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Ativistas em defesa da língua interrompem pleno no Parlamento galego

Esta quarta-feira, arredor de 30 pessoas interrompem no debate sobre o futuro da língua quando fala o conselheiro de Língua, José López Campos.

Durante algo mais dum minuto, desde o lugar do público, cantou-se uma música em defesa da língua, até serem chamados os serviços de segurança para desalojar a zona do público.

O ato reivindicativo acontece num contexto de preocupaçom social após os últimos inquéritos sobre uso e conhecimento do galego, que desvelam a alarmante desgaleguizaçom dos últimos tempos. Durante os últimos quinze anos, com governos do Partido Popular sob a presidência de Feijoo primeiro e de Rueda depois, duplicou-se o número de crianças que nom sabem galego no nosso país: Umha de cada três crianças entre 5 e 14 anos non sabe falar a língua própria da Galiza.

https://twitter.com/QueremosGalego/status/1889688006409269712

No debate, solicitado polos grupos da oposiçom, Silvia Longueira, em nome do Partido Socialista perguntou sobre os acordos com a Mesa pola Normalización Lingüística ou a aprovaçom da Lei Valentim Paz Andrade: “Qual é o calendário previsto polo conselheiro de Cultura para dar cumprimento dos acordos alcançados, neste Parlamento, em defesa e promoçom do galego?”.

Também a deputada Mercedes Queixas, do BNG, tomou a palavra para reclamar ao governo “ativar medidas que ajudem a reverter a atual situaçom de emergência linguística”, fazendo fincapé, durante a sua exposiçom, nos dados de perda de falantes recolhidos nos últimos estudos do Instituto Galego de Estatística, e acusou “a funçom desgaleguizadora da escola desde a imposiçom unilateral do PP do Decreto 79/2010 do plurilingüismo que, 15 anos depois, se confirmou que cumpriu os seus objetivos políticos: avançar no processo de substituiçom linguística e, consequentemente, no monolinguismo em castelhano”.

Manifestaçom o próximo 23 de fevereiro

Em resposta à situaçom linguística, o próximo domingo, dia 23 de fevereiro, há convocada umha manifestaçom nacional por parte da plataforma Queremos Galego, às 12h em Santiago de Compostela, para exigir ao governo medidas urgentes para reverter o processo.

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