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Volve o Cantos na Maré, a maior festa da lusofonia

PGL – Volve o Cantos na Maré, um projecto cultural pioneiro, que através da língua e da música traça um mapa comum entre os territórios da lusofonia que compartem raízes. Este ano o espectáculo reunirá no sábado dia 19 de dezembro, no Paço da Cultura de Ponte Vedra, a Tito Paris, Fred Martins, Raquel Tavares e Uxía Senlle.

Como cada ano, Uxía Senlle, promotora da iniciativa, assumirá a direcçom artística. A banda base estará conformada polos músicos Paulo Borges, Azores–Portugal (piano e director musical); Xacobe Martínez Antelo, Galiza (contrabaixo); Quiné, Portugal (bateria e percussom); Rubém Santos, Portugal (trombom) e Santi Cribeiro, Galiza (acordeom).

A música e a cançom, representaçom mais visível da unidade linguística galego-portuguesa, será a grande protagonista do dia, num concerto que contará com a participaçom estrela de Tino Tavares (Cabo Verde), Fred Martins (Brasil), Raquel Tavares (Portugal) e a galega Uxía Senlle. Mais um ano, o espectáculo nom se apresenta como a soma de quatro concertos, mas como um evento cheio de colaboraçons, duetos e interacçons.

Oferecemos a seguir algumhas declaraçons sobre o Cantos da Maré publicadas no Portal Galego da Língua:

Uxía Senlle:

«Com Cantos na Maré a Galiza só tem a ganhar. Eu sinto-me devedora em nom poucas cousas de quem iniciou o nosso relacionamento musical, o Zeca Afonso, embora depois dele a cousa se tivesse esvaído».

Valentim R. Fagim:

«É desconcertante acender o rádio para ouvir em direto o concerto de Cantos na Maré em Ponte Vedra para, ao acabar uma canção, reparar que o evento não estava a ser retransmitido pola rádio galega mas por RN…E».

Xurxo Souto:

«Galiza enquanto se afirmar como o que é, pertencente à Lusofonia, é um elemento central de criaçom. Eis um exemplo. Aconteceu há dous dias, e foi essa experiência de Cantos na Maré que movimenta Ugia Senlhe, onde vês o Paulinho Mosca que chega desse ponto de criatividade central mundial que é o Brasil, e que simplesmente com umha olhada entra num contacto de criatividade e identidade com Xavier Diaz, músico deste nosso país pequeno. Deste contacto, nascem cousas. Paulinho nom conhecia a nossa realidade e agora ela passa a ser parte do seu universo musical, e do espaço da língua comum e o mesmo acontece com Xavier Diaz. Isso é maravilhoso.

A linguagem universal da música e o espaço da comunhom de língua, e nesse espaço nós somos centro e podemos achegar a nossa criatividade a esse espaço central cultural, que tem um centro que é o Brasil, de criatividade central brutal».

 

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