Maria Espantoso – Ontem comparecêrom ante os meios de comunicaçom os conselheiros da Educaçom, Jesús Vázquez, e do Trabalho, Beatriz Mato. O objectivo, apresentarem a nova imagem e denominaçom das Galescolas, a rede de infantários criada polo anterior Governo.
Os novos governantes, do espanholista Partido Popular, achárom que o nome Galescolas, assim com os factos de os uniformes serem das cores da bandeira galega e o logótipo ser também umha escola com umha bandeira galega, formavam parte do que chamárom de «projecto ideologizado».
Resultam no mínimo curiosas estas observaçons da Junta quando o nome Galescola —por certo, propriedade da VOGAL—, fruto da confluência dos termos ‘Galiza’ (ou ‘galega’) e ‘escola’ nom evidencia qualquer ideologia, salvo que se pretenda ver um paralelismo com o projecto basco das ikastolak (em traduçom literal, ‘escolas’), projectos privados e cuja similitude nom vai além do fonético. De facto, o novo nome, «A Galiña Azul — Rede de Escolas Infantís de Galicia» [sic] é bastante mais explícito.
Em segundo lugar, resulta curiosa a crítica aos uniformes escolares pola cor, quando as cores azul e branca som possivelmente das mais freqüentes nos mandilons escolares, ao menos na Galiza. Por último, também surpreende que se criticasse a presença de umha bandeira galega no logótipo das já desbotadas Galescolas quando a bandeira está reconhecida no Estatuto de autonomia e pertence, em teoria, a todo o povo galego. De facto, o novo logótipo é umha galinha —se bem parece mais bem um polo— pintada com as cores azul e branca.
Segundo a Junta da Galiza, estas mudanças resultavam «imprescindíveis», e alguns meios de comunicaçom situam o seu custo em 20 mil euros. Umha cifra nada desprezível em tempos da tam cacarejada —e nunca melhor dito— austeridade, prometida já em campanha eleitoral polo agora presidente Feijóo.
