Belaurora, grupo de cantares popular dos Açores



belaurora-foto-do-grupoSituado no Atlântico nordeste, existe um formoso arquipélago transcontinental denominado Açores, que é uma região autónoma dependente de Portugal, formado por 9 ilhas principais: Corvo e Flores na parte ocidental, Faial, Graciosa, Pico, São Jorge e Terceira na parte central e Santa Maria e São Miguel na parte oriental. Igual que acontece com outros arquipélagos e grupos de ilhas, como é por exemplo o caso das ilhas Canárias e as de Cabo Verde, é muito normal que nelas exista um grande apreço pelo folclore popular e pela música e os cantos, surgindo lá ao longo dos tempos diferentes grupos, coletivos e intérpretes, para a sua difusão e para alegrar as gentes desses territórios. Por isto, dentro da mini-série que estou a dedicar a pessoas coletivas lusófonas, e, em concreto a grupos musicais da Galiza e de Portugal, não podia esquecer-me de nenhuma maneira do grupo açoriano Belaurora, que nasceu em 1985, e que precisamente tomou o nome do mais famoso canto popular de aquelas belas ilhas, que todo o mundo sabe e canta. O mesmo que para a Galiza é A Rianjeira, para os Açores é Belaurora. É este o número 57 da série de artigos dedicada à Lusofonia.

UMA PEQUENA BIOGRAFIA DO GRUPO

belaurora-foto-do-grupo-2015De forma sintética apresento uma singela biografia de Belaurora. Em maio de 2015, quando o grupo fazia trinta anos de vida, o jornalista Aníbal C. Pires, do Jornal Diário e de Azores Digital, publicou uma interessante biografia deles, que tomo como base para este apartado do meu depoimento.
Em 1985 era comemorado o Ano Internacional da Juventude. Na Vila de Capelas, na ilha de São Miguel, no âmbito das celebrações, um grupo de jovens procurou o apoio de um professor que estivesse disponível para os iniciar na aprendizagem da música, e encontrada essa disponibilidade e vontade, nasceu a 17 de maio do ano de 1985 um grupo de música e cantares tradicionais que adotou como designação um dos mais belos temas da música açoriana de raiz popular, a Bela Aurora.
Deste então o Grupo de Cantares Belaurora tem mantido atividade permanente e dado a conhecer ao mundo a música tradicional das ilhas Açores. O seu vasto repertório conta com mais de uma centena de títulos e as suas atuações pelos palcos europeus, dos EUA, Canadá e ilhas da Macaronésia têm, não só maravilhado quem os ouve, mas também servido o nobre objetivo de divulgação do património musical açoriano para além das suas fronteiras. Sobre a carreira e a qualidade do trabalho que o Belaurora tem desenvolvido disse, em 1996, Urbano Bettencourt: “… o Grupo de Cantares Belaurora tem descoberto matéria e motivações para o desenvolvimento de um coerente (e persistente) projeto de dedicação à nossa música popular. … Fico… à escuta de um rumor-outro que me chega, longínqua Voz de um povo que, na música e por ela, encontrou a chave para a iluminação do quotidiano, das suas sombras e mágoas, solidões e maresias”.

O Grupo de Cantares Belaurora tem mantido atividade permanente e dado a conhecer ao mundo a música tradicional das ilhas Açores. O seu vasto repertório conta com mais de uma centena de títulos e as suas atuações pelos palcos europeus, dos EUA, Canadá e ilhas da Macaronésia têm, não só maravilhado quem os ouve, mas também servido o nobre objetivo de divulgação do património musical açoriano para além das suas fronteiras.

Para além de outros reconhecimentos e méritos conquistados na região, no país e no mundo e que fazem parte do espólio das memórias do Belaurora, serão as palavras de ilustres açorianos, que vale a pena lembrar, que melhor ilustram este trajeto ímpar de recolha e divulgação da música tradicional açoriana. Em 2004, sobre o Belaurora, Daniel de Sá escreveu, como só ele o sabia fazer, “… o Belaurora foi por aí adiante em anos e ilhas. Ouviu a voz do povo e cantou com ele e com ele se encantou. … E embalou-nos no seu canto, que é nosso também porque este povo somos todos nós”.
belaurora-foto-do-grupo-2010O grupo de cantares populares Belaurora constituído por 10 elementos e dirigido, desde sempre, por Carlos Sousa, afirmou-se no panorama musical da região açoriana e tem sido uma escola de formação e divulgação da matriz cultural do povo açoriano. Sendo um grupo amador, realiza desde há 35 anos um trabalho sistemático de recolha, preparação e divulgação da música tradicional açoriana que não podia passar indiferente a quem representa o povo que o Belaurora tão bem canta. No ano 2015 em sessão plenária realizada no mês de maio a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores aprovou por unanimidade, um voto de saudação apresentado pela Representação Parlamentar do PCP, onde se reconheceu o mérito da carreira dos Belaurora e do seu Diretor Musical e fundador, Carlos Sousa, pelo empenho, disponibilidade e persistência que sempre colocou ao serviço da música e da cultura popular.

O grupo de cantares populares Belaurora constituído por 10 elementos e dirigido, desde sempre, por Carlos Sousa, afirmou-se no panorama musical da região açoriana e tem sido uma escola de formação e divulgação da matriz cultural do povo açoriano.

Um amplo depoimento sobre a história do grupo pode ser consultado entrando na wikipedia.

O SEU CRIADOR CARLOS SOUSA FALA DO GRUPO

Pelo seu interesse, tenho a bem reproduzir em palavras próprias do criador do grupo o seu depoimento escrito em 2007, em que é recolhido o currículo de Belaurora, grupo açoriano de cantares populares que no passado mês de maio fez 35 anos de vida.belaurora-capa-cd-musicas-tradicionais-dos-acores
“Tem já mais de vinte anos de existência e de carreira ininterrupta o Grupo de Cantares Belaurora, da Vila das Capelas, Concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores. De facto, como consequência duma Acção de Educação Permanente e de um pequeno curso de Noções Elementares de Música, nasce a 17 de maio de 1985 este grupo de cantares que, um mês depois, faz a sua estreia ao público. Ao longo dos restantes meses daquele ano, conta já com uma vintena de atuações, tal foi a aceitação que despertou no público micaelense.
Em 1987 lançou o seu primeiro trabalho discográfico, um LP intitulado “E do velho se faz novo!”, editado também em cassete, e que rapidamente se esgotou. É destacável que, ao longo de 1987, conta com 60 actuações, e faz a sua primeira viagem para fora do arquipélago, para uma presença na Festa do Vinho, na ilha da Madeira. Mantém uma média de cinquenta atuações por ano, sendo de destacar, em 1990, uma deslocação à cidade do Porto, para atuar na “Semana dos Açores”, altura em que participou no programa televisivo “Às Dez” na RTP-Porto. Em abril de 1991, grava o seu segundo álbum (Angel Studio-José Manuel Fortes), que havia de ser editado, em vinil, pela UPAV (União Portuguesa de Artistas de Variedades) e, em 1992, em versão CD, intitulado “Cantos d’Outrora”, com o qual concorre ao “Prémio José Afonso” promovido pela Câmara Municipal da Amadora, sendo finalista com Vitorino (1ºlugar), Júlio Pereira, Amélia Muge, Brigada Vítor Jara, GNR e Madredeus. Em 1994, participa no “8º Ciclo de Cultura Açoriana” que teve lugar na cidade de Toronto, no Canadá, merecendo destaque junto da comunidade açoriana “pela sua originalidade. Gente talentosa, delicada, atraente. Repertório rico, vasto, interessante”, como escrevia Humberto Ferreira in PORTUGAL ILUSTRADO, Mississauga, 31 de outubro de 1994; “Dotados de uma simplicidade invulgar, atuam com vivacidade, ao mesmo tempo que cantam desinibidos de qualquer tipo de preconceitos, o que faz com que captem, automática e imediatamente, as simpatias gerais”, refere João Maria Camilo.
belaurora-capa-cd-da-maior-e-da-mais-altaÉ também em 1994 que participa numa recolha de música popular portuguesa e açoriana, efectuada por uma equipa francesa, da qual surgem duas obras em CD: uma sobre Portugal “Voyage Musical” (1994), em que os Açores são representados com um trecho de música tradicional da ilha de São Miguel, interpretada pelo Belaurora, e um outro sobre os Açores (1995), intitulado “Les Açores – The Azores” com quatro temas cantados pelo grupo, e que mereceu referência na revista inglesa “Classic CD”, edição de janeiro de 1999, na rubrica “World Music Reviews”. É ainda em 1994 que o grupo vê o seu álbum “Cantos d’Outrora” editado em França pela Sunset France, com o título de “Musiques Traditionelles des Açores par le groupe Belaurora” e que viria a ser distribuído por 52 países, incluindo a Austrália e o Japão. Iniciados em 1994 e concluídos em 1995, decorreram trabalhos de estúdio para gravação do seu terceiro álbum discográfico, editado em CD e K7, nos finais de 1996, pela “Dínamo Discos, Lda” e que tomou o nome de “Entre Cantos e Marés”. Em 1995, destaque para a sua participação na Fatacil – XVI Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa (Algarve) e, em termos televisivos, no programa da RTP-2 – “Cantigas de Amigo” de Paco Bandeira e no programa “Arquipélago” da RTP-Açores, de J. Gabriel Ávila.

Ponto mais alto da sua carreira terá sido a atuação no Théâtre de la Ville, em Paris, no dia 25 de fevereiro de 1996, integrado na “Saison 95/96”, sendo a 5ª presença portuguesa no palco daquela casa de espetáculos, depois de Amália Rodrigues, José Afonso, Trovante e Madredeus.

Ponto mais alto da sua carreira terá sido a atuação no Théâtre de la Ville, em Paris, no dia 25 de fevereiro de 1996, integrado na “Saison 95/96”, sendo a 5ª presença portuguesa no palco daquela casa de espetáculos, depois de Amália Rodrigues, José Afonso, Trovante e Madredeus. Em 1997, destaque para a sua 2ª viagem ao Canadá, a convite da Associação Familiar e Cultural Capelense do Ontário, que promoveu o 1º Grande Picnic dos Capelenses. Vasco O. Santos escrevia no jornal SOL PORTUGUÊS: “subiram ao palco para o início de uma memorável exibição do que melhor existe na música da Região Autónoma dos Açores que o Belaurora há muito rompeu as barreiras da freguesia das Capelas para se tornar num dos mais lídimos representantes do folclore açoriano”. Também em 1997 merece destaque a sua participação no Programa “Sinais” da RTP-1, transmitido para todo o mundo, via RTP-Internacional; e a deslocação à ilha de Santa Maria para atuar nas Festas Municipais, onde participou ocasionalmente no Programa de Rui Dias José, “Feira Franca”, da RDP-Antena 1. Em Junho de 1998 desloca-se à ilha da Madeira para um espectáculo integrado na XXIV Feira do Livro e, em Agosto, integra a delegação dos Açores à Expo 98, onde atuou no dia da região, a convite da Direcção Regional da Cultura. Gustavo Moura, AÇORIANO ORIENTAL, de 6/8/98: o jornalista pôde testemunhar o grande sucesso popular da atuação do Belaurora, dirigido por Carlos Sousa, no “Promenade”. Êxito retumbante a todos os níveis.belaurora-capa-cd-15-anos-de-cantigas
No final de 1998, procedeu à gravação de 24 temas de música tradicional de todas as ilhas dos Açores, destinada à edição de 2 CDs, um dos quais faz parte (vol.8) da “Colectânea de Música Tradicional dos Açores”, publicada por Emiliano Toste, e que foi lançado nos finais de 1999, intitulado “Cantorias”; o outro fora já editado e lançado em maio do mesmo ano, sob o nome de “Lágrimas de Saudade”, com o louvável apoio do Programa Leader II, através da Associação para o Desenvolvimento (ARDE) tendo merecido a seguinte referência na rubrica “Crónica y Crítica de Discos” da Revista FOLKESÍ, de Segovia (Espanha): “Uma das formações mais representativas das ilhas dos Açores, com um amplo historial de concertos e gravações. Seu fundador, o infatigável estudioso Carlos Sousa, rodeou-se de um numeroso grupo de cantores e instrumentistas, com o sopro e a corda como eixo fundamental que recriam com beleza e conhecimento os sons populares do arquipélago português. Uma boa ocasião para conhecer mais outra parcela do folclore vizinho”. Participa, a convite da ARDE do Programa Leader, na Grande Mostra do Mundo Rural, que teve lugar na FIL, Parque das Nações, em Lisboa, a 10 de julho de 1999. A 14 do mesmo mês, canta na ilha do Corvo, a convite da sua Câmara Municipal, aquando da visita do Senhor Presidente da República àquela ilha. Carmo Rodeia, DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 16 de julho: “Ao som dos Belaurora”, Jorge Sampaio dançou e cantou embalado pela letra dos “Olhos Negros” e até subiu ao palco tentando acertar a voz com os acordes musicais. O povo gostou e aplaudiu”.belaurora-capa-cd-lagrimas-de-saudade
A 25 de maio de 2000, decorre o lançamento de um duplo CD, como forma de comemorar o 15º aniversário da sua fundação, designado “Quinze Anos de Cantigas”, antologia que inclui 44 temas do seu repertório gravado. De 8 a 14 de agosto está presente na Expo 2000, em Hannover, na Alemanha, onde atuou diariamente no Pavilhão de Portugal, tendo batido três recordes de visitantes ao longo daquela semana. Em abril de 2001, desloca-se, pela primeira vez e a convite do Bristol Community College, aos EUA, tendo actuado nas Universidades de Massachusets Dartmounth, BCC e Brown, na Casa da Saudade em New Bedford, na União Portuguesa Beneficente, na Sociedade Cultural Açoriana, no Portuguese Business Association, para alunos de português das cidades de East Providence e New Bedford, tendo feito a sua despedida na State House de Providence, onde foi alvo de uma receção oferecida por Paul Tavares, tesoureiro do Estado. Em julho de 2002 representou Portugal na 19ª Edição Folk Segóvia, um Festival internacional de música de todo o mundo, que decorre todos os anos na nomeada cidade. A propósito, em 2003, o crítico Carlos J. Monje Pindado, na página do TierraFolk, diz: “Mención especial a los grupos de Portugal, que todos los años están representados en este festival. En mi opinión personal lo mejor del año pasado fue la presencia del desconocido hasta entonces en España grupo BELAURORA, una agrupación exquisita de las Azores, un numeroso grupo vocal que nos deleitó con maravillosas canciones del mencionado archipiélago portugués”.belaurora-capa-cd-entre-cantos-e-mares-1
Nos meses de junho, julho e agosto de 2003, entra em estúdio (Emiliano Toste) para gravação de 22 temas, dois dos quais originais, destinados à edição de dois trabalhos discográficos: o primeiro foi lançado em dezembro de 2003, com o nome de “Achados do Tempo”; o segundo (“O Cantar que nos Embala”) em dezembro de 2004. Em maio deste ano integra uma delegação açoriana e desloca-se a Gran Canária, para um encontro com outras regiões da Macaronésia. Em outubro de 2004 participa, a convite da Associação Cultural “Sons do Lena” e da Câmara Municipal da Batalha, no IX Festival de Música Tradicional da Batalha, tendo atuado também em Leiria nas celebrações do Dia da Música. Lança, em maio de 2007, o seu primeiro DVD, intitulado “A Voz dum Povo” que, para além da música, pretende divulgar a beleza das suas ilhas, o labor e a alegria das suas gentes.
Dedica a sua actividade à recolha, pesquisa, estudo, preparação e divulgação da música tradicional de todas as ilhas dos Açores, incluindo no seu vasto repertório cerca de uma centena de “modas” de todas as ilhas e alguns temas originais”.
Na atualidade o grupo está integrado pelos seguintes 11 membros, na sua maioria naturais e residentes na Vila de Capelas, concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel: Ana Medeiros, Carlos Sousa, Eduardo Medeiros, Francisco Nascimento, Isabel Meireles, Laureno Sousa, Margarida Botelho, Margarida Sousa, Micaela Sousa, Pedro Medeiros e Rui Lucas.

FICHAS DOS DOCUMENTÁRIOS

0.-Grupo Belaurora.
Duração: 15 minutos. Ano 2014.

1.-Tanchão, por Belaurora.
Duração: 3 minutos. Ano 2012.

2.-Belaurora: Chamarrita de Braço (Musiques Traditionnelles des Açores).
Duração: 4 minutos. Ano 2019.

3.-Pezinho da Graciosa, por Belaurora.
Duração: 4 minutos. Ano 2014.

4.-Lágrimas de Saudade (Belaurora: Ricardo Studio, A voz dum povo).
Duração: 4 minutos. Ano 2010.

5.-Bela Aurora, canção tradicional de S. Miguel dos Açores.
Duração: 3 minutos. Ano 2017.

6.-Bela Aurora, pelo grupo folclórico Memórias da Nossa Terra (Santa Maria dos Açores).
Duração: 3 minutos. Ano 2011.

7.-Bela Aurora, pelo grupo Retalhos Antigos (Santa Maria dos Açores).
Duração: 3 minutos. Ano 2010.

Em maio de 2007, o Belaurora lançou o seu primeiro DVD, intitulado “A Voz dum Povo” (realizado por Emiliano Toste), que, para além da música, visa divulgar a beleza das ilhas dos Açores, e o labor e a alegria das suas gentes. O conteúdo do DVD deu lugar a uma emissão na RTP2, no dia 14 de janeiro de 2014.

O CANTAR POPULAR DO QUE TOMA O NOME O GRUPO

A Bela Aurora da serra, (Bis)
Não sei como não tem medo, (Bis)
Faz a cama e dorme só, (Bis)
Debaixo do arvoredo. (Bis)

A Bela Aurora chorava,
Ela no pranto dizia,
Já me morreu o meu bem,
Já não tenho companhia.

A Bela Aurora é prendada,
Como outra inda não vi,
Lembra-me a minha amada,
Que há muito tempo perdi.

Encontrei a Bela Aurora,
Sentada no meu jardim,
Vestida de prata e oiro,
A colher contas pr’a mim.

Quem te disse, Bela Aurora,
Que eu te queria largar,
Se bendita foi a hora
Que te principiei a amar?

Apalpei o lado esquerdo,
Não achei o coração,
De repente me lembrou,
Que estava na tua mão.

Suspiro por ti, meu bem,
Mas que vale suspirar?
Quanto mais por ti suspiro,
Menos te posso lograr.

DISCOGRAFIA BÁSICA DE BELAURORA

a.-Discos: Álbuns de estúdio.
-E do Velho se Faz Novo! , 1987 (LP, Cassete)
-Cantos d’Outrora, 1991 (LP, CD)
-Entre Cantos e Marés, 1996 (CD)
-Lágrimas de Saudade, 1999 (CD)
-Quinze Anos de Cantigas, 2000 (CD)
-Achados do Tempo, 2003 (CD)
-O Cantar que nos Embala, 2004 (CD)
-A Voz dum Povo, 2007 (CD)
-Da Maior e da Mais Alta, 2010 (CD)

 b.-Antologias. Coletâneas
-Voyage Musical, 1994 (CD)
-Les Açores. The Azores, 1995 (CD)
-Coletânea de Música Tradicional dos Açores”, 1999 (CD)

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR

Visualizamos os documentários referidos antes, e depois desenvolvemos um cinemafórum, para analisar o fundo (mensagem) deles, assim como os seus conteúdos.
Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada ao grupo musical açoriano Belaurora. Nela além de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros, discos, CDs e monografias.
Podemos realizar no nosso estabelecimento de ensino uma Audição Musical das mais famosas peças do grupo, em que participem alunos e docentes. A escolha das peças musicais da audição podemos fazê-la dos seguintes discos do grupo: Cantos d´Outrora (1991), Entre Cantos e Marés (1996) e A Voz dum Povo (2007).

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.


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