Embora inclua propostas feitas pela entidade entidade, a Juventude Unida dos Países de Língua Portuguesa (JUPLP) denuncia que não se concretizaram os prazos de execução, os beneficiários, ou sequer como vão ser executadas.
Em janeiro de 2025, a JUPLP enviou uma carta aberta às comissões de trabalho da renovação do Plano Geral de Normalização da Língua Galega (PGNLG), denunciando a ausência de representação jovem no processo. Fruto dessa interação, combinou-se uma reunião entre membros da JUPLP, e os representantes da equipa de trabalho do Plano, propondo uma série de medidas concretas que consideramos fundamentais para a internacionalização do galego. Algumas destas medidas que foram contempladas no rascunho da Junta, porém este carece dum planeamento da execução delas mesmas.
As propostas inicialmente formuladas incuiram a criação dum bono cultural lusófono, a disponibilidade de livros em português e mais contidos de entretenimento juvenil de massas localizados à Galiza, complementados por mais em versão portuguesa ou brasileira.
Neste sentido, proposta da Junta inclui Um cartão para que os habitantes da eurorregião (ou pelo menos as Eurocidades ou os da área da fronteira) possam utilizar serviços culturais e desportivos a ambos os lados da raia (bibliotecas, teatros, museus, centros de interpretação…); Aumentar nos fundos das bibliotecas públicas os autores em língua portuguesa, nomeadamente na oferta dirigida ao público infantil e juvenil; Favorecer o aceso a recursos científicos relevantes no âmbito lusófono aproveitando a afinidade linguística e várias medidas para Ampliar e consolidar a oferta de produtos em galego destinados ao público juvenil.
A associação de jovens considera positivas as medidas, enquanto se pergunta quando serão executadas as medidas, que forma acabarão tomando — especialmente aquelas pouco concretizadas — e como será o diálogo com entidades de fora, nomeadamente os governos lusófonos e a CPLP, para as medidas que o contemplam. Manifesta uma grande preocupação por saber se haverá um trabalho efetivo por trás das grandes promessas.
Fruto destas inquedanças, a JUPLP integrou o processo social Língua Vital, coordenada por Queremos Galego, e que apresentará uma Iniciativa Legislativa Popular no próximo mês de setembro.
A JUPLP nasceu em 2020 com a vontade de tender pontes de comunicação entre os países e territórios de língua portuguesa. Na Galiza tem relações com entidades como o diário De Norte a Sul, a AGAL, a Academia Galega de Língua Portuguesa ou o IGADI.
