Com este cabeçalho publicava em 15 de maio o diario.es uma informação, que deveria fazer refletir os diversos coletivos reintegracionistas e os ativistas da língua, e envergonhar, por contraste em goleada, o governo galego.
A paralisação no desenvolvimento da lei Paz Andrade, e a inação e perda de iniciativa do governo da Galiza, por muito que os discursos do Presidente Feijó e as promessas da sua equipa reiterem que se está a trabalhar, resulta a cada mês que passa mais evidente, e contrasta fortemente com o impulso que aos estudos de Português está a dar a Estremadura.
Reproduzimos, numa rápida tradução, pelo seu interesse, o artigo na íntegra:
O presidente da Junta de Estremadura, Guillermo Fernández Vara, o embaixador de Portugal na Espanha, Francisco Riberio de Meneses, e a conselheira de Educação e Emprego Esther Gutiérrez, assinaram um Memorando de Estremadura com Portugal para impulsionar o português no âmbito educativo; trata-se de renovar o acordo subscrito neste sentido no ano 2009 para a consolidação do idioma luso como segunda língua estrangeira no sistema educativo não universitário da Comunidade Autónoma.
Este memorando estabelece o enquadramento de trabalho com o que se estreitam os laços de colaboração entre a Junta de Estremadura e o Instituto Camões.
A conselheira de Educação e Emprego, Esther Gutiérrez, declarou no seu comparecimento depois da assinatura do acordo, que existe um claro interesse no estudo do idioma português no âmbito educativo, de facto, disse, nos últimos 5 cursos escoares, quase se duplicou o número de estudantes que cursam este idioma como 2º e 3º língua estrangeira, passando de 5.056 no curso 2013/2014, a 9.076 estudantes no curso atual.
Além deste dado, a conselheira referiu-se a outras atividades formativas e programas de ensino e aprendizagem da língua e cultura portuguesa no que participam alunos e professores de Primária, Secundária, Formação Profissional, Escolas Oficiais de Idiomas e Centros de Professores, além de contar com uma plataforma on-line Librarium, que dispõe de livros em português.
Em definitiva, disse Esther Gutiérrez, Estremadura é, com diferença, a Comunidade Autónoma onde mais pessoas estudam português em todas as etapas educativas. Aproximadamente 3 em cada 4 pessoas que estudam português na Espanha, cursam em Estremadura.
“Neste ano escolar superámos os 19.000 estudantes deste idioma e alcançado a cifra de 150 docentes de português, pelo que podemos dizer que se trata de um elemento identitário do sistema educativo estremenho”.
Estremadura é a única comunidade autónoma que conta com secções bilingües de português nos centros educativos. Andaluzia e Galiza, detrás
Por sua vez o embaixador de Portugal na Espanha, Francisco Ribeiro destacou o facto de que Estremadura seja pioneira neste tipo de acordos para a implantação do português como segunda língua, exemplo que já seguiram outras comunidades autónomas como Andaluzia e Galiza.
Disse Ribeiro de Meneses que esta renovação do memorando inicial serve para atualizar algumas questione e seguir trabalhando na tarefa de incentivar as línguas e cultura da Espanha e Portugal e em uma nova orientação para a cooperação transfronteiriça.
O embaixador também disse que mais de 600 milhões de pessoas no mundo falam português ou espanhol e se referiu às oportunidades laborais que se lhe oferecem aos jovens que conheçam os dois idiomas.
Erasmus+
Além destes dados relacionados com a situação atual da língua portuguesa em Estremadura, a conselheira avançou as linhas de trabalho previstas como é a promoção dos programas europeus Erasmus+, especialmente em relação à mobilidade internacional de alunado e docentes, e associações estratégicas de cooperação para a inovação e o intercâmbio de boas práticas.
Atualmente, disse a conselheira, mais do 20 por cento dos nossos centros educativos já trabalham com centros ou instituições portuguesas nos seus Projetos Erasmus+, mas acrescentou que espera que a assinatura deste memorando, suponha um impulso desta linha e que se possam incrementar estas cifras, alargando as redes atuais e estabelecendo mais relações entre centros de ambos lados da fronteira.
