Partilhar

Apresentaçom da estratégia luso-brasileira na Faculdade de Filologia da Corunha

Valentim R. Fagim – A diferença de um encontro anterior com Cilha Lourenço, esta vez conseguim chegar na hora certa. Fizemos as provas técnicas correspondentes e quando tudo estivo pronto ficamos à espera do público: os alunos e alunas do 1º ano do Grau em Estudos Linguísticos e Literários, estudantes que depois irão enveredar por inglês, galego-português, francês…

Era um auditório de filólogos e filólogas, o que permite elevar a fasquia, mas a priori mui heterogéneo em termos de interesses. A sala estava superlotada com pessoal até de pé, o que sempre é um plus para um palestrante e um indício de que o docente tem uma química especial com as suas turmas. Oxalá a UdC seja das universidades que premiam este tipo de perfis profissionais.

Comecei advertindo de que ter uma opiniom sobre língua e sociedade nom era questom de filólogos e que inclusive ser filólogo podia ser um inconveniente sério. Afinal, trata-se de levantar a cabeça para ter a visom mais panorâmica possível e alguns filólogos e filólogas tendem a embrenhá-la, quer em dialetologia, em gramática histórica, na romanística ou nas suas teimas e neuroses.

Concluim que afinal, o que se trata é de estratégia cultural e política para uma língua que está a ser substituída por outra e aí todos temos todos algo que dizer.

Continuei a mostrar que a diferença fundamental entre o nosso país e o Brasil e Portugal é que no nosso, a dada altura histórica, a nossa língua passou a ser património apenas das classes ditas baixas e que isto tivo três consequências que perduram até hoje, a castelhanizaçom das falas galegas, umha funçom socialmente periférica para elas e umha traslaçom do mundo que se expressa em português para o mundo que se expressa em castelhano. Cada uma destas dinâmicas foi analisada – o plano era que o auditório tomasse consciência para cada uma delas- e mostrei as soluçons reintegracionistas para resolvê-las em contraste com as soluçons que se estám a implementar desde há décadas.

A palestra finalizou com uma mostra de açons políticas e culturais na linha de «eu ganho, tu ganhas», que permitiriam que a sociedade galega saísse a ganhar no seu conjunto, por cima das visons particulares que os grupos e as pessoas podamos ter sobre a língua da Galiza.

A seguir, esbocei quatro pontos sobre as facilidades e dificuldades para os galegos acedermos ao português de Portugal e do Brasil dando mostra de que está muito perto mas nom chega com ficar sentado. Há que se mexer.

Nunca se sabe a curto prazo a incidência que uma atividade como esta pode ter. Polas informaçons que me fizo chegar a professora Cilha parece que alguma semente prendeu logo. Tomara que outras prendam no futuro.

 

+ Ligaçons relacionadas:

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Colóquio sobre Tourists, go home? na Semana do Livro de Compostela (SELIC)

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Pontedeume

Lançamento do livro Begonha Caamanho, na Corunha

Henrique Marques Samyn visita Compostela para falar sobre literatura negra brasileira

Os artigos dos topónimos no novo Nomenclátor

Juan Luis Fernández apresenta o livro Futebol Gaélico em Celanova

Colóquio sobre Tourists, go home? na Semana do Livro de Compostela (SELIC)

Lançamento do livro, Tourists, go home? em Pontedeume