Assembleia Geral da AGAL aprovou novos estatutos

É a primeira vez que umha reforma dos Estatutos da associaçom concita tam alto grau de consenso, pois recebeu mais de 98% dos votos favoráveis



A Assembleia Geral da Associaçom Galega da Língua (AGAL) reuniu duas vezes no passado sábado, 23 de abril, para tratar importantes assuntos para o presente e futuro da associaçom. A jornada começou com umha Assembleia Geral extraordinária cujo único ponto era tratar umha «ambiciosa» reforma dos estatutos, em palavras de Gerardo Uz, membro dos dous últimos Conselhos da AGAL e colaborador do atual.

Em declarações para o PGL, Uz explica que «nos últimos anos, em sucessivas assembleias, ficou claro que os estatutos precisavam ajustes; designadamente corrigir algumhas disfunções, dar resposta a novas necessidades e torná-los num documento de fácil consulta».

Principais novidades

Quanto a esta última questom, o próprio Uz explicou na assembleia que «os nossos documentos organizativos, os Estatutos e o Regulamento de Regime Interno (RGI), somavam um articulado volumoso, de mais de oitenta artigos e quase 50.000 carateres, com algumhas matérias redundantes ou com umha ordenaçom inadequada, que tornava a sua consulta muito dificultosa», assinala Uz. O documento já aprovado pola assembleia suprime o atual RGI —cujas matérias ficárom integradas nos Estatutos— e reduz o número total de artigos em mais de 30 e o número de carateres nuns 20.000.

Outras novidades salientáveis do documento som a supressom do voto delegado, a inclusom da figura “amigo/a da AGAL” —aprovada já numha assembleia geral—, a recuperaçom do espírito inicial da Comissom Lingüística —e harmonizaçom do seu funcionamento a respeito doutras comissões/áreas de trabalho— ou as alterações na redaçom para lograr umha linguagem inclusiva —de conformidade com as recomendações do Manual Galego de Língua e Estilo.

Consenso na aprovaçom dos Estatutos

Devido à profundidade da reforma, o Conselho da AGAL decidiu «alargar os prazos bastante além dos mínimos marcados polos Estatutos», assinala o presidente agálico, Eduardo S. Maragoto. Deste modo, o projeto de estatutos foi analisado e emendado polas sócias e sócios durante catorze dias —os Estatutos fixam um mínimo de sete— e as emendas a debate fôrom reencaminhadas com cinco dias de antecedência em lugar de só três.

Na assembleia, Maragoto e Uz repassárom as principais novidades dos novos estatutos e, a seguir, fôrom votadas as emendas umha por umha. No remate, procedeu-se à votaçom do conjunto dos Estatutos —já emendados—, resultando a sua aprovaçom quase por unanimidade —apenas se registou umha abstençom.

Do Conselho da AGAL celebram este facto, já que «é a primeira vez que umha reforma dos Estatutos da associaçom concita tam alto grau de consenso» —mais de 98% dos votos—, resume Maragoto.


PUBLICIDADE