PGL – Com o título Investir na diversidade cultural e o diálogo intercultural, o objectivo do relatório é fazer umha reflexom em torno dos reptos da diversidade cultural, analisar as transformaçons em curso das sociedades para fazer um seguimento e observar as tendências actuais.
Nom se trata, pois, de dar mais soluçons prefabricadas senom de sublinhar a importância e a complexidade do tema que, como diz o relatório, nom pode ter resposta unicamente a partir da vontade política senom que é preciso, ademais, umha maior cooperaçom internacional na tomada de decisons, um intercâmbio de boas práticas e umha participaçom de todas as comunidades linguísticas e culturais na construçom de umha sociedade equitativa.
O relatório dedica todo um capítulo -o terceiro- à diversidade linguística do planeta e trata temas como o desaparecimento das línguas, os vínculos entre língua e negócio, língua e imigraçom, língua e identidade, língua, meios de comunicaçom e criatividade, entre outros.
Este documento pom de manifesto o ritmo alarmante ao que desaparecem as línguas do planeta e considera este desaparecimento como umha verdadeira erosom cultural e um dos processos da perda avançada de umha cultura causada por diversos factores políticos, económicos e socioculturais e, ainda, fai um apelo ao mundo político para que tome medidas a favor das línguas chamadas minoritárias e que estas medidas nom sejam interpretadas como medidas na contramao de nengumha língua maioritária senom como complementares.
Neste sentido, o relatório indica também as consequências para a diversidade linguística do aumento do uso de línguas veiculares como o inglês mas também de outras línguas dominantes que pouco a pouco vam substituindo línguas autóctones ou locais. Sob este apartado, o relatório pom o acento nas conseqüências para a diversidade linguística de fenómenos actuais como as migraçons, as expansons coloniais, as deslocaçons de refugiados ou a mobilidade profissional, entre outros.
O documento constata, ademais, as mudanças linguísticas produzidos graças à expansom dos mídia: contacto de línguas, plurilingüismo crescente, aquisiçom de várias concorrências de entendimento e de expressom. Em outras palavras, o relatório assinala os novos rasgos distintivos linguísticos de muitos cidadáns, como as concorrências linguísticas totais, parciais ou especializadas em diversas línguas e em contextos diversos.
Outro dos aspectos chave do relatório é o vínculo entre diversidade cultural e negócio. A cada vez mais, aponta o documento, as empresas dam-se conta da importância de localizar seus produtos para ser mais competitivos e chegar a novos mercados. Ademais, há também umha tendência crescente a promover produtos locais ante tendências culturais homogeneizadoras.
As novas tecnologias e as línguas som um dos eixos sobre os que gira o relatório. Assim, menciona a importância das TIC, as redes sociais electrónicas, etc que constituem novas formas de relaçons humanas sem precedentes, criando novas práticas linguísticas vinculadas às identidades culturais, ampliando e alargando fronteiras.
Quanto à identidade, o relatório faz um apelo à importância de manter as línguas locais e, ao mesmo tempo, tomar medidas dirigidas ao conhecimento de línguas veiculares ou de grande alcance com o objectivo de aceder a uns fluxos de comunicaçons rápidos e crescentes.
Além de todas estas propostas, o relatório faz umha série de recomendaçons como:
– A adopçom de políticas linguísticas em apoio do plurilingüismo, o ensino de línguas na educaçom, sem esquecer as línguas em risco de desaparecimento.
– A adopçom de estratégias de traduçom para difundir ideias mediante o uso das TIC.
– A elaboraçom de um novo instrumento normativo em matéria de línguas em torno dos direitos linguísticos.
– A criaçom de um Observatório Mundial sobre Diversidade Cultural.
O relatório representa, em definitiva, umha visom caleidoscópica do estado da questom da diversidade cultural em general e da linguística em particular, e expom os grandes benefícios que se derivam: a coesom social, a manutençom da identidade da cada comunidade, os benefícios económicos, a representaçom de todos os povos e todas as línguas do planeta, ou a participaçom equitativa de todas as comunidades culturais e linguísticas do planeta à sociedade, independentemente de seu peso político, económico ou demográfico.
