José Carlos da Silva – Entre os dias 2 e 5 de fevereiro de 2010 acontecerá o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul . Para organizar o evento, 15 lideranças Guarani do Brasil e do Paraguai além de representantes do Ministério da Cultura se reuniram entre os dias 8 e 9 de dezembro, em Diamante D’Oeste, no Paraná.
O Encontro em 2010 reunirá cerca de 800 indígenas Guarani de países como a Bolívia, Brasil, Paraguai e Argentina com o objetivo de destacar a importância dos povos Guarani para a formação da identidade cultural sul-americana.
Na chegada dos colonizadores europeus, no século XVI, população estimada da trigo Guarani chegava ao número de 1,5 a dois milhões de pessoas, ocupando somente o litoral brasileiro.
Como as diversas tribos utilizavam-se do Nheemgatu, que significa Língua boa, para comunicarem-se, os cronistas da época denominaram de guaranis todas as populações que falavam o idioma, assim nasceu a denominação tupi-guarani, que na verdade são duas nações indígenas diferentes.
Cada agrupamento humano por sua vez fora denominado separadamente a partir do nome de xamãs, líderes guerreiros e figuras de prestígio entre estes. Também era comum a denominação dos grupos com os nomes dos rios e dos lagos em cujas margens habitavam.
Os portugueses chamavam os guarinis de araxás, araxanes, cainguás, carijós e ouitatins. Já os espanhóis os denominavam Carios, Chandules, chandrís e landules. Alheios aos colonizadores, os guaranis se reconheciam nos termos avá ou avaeté kuery que significa respectivamente “homem” e “homens verdadeiros”.
Hoje, em populações reduzidas, os guaranis vivem em reservas ou pequenas aldeias, tirando seu sustento da venda do artesanato e da agricultura doméstica.
