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Carlos Callón: «Apostar pola vida da nossa cultura e da nossa língua obriga a isso, ao conflito»

PGL – O jornal digital Vieiros entrevistou a Carlos Callón, presidente da Mesa pola Normalizaçom Lingüística, a propósito do seu último livro, eloqüentemente intitulado En castellano no hay problema.

Com o provocador e retranqueiro título, escolhido polos leitores do seu blogue em votaçom, Callón escreve acerca dos problemas da normalizaçom da língua galega e a situaçom contrária que se vive na Galiza a respeito do espanhol.

Na entrevista, o presidente da Mesa fala da actualidade da língua e das organizaçons em defesa do galego em consonância com a temática do livro, que publicou há já três meses e que resultou um sucesso nas lojas.

Callón culpa directamente a Junta da situaçom de «quase-nom retorno» em que se encontra o galego, com Anxo Lorenzo como cabeça visível do processo, cujo papel «dá vergonha alheia a nível ético, já que é a pessoa que executa o ataque contra a nossa língua; e também a nível intelectual».

O presidente da Mesa vê ainda um efeito positivo no posicionamento tam claro do governo, já que «obriga a decantar-se». «Antes havia umha parte importante da sociedade sensibilizada com a língua, mas anestesiada. Agora retiram a careta e começam as patadas e já nom quedam dúvidas», e pom o exemplo de pessoas espanhol-falantes que acudírom às manifestaçons deste ano.

Som estes termos análogos aos empregues meses atrás polo presidente da AGAL, Valentim R. Fagim, quem numha outra entrevista para Vieiros afirmava «tirou a máscara» e agora as organizaçons normalizadoras, entre as quais a AGAL, se vem obrigadas a falar mais entre si «e fazer tácticas conjuntas».

Quanto à metodologia para dar um pulo à nossa língua, Carlos Callón simplifica: «nom há que inventar nada novo: colha-se o Plano de Normalizaçom da Língua Galega, vejam-se as medidas que estipula que fôrom  acordadas por todas e todos e faga-se o possível para que se cumpra».

Por último, o autor de En castellano no hay problema debulha um cenário de optimismo dentro da realidade tam precária, como língua que mais falantes perde de todo o Estado: «vemo-lo nas manifestaçons de Queremos Galego, no feito da pluralidade da sua participaçom, nas pessoas que se estám atrevendo a falar em galego. Isso nom nos deve levar um optimismo exacerbado, mas indica-nos que podemos percorrer um caminho claro de revitalizaçom do galego, que a história nom está escrita já e a batalha nom está perdida».


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