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Ativistas da AGAL que fizeram possível a leitura continuada da República dos Sonhos, avaliam o evento

O ambicioso e bem sucedido evento da leitura continuada do romance de Nelida Piñon foi a terceira leitura continuada organizada pola AGAL, depois da inaugural com Scórpio, de Carvalho Calero e a de 2023 da obra Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago.

Esta foi a edição mais ambiciosa, sendo desenvolvida em colaboração com a Academia Brasileira das Letras, com leitura no Rio de Janeiro e em Compostela.

A homenagem, organizada com a colaboração da Secretaría Xeral de Política Linguística, decorreu no aniversário do nascimento (3 de maio) de uma das autoras em língua portuguesa que maior vínculo teve com a Galiza, não apenas afetivo, mas também académico e literário através da sua obra mais celebrada: A República dos Sonhos. Neste romance o vínculo entre a Galiza e o Brasil comparece através de um dos motivos mais frequentados da literatura de ambos os países: a emigração.

Por outro lado, o evento também foi uma homenagem à língua portuguesa, que a AGAL considera comum a Portugal, o Brasil, a Galiza e outras nações africanas e asiáticas, celebraçom que coincidiu acabou o Dia da Língua Portuguesa. Assim, uma vez que o livro foi lido na versão original, pretende-se divulgar a ideia de as obras lusófonas podem ser lidas no original por galegos e galegas.

Junto com os centos de leitoras e leitores que contribuiram declamando algum trecho do texto, e muitas colaboradoras em diferentes graus, destaca o labor militante de dúzias de pessoas associadas à AGAL, que figeram o desafio possível. Este nível humano e ativista foi, para Susana Alvares, coordenadora do evento em Compostela, logística e voluntariado, foi “muito versátil e coeso, demonstrou ter uma grande capacidade para o trabalho em equipa. Um projeto como este precisa de pessoas em sintonia. Também isso temos!”

Para Susana Alvares, coordenadora do evento em Compostela, logística e voluntariado, foi “muito versátil e coeso, demonstrou ter uma grande capacidade para o trabalho em equipa. Um projeto como este precisa de pessoas em sintonia. Também isso temos!”

Ainda, Susana pom em valor as relações internacionais estabelecidas: “AGAL apresenta-se como um interlocutor eficaz no espaço lusófono uma vez que o evento cresceu com a parceria brasileira da ABL e logrou o envolvimento de diferentes instituições, quer na Galiza quer no Brasil. Penso que continuar a explorar novas parcerias no plano internacional é fundamental para desenvolver futuros projetos que permitam ao nosso discurso de reintegração na Lusofonia, tornar-se uma realidade prática para a sociedade.”

Jon Amil, presidente da AGAL, destaca o capital humano da associaçom: “Foi possível com muito esforço e muita persistência de muitas persoas da AGAL. Foi um evento mui complexo de organizar, toda vez que implicava uma colaboraçom transatlântica com a Academia Brasileira de Letras. Mas todos os meses de reuniões, chamadas, preparativos e adiamentos conseguírom que o projeto saísse para diante.” . Para Amil, o esforço “valeu a pena, o evento saiu mui bem e penso que conseguimos ser um referente estabelecendo pontes com o resto da lusofonia”.

A impressom de Vítor Garabana, responsável pela coordenaçom audiovisual o streaming e o sítio web é “estamos a fazer história. Damos nos focinhos (metaforicamente) a tantas pessoas queixinhas do “estava bem que o povo galego lê-se em português, mas é impossível, nom seria capaz. O povo já vê o português como estrangeiro””. Mais um informático, Vítor Álvarez, encarregado do apoio na mesa de controle e no renderizado dos vídeos, e também, por momentos, cabeçudo com a figura da Nélida e coordenador de leitura, destacou o compromisso militante e o desafio da proposta: “Acho que colocamos objetivos muito altos e conseguimos todos: 36 h de leitura, projecção internacional, contatos além mar, visibilizar no Brasil o galego como língua da lusofonia, dar nos focinhos a diversas autoridades do país em quanto à força da nossa língua, mostrar que a grafia não é um impedimento para nos relacionar com outros países irmãos, difundir entre a população a ideia de o galego ser uma língua internacional, etc.”

Para Marinha Area, quem se encarregou da receçom das participantes, do catering, do decorado e outros labores gerais, “participar este ano desde dentro, enquanto membro da organizaçom, fijo com que valorasse mais ainda umha iniciativa em que sempre acreditei. Embora fosse umha aposta mui ambiciosa, houve muita entrega por parte de todas e, por isso, acho que o sucesso do evento (nomeadamente, polo facto de levarmos a nossa variedade além-mar) esteve, para mim, à altura do esforço e que a nossa mensagem foi, mais umha vez, bem transmitida”.

Manuel Simón, encarregado também da decoraçom, catering e rececionista e outros labores gerais, a sensaçom foi “um pouco agobiante”, porém considera que “recolhemos os fruitos do trabalho e que a impressão desde fora foi mui boa, além de termos conseguido fazer relações internacionais com a ABL. Penso que isto lhe dá um prestígio a AGAL que a pode colocar como ponto de referência para a lusofonia fora da Galiza. Apenas estamos a começar, mas creio que o objetivo que tínhamos foi cumprido.”

Maria do Mar Lopes, quem também fez labores de rececionista e de controlo de leitura destaca “trabalhamos muito e a réu”, e como pontos fortes destaca “demos no alvo convidando alunado de escolas para ler e considero que deveríamos seguir por esse caminho, envolvendo as novas gerações na língua”.

Eduardo Maragoto, pola sua parte, encarregou-se de tratar do financiamento público, assim como da diplomácia e coordençom com o Brasil, participando na leitura no Rio de Janeiro. Sobre todo o processo, Maragoto faz uma valoraçom positiva e destaca que “nos apresentamos na sociedade galega como parceiros da ABL, ganhando assim a dimensom internacional que já se nos supõe por reintegracionistas.”

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