PGL – Hoje, sexta-feira dia 6 de Novembro, a Associaçom Cultural Foucelhas celebrará umha homenagem a Luís Porteiro Garea no cemitério de Gafoi (Frades), onde está soterrado o corpo do luguês.
Luís Porteiro Garea morreu prematuramente aos 29 anos por mor da gripe “espanhola”, o 30 de outubro de 1918. A sua influência no emergente nacionalismo galego foi importantíssima, sendo o líder natural das Irmandades da Fala, e responsável do seu passo da acçom cultural à luita política.
Para divulgar a sua figura, a AC Foucelhas edita também um caderno de 34 páginas que recolhe três artigos do professor Ernesto Vázquez Souza, quem dedicou diversos estudos à figura de Porteiro: o primeiro sobre a sua defesa da língua galega (que até o momento nom era um elemento central na reivindicaçom nacional galega), que o levou a reivindicar linhas tam vigentes como a de: “…defender o galego […] como meio de inteligência com Portugal e a parte de América por ele civilizada para onde vai muita da nossa emigraçom.”
O segundo estudo versa sobre a embaixada de Barcelona de 1917, na que os nacionalistas irmandinhos estreitárom laços com o nacionalismo catalão; e o terceiro acerda das eleições de 1918, na que o próprio Porteiro foi alvo dum intento de atentado da rede caciquil que via o seu poder ameaçado. Ameaça que sempre tivo presente Porteiro Garea, que chegou a declarar que: “eu podo provar que todos os movimentos iniciados em Galiza desde 1898 fôrom afogados polo terrorismo do poder perseguindo ferozmente aos propagandistas; obrigando a emigrar a muitos labregos, perseguindo-os como criminais por ter discerpado do critério da política.”
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