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Anxo Lorenzo vê «interessante» a receçom das TVs portuguesas na Galiza

PGL – O secretário-geral de Política Linguística, Anxo Lorenzo, participou ontem num encontro digital promovido polo jornal herculino La Voz de Galicia, onde respondeu algumhas das perguntas que lhe foram chegando dos internautas. A maioria das perguntas versaram sobre ensino, legislaçom e Lusofonia.

No que diz respeito da gestom linguística nos centros escolares, afirmou que o Decreto de Plurilingüismo equilibra a presença das línguas no ensino e que o desejável era que galegos e galegas tivessem a capacidade de falar as duas línguas oficiais. A raiz desta afirmaçom, um dos internautas perguntava como ia ser possível conseguir isto num centro onde 100% de miúdos de três anos eram castelhano-falantes e todo o ensino era igualmente em castelhano. Para o político, o objetivo é «que as turmas tenham contato com as duas, com a predominante e a outra, para poder ter um ensino infantil bilingüe». O que nom explicou foi como se pode atingir esse resultado com esses condicionantes: ensino 100% em castelhano e alunos/as 100% castelhano-falantes.

Quanto à Lusofonia, perante o discurso dominante de aproveitarmos a vantagem competitiva do português, o secretário-geral reagiu na defensiva. Inquirido sobre a receçom das TVs e rádios portuguesas e a introduçom do português no Curriculum Escolar, o denominador comum em ambas as respostas foi umha defesa da norma ILG-RAG e da identidade separada de galego e de português quando, na verdade, esse nom era o alvo da pergunta. Contudo, reconheceu «interessante» a possibilidade de na Galiza se poderem receber as emissons procedentes de Portugal.

Noutro momento do encontro digital, perante a queixa de a norma do galego mudar continuamente afirmou que existia um debate sobre se a norma do galego devia ser semelhante à do português mas que «afortunadamente, essa questom era hoje mui minoritária».

Inquirido sobre políticas mais gerais, afirmou que havia que «tentar, entre todos, tirar o debate lingüístico do foco do debate político» a fim de «estabelecer acordos e pactos sobre o galego a médio e longo prazo». Por fim, pronunciou-se contrário a «lançar discursos catastrofistas sobre o presente e futuro do galego» já que criam «um ambiente negativo e contrario à recuperaçom lingüística».


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