José Carlos da Silva – Inspirada no conceito das grandes livrarias paulistanas, no próximo dia 8, será inaugurada a Biblioteca de São Paulo. O espaço cultura está instalado no parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru.
A Bibilioteca de São Paulo, com 4.200 m2, foi projetada para oferecer lazer e cultura aos usuários, ofertando além do acervo de 30 mil livros, terá CD, DVDs; com recursos para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência.
Usuários cegos terão ainda mil títulos de “audiobooks” e um equipamento que, automaticamente, é capaz de transpor obras literárias convencionais para faixas de áudio ou placas em braile. E conta ainda com mesas reguláveis, que se adaptam a qualquer tamanho de cadeira de rodas, folheadores automáticos de páginas, para aqueles que perderam os movimentos das mãos, e também computadores adaptados.
Para Adriana Ferrari, gestora do projeto e assessora da Secretaria de Cultura, estes recursos devem aumentar muito a oferta de livros para cegos e pessoas com necessidades especiais.
A biblioteca custou cerca de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do Estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). E, para atrair seus futuros usuários, não investiu apenas no acrevo de 30 mil livros.
O Carandiru
Carandiru é um bairro da zona norte da cidade de São Paulo. Recebeu este nome pois o córrego Carandiru banhava a histórica Fazenda de Sant’ Ana que originou a maioria dos bairros da zona nordeste paulistana.
O Carandiru é nacionalmente conhecido por ter abrigado a Casa de Detenção de São Paulo, onde em 2 de outubro de 2002, 111 presos foram mortos durante uma rebelião. O episódio foi registrado no livro Estação Carandiru, do médico Dráuzio Valerela, que depois foi transformado em filme dirigido por Hector Babenco. Em 2003, menos de um ano depois do massacre, o presídio foi demolido e hoje abriga o Parque da Juventude.

Parque da Juventude
