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Dicionário indígena resgata língua original brasileira

PGL – Durante três décadas, o médico anestesista Clovis Chiaradia coleccionou mais de 30 mil verbetes originários das famílias lingüísticas Tupi-Guarani, Aruaque, Caribe e Macro-Jê. O trabalho de um curioso, como ele mesmo se denomina, resultou no Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena.

Com o patrocínio da Petrobras e lançado em agosto de 2008 pola Editora Limiar, o Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena acaba de ganhar uma extensom de sua primeira ediçom. Eliana de Freitas, directora comercial da editora, explicou as dificuldades para encontrar exemplos do legado pré-colonial, que ainda resistem em nomes de localidades importantes por todo país como Anhangüera, Ipanema, Bertioga, Aquidauana ou Guanabara e vocábulos como mutirão, caiçara, peteca, tapera, pereba, caipira, moqueca, paçoca, suã etc.

Há pouco mais de 300 anos, o Tupi era a língua mais corrente no Brasil. Para isto contribuíram a catequese indígena e os bandeirantes que utilizavam o Tupi para comunicarem-se no dia a dia. Era a chamada Língua Geral ou Brasílica, a qual falavam indistintamente o branco, o negro e até indígenas que nom pertenciam à família lingüística Tupi. Mesmo as sessons da Câmara da cidade de São Paulo eram todas realizadas em Tupi e somente as actas eram escritas em português. Mas, em 1758, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, proibiu o ensino e o uso do Tupi e instituiu o português como única língua do Brasil, com a intençom de enfraquecer o poder da Igreja Católica sobre a Colónia.

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