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Dúzias de milhares de pessoas enchem Compostela em defesa do galego

A manifestaçom nacional do passado domingo ateigou as ruas e encheu a praça do Obradoiro de Compostela.

Pessoas de todo o país encheram a capital galega, num dos protestos sociais mais contundentes das últimas décadas em relaçom ao idioma da Galiza.

A manifestaçom foi secundada por dúzias de milhares de pessoas e centos de coletivos sociais, entre os que estiveram, entre outros, as Escolas Sementes, coletivos reintregracionistas críticos num bloco laranja e um cortejo da AGAL, sob a legenda “rumo à lusofonia”.

Jon Amil, presidente da AGAL, junto com Mar Lopes, tesoureira da organizaçom.

Jon Amil, presidente da AGAL, avalia positivamente a manifestaçom, mas pom o foco no trabalho por fazer “A manifestaçom foi boa, conseguiu-se o objetivo de reunir muita gente ao redor da língua. Contudo, uma manifestaçom destas características é só um chamado de atençom, um berro coletivo. Agora toca a trabalhar, a juntar-nos e a colaborar.”

A respeitos dos últimos inquéritos sobre o uso da língua que desencadearam os protestos, em que destaca que o 32% das crianças menores de 15 anos nom sabem falar galego, Amil avalia que “os resultados do inquérito nom surpreendem a ninguém, só consolidam a tendência que levamos vendo décadas. Mesmo assim, o facto de o galego nom ser já a língua maioritária da sociedade galega, foi uma pancada de realidade que fijo despertar o sentimento de muita gente.”

Neste sentido, para o presidente da AGAL este momento é “um ponto de inflexom”, e critica a tendência desenvolvida nos últimos 40 anos “a normalizaçom linguística nestes mais de 40 anos de oficialidade estivo coxa. Centramo-nos demasiado na identidade, ignorando a dimensom mundial da nossa língua. E aí é onde entra esse “Rumo à Lusofonia”, fazer ver à sociedade que o galego nom está a morrer, longe disso. O galego é uma língua plena e florescente, em que temos tudo ao nosso dispor.”

Para o presidente da AGAL este momento é “um ponto de inflexom”, e critica a tendência desenvolvida nos últimos 40 anos “a normalizaçom linguística nestes mais de 40 anos de oficialidade estivo coxa. Centramo-nos demasiado na identidade, ignorando a dimensom mundial da nossa língua.

Outro dos cortejos de destaque na mobilizaçom foi o Bloco Laranja, esta é a cor com que se vém identificando, desde o ano 2009 o reintegracionismo intedependentista para a defesa do idioma. Aqui participam centros sociais, as escolas de ensino galego Semente ou meios de informaçom crítica como o Galiza Livre ou o Novas da Galiza. Com a legenda “Língua vital já. A língua que nos fai sermos NÓS” , repartiram-se milheiros de autocolantes e berraram-se consignas como “Na Galiza em galego”, “Língua vital como em Portugal”, “Como em Angola, galego na Escola”, “Ensino Estatal, ensino colonial”, “Na escola e na rua, a língua continua”, “o bilinguismo é colonialismo”, ou “Com a Semente o galego tem presente” forom algumhas das palavras de ordem que se ouviram durante um animado percurso da mobilizaçom.

Tanto o O Bloco Laranja como a AGAL colocam o reintegracionismo como via principal para reavivar a língua. Porém, no manifesto lido por Queremos Galego, nom foi feita nenhuma alusom à lusofonia.

Tanto o O Bloco Laranja como a AGAL colocam o reintegracionismo como via principal para reavivar a língua. Porém, no manifesto lido por Queremos Galego, nom foi feita nenhuma alusom à lusofonia.

Nesta linha, Jon Amil sinala que “necessitamos que a gente que nom fala galego encontre a necessidade de falá-lo. “ Neste sentido, coloca um exemplo: “Se uma equipa desportiva galega jogar contra uma angolana, o galego vai aparecer por si próprio, por simples eficácia comunicativa. Pessoas que nom tenhem necessidade de falar galego na sua vida diária, de repente reparam em que o galego lhes é necessário e útil. E isso nom só favorece que o falem e tentem melhorar as suas habilidades linguísticas, senom que cria também autoestima nas falantes, pom em valor a nossa língua.”

“Só unindo estratégias, somando e colaborando é que isto pode ir para diante. O reintegracionismo nom pode continuar a ser uma margem, tem que ser um dos alicerces desta nova etapa que começa”, conclui o presidente da AGAL.

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