PGL – A jornalista Belén Regueira e os professores Elisa Fernández Rei e Xosé L. Regueira participárom numha mesa redonda, onde se falou do galego empregado na CRTVG e a sua influência na sociedade.
Na sua intervençom, a jornalista galardoada com o prémio Mestre Mateu, Belén Regueira, lembrou a necessidade de fixar um modelo de língua para a televisom pola importância que tem para a sociedade. Um modelo que deve ser «correcto, genuíno, claro, eficaz e flexível para as distintas situaçons de comunicaçom que se produzem nos meios» e acrescentou que na CRTVG «falta compromisso na questom lingüística. Até há três anos nom houvo serviço de planificaçom lingüística e agora está transferido».
Atendendo a isto, esta trabalhadora da rádio e televisons públicas reclamou a redacçom de um livro de estilo que sirva de referência para todos os mídia e falantes, cumprindo o mesmo papel dos livros de estilo da Agência Efe para o castelhano e do da TV3 para o catalám.
A condutora de programas radiofónicos e televisivos incidiu também noutros factores que causam que a língua empregue na CRTVG nom seja tam correcta e natural como deveria apontando que a primeira língua de trabalho, quer nas relaçons internas quer nas externas, é o castelhano, ou que a maior parte do trabalho que os lingüistas tenhem com os periodistas seja sobre a língua escrita e nom sobre a falada. Fazendo autocrítica, a jornalista reconheceu que entre os redactores o nível de auto-exigência nom é suficiente.
No seu turno, os professores e lingüistas Elisa Fernández Rei e Xosé L. Regueira, denunciárom a pobreza do galego de muitos dos locutores da CRTVG que utilizam prosódias estranhas ao galego, fruto da repetiçom de modelos de locuçom calcados dos meios espanhóis. Em base a isto, reclamárom que existam critérios unívocos no referido á língua na contrataçom de jornalistas para a CRTVG, assim como que se situe em postos de maior relevância as pessoas que tenham um galego mais correcto e genuíno e que podam ser um referente lingüístico. Concluindo, os professores aproveitárom para solicitar à Faculdade de Jornalismo da USC que «oriente os alunos num modelo de locuçom adequado e galego».
Autocrítica de Xurxo Souto
Numha entrevista concedida ao grupo compostelano da AGAL em 2008, o na altura responsável da área de Programas da Rádio Galega, Xurxo Souto, também fazia autocrítica pola baixa qualidade lingüística de muitos profissionais. «[…] por desgraça, tanto a rádio como a televisom renunciárom à sua missom primeira: converterem-se no cânone, na referência culta do galego oral, para utilizarem a língua de um modo ritual», assegurava daquela. Ao seu ver, «há muito que melhorar neste campo: no léxico, em fonética, e sobretudo […] em ambiçom para nos convertermos algum dia nesse verdadeiro referente oral da língua galega».
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