PGL – A boa situaçom económica do Brasil respeito do cenário mundial de crise está provocando um aumento no interesse pola língua portuguesa de cara às possibilidades laborais e de negócio, e houvo já administraçons que percebêrom isso.
De facto, o número de estudantes de português na Espanha vem-se incrementando nos últimos anos, daí que instituiçons como a Junta de Andaluzia já tomaram medidas e a ofertem como segunda língua estrangeira.
O défice de professorado preparado para o ensino de língua portuguesa nom é obstáculo para frear a disposiçom dalgumhas instituiçons à oferta desta como língua de ensino na secundária. E é que segundo o espanhol Centro de Investigaçons Sociológicas (CIS), som já mais de um milhom os estudantes de português em todo o Estado. A Casa do Brasil, instuiçom criada polo governo brasileiro em 1960 está a experimentar aumento de alunos de 30%, com umhas previsons continuar esta tendência.
Segundo afirma Mirian Lopes Moura, coordenadora do curso, «existem muitos alunos à proocura de certificaçom de olho nesse bom momento para o Brasil». Esta consideraçom é a que defende o próprio presidente da Junta de Andaluzia, José Antonio Griñán. Espera-se que num prazo de 4-5 anos a totalidade dos centros educacionais andaluzes estejam ministrando a matéria.
As previsons indicam um caminho: o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), a que pertence o Ministério de Educaçom e Ciência espanhol, indica que quase três mil estrangeiros tentaram conseguir o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (CELPE-BRAS) em 2009. A língua portuguesa é falada por mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo, a grande maioria (quase 200 milhões) no Brasil. A previsom é que esse número suba para 335 milhões até 2050.
A diretora do centro de orientaçom de carreira do IE Business School, escola de negócios espanhola, Maria Fernanda Diaz Cascallar, está a notar um incremento no interesse em trabalhar no Brasil. «É, junto à Índia, China e Rússia, um dos países que estám crescendo economicamente, e isto cria interesse na populaçom».
Patrick Balit, de 31 anos, é um claro exemplo. Este canadense fizo carreira nos Estados Unidos atuando no mercado financeiro. Cansado do estresse mudou Wall Street pola Argentina para atuar no comércio de soja. Nesses seis anos tivo o seu primeiro contato com o Brasil. Desde há um ano mora em Madri onde cursa um mestrado em relações internacionais.
Ao seu inglês fluido, francês e espanhol, há que engadir-lhe o português que estuda desde há 5 meses. «Quero muito trabalhar no Brasil, atuar como trader ou nalgum fundo de private equity. Vejo também a possibilidade de realizar negócios promissores na área de educação», diz Balit. Ele conta que outros alunos espanhóis de sua classe no mestrado estám a ter aulas particulares de português junto com ele. «O Brasil é o lugar para se estar nos próximos 25 anos».
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