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Otto L.Winck, escritor brasileiro: «Sou reintegracionista. Por que reinventar a roda?»

Maria Espantoso – Num acto organizado pola AGAL, o escritor brasileiro Otto L. Winck apresentou ontem em Santiago de Compostela o livro Jaboc, que lhe valeu o prémio da Academia de Letras da Bahia de 2005 e que acabou por ser editado no ano seguinte.

Winck reconheceu o título ser um jogo de palavras com Jacob, e também que há algo de autobiográfico na obra —a começar pola idade e profissom do protagonista—, que trata do processo criativo e da sempre tortuosa relaçom arte-literatura, literatura-arte, assim como das questões sociais.

Vista parcial do público, entre os quais um câmara da TVG

Felizmente, a apresentaçom nom se limitou a um monólogo do autor, nem tampouco a umha situaçom em que o escritor tivesse de lembrar que «eu vim cá falar do meu livro». Absolutamente nom. A apresentaçom foi umha perfeita encenaçom do teatro moderno em que o público é quase igual de protagonista que os artistas.

Destarte, Otto Leopoldo Winck e esse perfeito anfitriom que é o Carlos Quiroga lográrom envolver o público para criar um ambiente de rico diálogo e troca de sensações e ideias. O escritor brasileiro demonstrou ter um bom conhecimento da realidade e história recentes da Galiza. De facto, como relatava o PGL, Winck está a preparar a sua tese de doutoramento, a qual terá a construçom da identidade nacional galega como alvo.

«Eu sou reintegracionista»

Winck instou as galegas e galegos a terem orgulho pola sua língua e a reivindicarem-na como em seu dia fizo o movimento negro nos Estados Unidos, umha luita pola dignidade, e assinalou que ele próprio tivo a oportunidade de participar em 21 de janeiro «nessa manifestação tão linda que vocês organizaram e reclamei também NA GALIZA, EM GALEGO».

O Carlos Quiroga exerceu de perfeito anfitriom e Otto L. Winck
seduziu o público com o bom humor e o conhecimento do nosso país

O autor também nom perdeu a ocasiom de brincar ao redor da questom ortográfica. Assim, explicou que nom tem qualquer complicaçom para entender um livro em galego apesar «dessa ortografia muito complicada oficial que vocês têm, toda cheia de “X”», e lembrou que a ortografia é também umha questom política e que, nesse ponto, «eu sou reintegracionista. Por que reinventar a roda?».

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Acompanhe no vídeo algumhas das interessantes reflexões
de Otto L. Winck sobre a Galiza, a língua e a lusofonia

 

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