A ponência económica do último XVII congresso do Partido Popular galego, que leva por nome “Os reptos de uma Galiza que quer mais emprego e menos impostos” coordenada por Borja Verea Fraiz e que contou como relatores com María Pilar Ramallo Vázquez, Marta Novoa Iglesias e Antonio Ameijide Osorio, volta a reparar nas relações entre galego e Lusofonia.

Na única referência que se fai ao idioma galego, concretamente, na alínea dedicada à “cultura e a língua como polos geradores de emprego e riqueza”, afirma-se: “Nom devemos esquecer a defesa da nossa língua, que ademais de uma ferramenta de entendemento e um elemento de orgulho, apresenta importantes potencialidades de desenvolvimento económico para os galego-falantes. Devemos assegurar o futuro do galego, fomentando a sua presença em todos os âmbitos, apostado nas tecnologias linguísticas e de inteligência artificial. Temos que aproveitar a oportunidade que nos brindam os vínculos com a Lusofonia, que abre a porta a um mercado com 600 milhões de falantes em todo o mundo.”
Temos que aproveitar a oportunidade que nos brindam os vínculos com a Lusofonia, que abre a porta a um mercado com 600 milhões de falantes em todo o mundo.”
Nom é a primeira vez que o galego e o português aparecem vinculados em declarações de dirigentes populares nos últimos anos, nomeadamente após a aprovaçom da Lei Paz Andrade, cujo tímido desenvolvimento tem sido alvo de críticas por parte da oposiçom e de coletivos reintegracionistas, que afirmam ser contraditório o escasso investimento no ensino do português e certas manisfestações lusistas de responsáveis da administraçom pública galega.
