PGL – PP, PSOE e BNG, os três grupos com representaçom parlamentar, decidírom ontem por unanimidade instar a Junta a pôr em conhecimento de todos os seus cargos públicos «a necessidade de fazer uso público, tanto oral como escrito, da língua galega no desempenho da sua responsabilidade pública».
Contudo, e embora tenha sido aprovado por unanimidade, o texto nom deixa de ser umha recomendaçom, já que os cargos públicos nom terám a obriga de se expressar na língua própria do País.
O acordo parte de umha proposiçom nom de lei apresentada e defendida polo porta-voz em matéria língüística do Bloco Nacionalista Galego, Bieito Lobeira, na Comissom Institucional, de Administraçom Geral, Justiça e Interior. O nacionalista chamou a atençom sobre os «incumprimentos da lei» e a «vulneraçom de consensos» de destacados membros do Governo, que nom falam galego «porque nom querem».
Lobeira, que lembrou que o Plano Geral de Normalizaçom Lingüística, aprovado também por unanimadade, recolhe a necessidade de os cargos da Administraçom se expressarem na língua do País, destacou que se trata de um «desprezo à língua galega para agradar o público ultra» Nesta linha, Xosé Manuel Lage Tuñas, do PSOE, chamava de «incompreensível» o facto de os cargos públicos nom utilizarem o galego, sem prejuízo ddo que figessem no âmbito privado. Ademais, e antecipando-se às acusaçons de imposiçom, Manuel Lage explicou que «nom se impóm o que é próprio».
Finalmente, Agustín Baamonde, do PP, reconheceu a obriga de os poderes públicos promoverem o uso normalizado do galego, rejeitando fazer da questom umha norma de obrigado cumprimento.
