José Carlos da Silva – O embaixador João Carlos de Souza-Gomes, defendeu nesta quinta-feira, 8, em debate geral da 35ª Sessão da Conferência Geral da Organização, realizada em Paris, a inclusão da língua portuguesa entre as línguas de trabalho da UNESCO (francês e inglês).
O diplomata solicitou ao novo Diretor-Geral a adoção do Português como língua de trabalho desta organização para melhorar o entendimento e intensificar o diálogo, favorecendo, assim, o multilinguismo e a diversidade cultural.
O embaixador Souza-Gomes, representante permanente do Brasil na UNESCO, também chefia a delegação brasileira que participa da Conferência. Ele assegurou o comprometimento do Brasil com a medida. «Esclareço que isto não implicará em custos adicionais ao orçamento da Organização. Estamos prontos para cobrir todos os custos desta iniciativa», declarou Souza-Gomes.
Ao destacar que os procedimentos da Conferência Geral dão ao português status de língua oficial, o embaixador justificou a necessidade de torná-la língua de trabalho em função do grande número de lusófonos em diferentes continentes. O português é uma das cinco línguas mais faladas do mundo. É veículo de comunicação para cerca de 250 milhões de pessoas e conecta oito países e populações na Europa, América do Sul, África e Ásia.
O pleito brasileiro tem o apoio de Angola, Cabo Verde, Timor-Leste, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Na declaração, o embaixador ressaltou o fato de a língua portuguesa já ser adotada como língua oficial e de trabalho em mais de dez organizações regionais e internacionais, como União Européia (UE), União Africana (UA), União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) e Organização dos Estados Americanos (OEA), além de encontros como as cúpulas Ibero-americana e da América Latina e Caribe/União Européia.
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