STEG – A intençom da revista é alimentar o debate entre todos os sectores que compomos o ensino com especial incidência no professorado. Procuramos tanto neste número, como nos seguintes, umha óptica plural, crítica, atractiva e mesmo arriscada que sirva para a reflexom e o debate frutífero que aumente a ilusom da profissom da educaçom.
Os conteúdos estarám relacionados com a educaçom desde unha óptica de defesa do sistema público de ensino e desde um contexto galego com intençom universalizadora. Pretenderá-se que sejam monográficos sobre aquelas questons que consideremos importantes para a melhora na qualidade do nosso sistema público de ensino.
Pretendemos aportar o valor dumha obra colectiva (feita polas pessoas que compomos o STEG), com sensibilidades diversas, realizada desde a análise calma e reflexiva que evite as opinions arroutadas do imediatismo mais próprio da rede virtual.
Dentro da pluralidade nom podemos esquecer que é a revista de umha organizaçom sindical que responde a unha forma de interpretar o mundo e a um conceito concreto de ensino. Nesse sentido a nossa óptica sempre pretenderá impulsionar os princípios que inspiram a nossa acçom: umha escola democrática, igualitária, co-educadora, galega, laica e de qualidade.
O primeiro tema monográfico versa sobre o galego por questons quase óbvias. Primeiro, temos que deixar claro que o STEG defende umha escola galega e em galego trabalhando por que o galego seja a língua veicular do nosso sistema de ensino e pola normalizaçom social do nosso idioma. Antes de que a língua entra-se no debate político por puro eleitoralismo irresponsável, críamos necessária unha achega crítica aos escassos frutos da tarefa normalizadora destes anos de democracia.
Com as eleiçons e o discurso, assumido polo poder actual da Junta, contrário à normalizaçom da língua, fizo-se mais necessário apresentar um discurso construtivo para contrapesar as falsidades dos ataques lingüicidas e contribuir ao cambio de posiçom do actual governo na política sobre a língua, sem por isso esquecer a análise crítica da normalizaçom lingüística destes trinta anos.
O STEG decidiu que os temas abrangeram desde o debate de como abordar o ensino do galego (artigo do Sechu Sende) a umha olhada aos trinta anos de normalizaçom (entrevista ao Miguel Louzao e o Emílio Insua ), reportagens sobre as aulas de imersom lingüística, sobre plataformas de defesa da língua, legislaçom, também material didáctico, leituras etc.
Com este número aguardamos quatro cousas:
Contribuir a conscienciar a sociedade, e em especial o professorado, da importância de colaborar entre todas e todos a que o alunado galego tenha competências plenas na língua galega que permita a liberdade do uso no futuro.
Melhorar as políticas normalizadoras para inverter a situaçom da língua entre as geraçons mais novas.
Advertir da necessidade de medidas legislativas que protejam a língua que corre grave perigo por encontrar-se numha situaçom de clara desigualdade. Medidas que devem acompanhar-se de valoraçom de todos os sectores sociais que contribuam à normalizaçom da língua.
E, em última instáncia, contribuir, com a nossa promoçom do galego, a fazer da nossa sociedade umha colectividade mais culta por conhecer e querer o que é seu potenciando o seu conhecimento que só aporta benefícios ao nosso alunado.
+ Ligaçons relacionadas:
- Apresentaçom da revista Estega / Escola Pública Galega na livraria Torga [PGL, 16/12/2009]
