O evento decorrerá na próxima quarta-feira, dia 19 de fevereiro, às 19h, na livraria Couceiro (Praça de Cervantes, conhecida como praça do pam) no casco velho da capital galega.
No ato, para além do autor, Carlos Garrido, participa o professor José Luís Rodríguez.
O presente volume, Farpas e Lampejos Regeneradores: Artigos de análise e intervençom contra a degradaçom da língua agrupa os cinqüenta e oito artigos de divulgaçom lingüística que, desde 2020, com periodicidade mensal, o professor Carlos Garrido tem até agora publicado no Nós Diario.
O livro, cuja coordenação editorial foi responsabilidade de Noélia Toja e Valentim Fagim é o volume nº 30 da coleção Através da Língua. Com 148 páginas, num tamanho de 163 x 234 mm, foi um trabalho de diagramação de Miguel Durão, quem também é responsável pelo desenho da capa. Esta obra pode já ser adquirida nas livrarias da Galiza, Portugal, e na loja online da Através Editora.

O miolo som peças breves, rigorosas e amenas, destinadas ao público geral, que analisam aspetos lexicais, morfossintáticos, ortográficos, pragmáticos e sociolingüísticos do galego-português da Galiza contemporánea, com atençom preferente dispensada à norma e ao uso culto. Por isso, em rigor e com objetividade, esse escrutínio tem de ser hoje, infelizmente, muito crítico com a codificaçom efetuada polo oficialismo da RAG e do ILG, o qual, como os textos em presença denunciam, por um lado, concebe o galego —variedade nacional da pluricontinental língua galego-portuguesa— como patinho feio, como língua regional menor, segregada do luso-brasileiro e formal e funcionalmente subordinada ao castelhano, e, por outro lado, por incompetência técnica, nom regenera cabalmente o galego nem o capacita como verdadeira língua de cultura. Nessa sustida crítica ao oficialismo lingüístico —pungente, mas merecida e socialmente útil—, fica explicado o componente farpas do título, ao passo que com lampejos nos referimos àquelas «revelaçons» —freqüentemente baseadas na aplicaçom da lógica elementar e do senso comum— que estas peças oferecem, de formulaçom simples e sucinta, mas que, enquadradas na tradiçom reintegracionista, nos parece iluminarem a estratégia certa para combatermos a atual degradaçom da língua e debelarmos a ameaça da sua iminente extinçom (a intervençom do subtítulo).

Carlos Garrido Rodrigues é Professor Titular de Traduçom Técnico-Científica na Universidade de Vigo (inglês, alemám, galego). Doutor em Biologia pola Universidade de Santiago de Compostela e Licenciado em Traduçom e Interpretaçom pola Universidade de Vigo, Carlos Garrido é lexicólogo e estudioso da língua especializada e da traduçom científica. Tradutor de textos científicos didáticos e divulgadores e autor, entre outras obras, das monografias Léxico Galego: Degradaçom e Regeneraçom (2011), Manual de Galego Científico: Orientaçons Lingüísticas (2011) e A Traduçom do Ensino e Divulgaçom da Ciência (2016), do documento codificador O Modelo Lexical Galego: Fundamentos da Codificaçom Lexical do Galego-Português da Galiza (2012, 2024: Comissom Lingüística da AEG), do Dicionário de Zoologia e Sistemática dos Invertebrados: Português, Espanhol, Inglês, Alemão (2019, Editora da Universidade de São Paulo), do manual Traduçom de Textos Didáticos e Divulgadores: Um Modelo Orientativo para o Tradutor em Formaçom (2024) e do livro de divulgaçom O Escándalo do Léxico Galego (2022), Carlos Garrido é na atualidade Presidente da Comissom Lingüística da Associaçom de Estudos Galegos.
