tivéssemos sequer 10% dos recursos do ILG ou a RAG…

          • Venâncio
          • Venâncio
          • Ernesto V. Souza

            Sem dúvida… e se em vez de alguma gente que havia que colocar lá… tivessem contratado outra competente que rejeitaram, após fazer-lhes inúmeras falcatruadas… agora talvez teriam até melhores ferramentas, melhores programas, melhores pesquisas… recursos, língua e literatura… e o mesmo poderia dizer-se das equipas da UDC, do Consello…

          • Venâncio

            Ernesto, isso não aconteceu numa altura que teria sido oportuna. Mas eu diria como a canção brasileira: «Quem sabe faz a hora, não espera acontecer».

            Fundamentais, aqui, são os métodos de aproveitamento do português. Há-os inteligentes (suponho que alguns que apontei publicamente o são…) e há-os menos. Acho é que o espontaneísmo e o facto-consumado não são os mais inteligentes.

            As coisas boas preparam-se, planificam-se. Isto é, elas pedem objectivos claros e fases para atingi-los.

          • Ernesto V. Souza

            Se eu tivesse o comando de um exército fazia… infelizmente encontro-me out of place… e limito-me à guerrilha de franco atirador… improviso… e acho que é a situação da maior parte da gente…

          • Venâncio

            Perdoa-me algum oportunismo, mas acho que pronunciaste a palavra certa: improvisar. Sim, andais, desde há muito, a improvisar, a navegar à vista, sem objectivos definidos.

            Como se isso não bastasse, preparais-vos, agora, para erguer o improviso ao nível de política da AGAL. Falo desse tresloucado plano de “harmonizar” a Norma Agal e aquilo a que chamais Português Padrão (que são dois, pelo menos).

            Pode gente sensata (M. Castro, C. Garrido) ter-vos avisado do desvairo que isso constitui. É sabido, também, que ninguém dos da iniciativa faz a mínima ideia de como as Normas funcionam. Mas havereis de continuar, tacteando, às apalpadelas.

            E sabes o que me chateia mais? Vou-te dizer. É saber que vivem, entre vós, uns pescadores de águas turvas, que sabem exactamente que caos preparais, e que vão esfregando, já, as mãos de contentes.

          • Ernesto V. Souza

            A mim não me mire, Fernando, com esse plano na AGAL, não tenho nada a ver…

            Quanto esse tipo de pescadores, lembre que está a falar com piratas, bandidos e marginais… e nas noites de inverno frio o rum e os sonhos de tesouros são passagem mais certa para o fundo do mar…

          • Venâncio

            Pois é, às vezes imagino-vos cidadãos precatados e abordáveis. 😉

          • Ernesto V. Souza

            não nos deixaram ser…

          • Ernesto V. Souza

            Mas se usamos… se usamos todos os seus recursos, caramba… se lemos os seus livros, se tomamos de todas as gramáticas, histórias da lingua, literatura tudo quanto é ou pode ser interessante e útil…

            Caro Fernando, você, a mim conhece-me vai saber o demo por que como “historiador”… mas não sou… antes de ter eu começado a escrever cá no PGL… entre 1994 e 2003 fui professor de galego, um bom professor, acho pelo que vi depois dos meus alunos… e que ferramentas usava e que aprendia eu a gente se eu teve de professores gente como Freixeiro, Ferreiro, Martínez Pereiro, Dobarro, Garcia Negro?

            Corrigia claro e achava que as cousas deviam ir coerentemente, na linha que eles defendiam antes de 2003, porque é lógico irmos adiantando… Mas a base tem de ser aquele galego…

            E por isso digo o que digo…

            Apertas

          • Venâncio

            Caro Ernesto,

            Freixeiro e Ferreiro fizeram, e fazem, um excelente trabalho, como um dia fez Carvalho Calero, e de que todos podereis tirar proveito, por muito tempo.

            Quanto à tua feição de historiador… se fui eu, ou o dianho, quem te promoveu… Do que não sobra dúvida é que tens, e demonstras, uma percepção da História de suma utilidade para a justa avaliação do passado da Galiza. Gosto também de ver como prezas a produção literária oitocentista galega. Tudo isto anuncia um futuro que valerá a pena viver.

            Abraço amigo.

          • Ernesto V. Souza

            os Kamikazes temos pouco futuro… abraços…