A imigração galega no Brasil

Aula aberta online dia 18 de novembro de 2020, das 12h30 às 14h (Horário de Brasília)



imigracao_galegaO Programa de Estudos Galegos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ convidou Antón Corbacho Quintela, professor associado da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás – UFG, para uma aula aberta abordando o tema “A imigração galega no Brasil entre 1889 e 1964 e as pequenas tentativas de reivindicação e exposição da identidade galega”.

O aula aberta ocorre no dia 18 de novembro, das 12h30 às 14h, é gratuita e, para participar é necessário solicitar inscrição por e-mail, pois, será apresentada por meio da plataforma Google Meet.

O objetivo principal da aula aberta é explicar em que consistiu a presença galega no Brasil nesse período, entendendo por “presença galega” a presença dos/as galegos/as que vieram trabalhar neste país.

“Dialogaremos, em primeiro lugar, sobre as características do sujeito “imigrante”, respondendo às perguntas “Que é um/a imigrante?”, “Que se esperava, no Brasil, entre esses anos, dos/as imigrantes?”, As/Os galegas/os distinguiam-se das/os outras/os imigrantes?” explica o professor Corbacho.

Durante a aula aberta também serão analisadas as representações que foram feitas dessas/es imigrantes galegas/os na literatura publicada no Brasil. Em muitas partes do Brasil, a palavra “galego” tornou-se um adjetivo que qualifica todas as pessoas de olhos e pele clara, independente de sua nacionalidade.

Durante a aula aberta também serão analisadas as representações que foram feitas dessas/es imigrantes galegas/os na literatura publicada no Brasil. Em muitas partes do Brasil, a palavra “galego” tornou-se um adjetivo que qualifica todas as pessoas de olhos e pele clara, independente de sua nacionalidade.

Os diferentes períodos da imigração galega

Alberto Martí

Antonio e Jesús Mallón no porto da Corunha (1960) | Alberto Martí

A imigração galega ocorreu em períodos distintas, a primeira fase, ainda no século XIX, trouxe para as Américas um público majoritariamente masculino e, no caso do Brasil, este foi alojado nas regiões rurais, para os trabalhos em fazendas.

Entre a crise de 1929 e o final da Segunda Guerra Mundial, houve pouca imigração galega para este país.

“As galegas e galegos que chegaram ao Brasil, a partir de 1948 e até meados da década de 1960, tinham disposições coletivas não necessariamente coincidentes com as das/os patrícias/os que aqui se assentaram entre o final do séc. XIX e o final da década de 1920”, relata Corbacho.

Essa segunda imigração trouxe ao Brasil uma população em busca de trabalhos nas cidades e, não mais, na zona rural. E, essas populações se destacaram como profissionais e como empreendedoras/es e economizar o máximo possível no menor tempo possível.

galiza-imigracaoOutro grupo, em menor número, são das/os exiladas/os ou asiladas/os. À época, o governo brasileiro não se dispôs a receber o exílio galego, em consequência da derrota da II República na Guerra Civil, e, por sua vez, nem as/os republicanas/os galegas/os tinham o Brasil entre os seus destinos preferidos.

Corbacho destaca que ha algumas exceções: “Álvaro de Las Casas, José Casais e, com um valor exemplar, pois, estritamente, foram os únicos asilados oficiais, o comandante Pepe Velo e os seus comandos galegos do Diretório Republicano Ibérico de Libertação – DRIL. Deve-se ressaltar que esses asilados viveram, relativamente, isolados da colônia de imigrantes galegos/as no Brasil”, conclui.

Para conhecer o autor

Antón Corbacho Quintela (Vigo, 1973). Professor associado da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás – UFG, universidade na qual concursou em 1996, poucos meses após ter chegado, procedente da Galiza, como estagiário pelo programa “Intercampus”.

Doutor em Filologia Galega pela Universidade de Santiago de Compostela, onde colabora no Grupo GALABRA de Estudos da Cultura. Na UFG, na graduação, tem lecionado as disciplinas de Literaturas de Língua Espanhola (e, às vezes, Latim).

Tem desenvolvido pesquisas sobre a imigração galega, tema ao qual dedicou a sua tese de doutorado. Coordenou, entre 2011 e 2013, o Centro de Línguas da UFG e dirigiu o Centro Editorial e Gráfico dessa Universidade (2014-2018).

Para participar da aula aberta

Aula aberta “A imigração galega no Brasil entre 1889 e 1964 e as pequenas tentativas de reivindicação e exposição da identidade galega”.

Ministrada pelo professor Antón Corbacho Quintela

Dia 18 de novembro de 2020, das 12h30 às 14h (Horário de Brasília)

Transmissão pelo Google Meet

Inscrições: solicitar inscrições pelo e-mail proeg.rj@gmail. com

José Carlos da Silva

Desde 2008, José Carlos da Silva é correspondente do PGL no Brasil. Residente em Campinas (São Paulo), é produtor cultural e periodista. Como produtor cultural trabalha pela difusão da cultura caipira, que tem na viola de 10 cordas, sua maior expressão.

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