AGIR – A Conselharia da Educaçom prepara o iminente envio de material às famílias de crianças estudantes de infantil para proceder à aplicaçom do decreto sobre o galego no ensino que vem de ser aprovado há escassos dias no Parlamento, ainda com umha oposiçom mui maioritária da comunidade escolar.
Esta consulta vinculante, qualificada de ilegal polo Conselho Consultivo da Galiza (mais um órgao do qual se poderia prescindir para poupar quartos vista a sua escassa utilidade), suporá a consagraçom definitiva, pola via do populismo espanholista, da eliminaçom do galego no ensino infantil nomeadamente nas zonas mais habitadas do País.
A pressom mediática e dos poderes económicos aliados ao projecto espanholista no nosso País, tenhem com a identidade cultural nas grandes aglomeraçons de Vigo, Corunha e Ferrol (cidades e áreas urbanas). Aliás, as demais cidades galegas e numerosas vilas carecem já da hegemonia cultural galega de nom há tanto tempo.
Agora, a intelligentsia do PP conseguiu o triunfo por matemática parlamentar dessa estratégia galeguicida tam bem pensada. Pois a consulta limita-se a perguntar polo idioma “natural”, materno, “dominante” nas famílias. Sendo este o espanhol por obra e graça da substituiçom lingüística acelerada nos últimos decénios, as aulas de infantil terám um idioma de uso: o espanhol.
As futuras geraçons de galegas e galegos chegarám à primária, maioritariamente, sem contacto escolar com a língua do País. Combater esta extinçom programada e silenciosa da nossa cultura é dever de todo o estudantado nacional e de esquerdas.
