José Carlos da Silva – Considerado pelo diretor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) do Brasil, Eduardo Leão de Sousa, como um dos mais bem sucedidos acordos energéticos, a parceria entre Brasil e Moçambique poderá trazer benefícios econômicos e ambientais.
O Senado brasileiro aprovou o memorando de entendimento, de 2007, que prevê missões técnico-empresariais, formação de mão-de-obra e parcerias com países terceiros e organismos internacionais interessados em apoiar projetos de implantação dos biocombustíveis em Moçambique.
Mesmo antes da aprovação do documento, os empresários brasileiros já estavam em Moçambique para avaliar as condições geográficas e elaborar o planejamento industrial.
Moçambique tem três portos por onde pode ser exportada a produção, uma localização geográfica estratégica, bem como aproximadamente 30 milhões de hectares de terras aráveis e férteis, além do clima favorável ao cultivo da cana-de-açúcar.
a parecido com o do Brasil”.
A Política e Estratégia Nacional de Biocombustíveis, recentemente aprovada por Maputo, visa a produção de biocombustíveis a partir de cana-de-açúcar e sorgo, para produção de etanol e de jatrofa (pinhão manso) e coco para biodiesel.
Angola é pioneira
Angola assume um papel pioneiro na intervenção do Brasil para estimular a produção dos biocombustíveis nos países africanos de língua portuguesa.
O grupo privado angolano Damer, a estatal petrolífera Sonangol, a brasileira Odebrecht formam a Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), que vai investir na plantação de cana-de-açúcar e construção de uma fábrica para produzir açúcar, etanol e bioeletricidade na província de Malanje.
Estão previstos investimentos de 258 milhões de dólares e a ocupação de 30 mil hectares de área agrícola, até 2012.
