PGL – O presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o poeta e escritor José Luís Fontenla, pediu asilo político ao Governo português, acusando os serviços de informação espanhóis de “controle de correspondência” e “sequestro de livros”.
“Se me derem estatuto de apátrida, fico contentíssimo”
Segundo informa o jornal português “Público”, Fontenla afirmou que desde criança que lhe chamam “separatista”, por ser republicano, tal como o seu pai, e por defender o Português como língua oficial e nacional da Galiza. “Defendemos a língua portuguesa como língua oficial da Galiza. É uma linha cultural. Aqui não há nada de político”, frisou, afirmando-se “republicano, federalista, democrata e socialista”.
José Luís Fontenla manifestou que enviou da nossa terra vários livros de poemas, de linguística, de pintura e de escultura para pessoas de outros países, como a Alemanha ou o Brasil, mas não chegaram ao destino. A seguir, fez o mesmo a partir de Portugal, e os livros chegaram, pelo que concluiu que os serviços de informação espanhóis, que qualificou de “polícia política monárquica”, estão a fazer “controle de correspondência” e a “sequestrar cartas e livros”.
