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O BNG questiona o critério de reparto de ajudas públicas para o fomento da língua galega

PGL – Bieito Lobeira, representante do grupo parlamentar do Bloque Nacionalista Galego apresentou à Mesa do Parlamento umha nova pergunta para a sua resposta oral em Comissom a respeito do critério de distribuiçom das ajudas públicas para o fomento do galego.

No documento que recebemos no Portal Galego da Língua, assinado ontem por Lobeira, o grupo nacionalista questiona o merecimento das ajudas, concedidas pola Secretaria Geral de Comunicaçom, por parte dalguns beneficiários.

Na resoluçom de 25 de junho de2009, publicada no Diário Oficial da Galiza o 14 de agosto, anuncia-se o reparto de 2,53 milhons de euros entre só 28 empresas, das quais várias formam parte do mesmo grupo empresarial. A este respeito, o BNG ainda explica que moitas das empresas beneficiadas se caracterizam por um nulo compromisso com a língua galega e mesmo por combater abertamente contra a nossa identidade.

A normativa que regula a concessom das subvençons (resoluçom de 21 de novembro de 2008) introduz critérios em matéria lingüística nas actuaçons subvencionáveis, o que, segundo o BNG, bate frontalmente com o comportamento e atitude fronte a língua galega que seguem a manter moitos dos meios de comunicaçom subvencionados.

Explicamos a seguir os critérios para conceder às subvençons, estabelecidos no artigo 2.1 da referida resoluçom de 21 de novembro de 2008:

 

– Empresas que publiquem ou difundam informaçom orientadas a alentar a defensa da identidade da Galiza, a promoçom dos seus valores, a normalizaçom da língua e a difusom da sua cultura.

– Na sua produçom informativa deverá ter um especial protagonismo o idioma galego

– Compromisso manifesto de respectar, nas informaçons redactadas em castelhano, a língua das declaraçons da fonte ou pessoa entrevistada.

– Introduzir a oferta positiva estabelecida no Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega, quanto menos na relaçom jornalística com os representantes cidadáns a carregos de responsabilidade pública.

– A oferta positiva consiste na adopçom do galego como língua de contacto entre a empresa e a pessoa entrevistada.

 

No documento, Bieito Lobeira explica que apesar do referido, a presença do idioma próprio da Galiza em moitos dos jornais subvencionados continua a ser escassíssima e que é precisamente nos jornais com maior tiragem nos que mais se pratica umha política empresarial de exclusom da língua galega, o que leva a que a línga própria da Galiza se situa entre o 4% e o 5% dessas publicaçons.

O BNG denuncia que a política espanholizadora praticada nos mídia referidos leva em inúmeras ocasions à traduçom ao espanhol de comunicados, entrevistas ou declaraçons inicialmente realizadas em galego. Ainda, Lobeiro revela que entre os jornais que recebérom as ajudas, há algum que nom está disposto a publicar em galego nem a petiçom do correspondente entrevistado ou entrevistada.

Como exemplo da falta de bilinguismo amável promulgado pola Junta, Lobeira aponta que entre os subvencionados, há algumha emissora de rádio que utiliza a língua galega no 2% das emissons, sendo o 98% restante em castelhano.

Em base às questons supra referidas, o Bloque Nacionalista Galego pergunta à Mesa do Parlamento:

 

1 – Que tipo de avaliaçom realiza o Governo da Galiza sobre o uso do galego nas empresas jornalísticas e de radiodifusom que resultárom beneficiadas pola Resoluçom do 25 de junho de 2009, da Secretaria Geral de Méios?

2 – À vista do evidente e reiterado incumprimento dos requisistos e obrigas contraídas por algumhas destas empresas na correspondente Resoluçom em relaçom com o uso do nosso idioma, tem previsto iniciar processos de devoluçom dos subsídios concedidos?

3 – Que seguimento se realiza para confirmar o cumprimento dos requisitos estabelecidos na Resoluçom de convocatória de ajudas?

 

 

Controvérsia

Embora seja muito recente, a reclamaçom do BNG já tem espertado algumha reacçom crítica na internet galega, que acusa ao anterior governo do bipartido de ter subvencionado às mesmas empresas. Na mesma linha do referido, já em 2008, a Gentalha do Pichel denunciava o facto de o departamento de Política Lingüística repartir 2.207.028 euros anuais a jornais em espanhol como o ABC, El Correo Gallego, Faro de Vigo, El País, La Opinión, El Progreso, La Voz de Galicia ou DXT Campeón, enquanto meios de comunicaçom como o Novas da Galiza, integramente galeguizados, nom tinham, nem tenhem, recebido qualquer tipo de ajuda com o pretexto da normativa.

 

 

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