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O Europarlamento rejeita o catalám, PSOE concorda

PGL Países Cataláns – O presidente do Parlamento Europeu, o conservador polaco Jerzy Buzek, recusou de novo a possibilidade de utilizar o catalám no hemiciclo com o argumento de que a instituiçom só utiliza as línguas oficiais dos estados membros da Uniom Europeia (UE).

Buzek destacou que a eurocámara é umha instituição «muito aberta ao multilingüismo» e funciona habitualmente com a interpretaçom simultânea das 23 línguas oficiais da UE.

O presidente do Parlamento acrescentou que se está a preparar já a logística para incorporar umha língua adicional, o croata, ante a previsível adesom do país balcánico.

O conservador polaco justificou a reiterada rejeiçom da eurocámara a permitir o uso do catalám a seus deputados indicando que a instituiçom, no caso de um país com várias línguas, utiliza sempre o idioma que entendem e falam «todos os cidadáns» desse território.

Atendendo às declaraçons de Buzek, o PSOE fechou o debate no Congresso com o mesmo argumento. «Não consideramos conveniente que se fale mais que na língua comum a todas as comunidades que existem em Espanha, que é o castelhano», declarou o porta-voz do Grupo Socialista, José Antonio Alonso.

Alonso tentou evitar que se abra o debate para regular o uso das línguas co-oficiais manifestando: «O Congresso não é uma câmara de representação territorial».

Perante isto, o porta-voz de ERC, Joan Ridao, declarou à agência Europa Press que acha que a «involuçom» que sofrem as línguas co-oficiais no Congresso se deve também à atitude «jacobina e castelhanista» que mostra Alonso.

Ridao afirmou que deixará que o debate que se propôs no Senado avance para depois retomar o relevo no Congresso, onde, advertiu, lhes espera José Bono, quem, a seu julgamento, «tampouco tem a vontade».

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